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Estúdio Nina aproxima consumidores negros e marcas com representatividade
23 de Março de 2020

Estúdio Nina aproxima consumidores negros e marcas com representatividade

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Com o objetivo de ouvir, entender e compartilhar conhecimentos a respeito do público negro, empresárias da área de comunicação, a publicitária Carolina Campos e a pesquisadora Ana Carla Carneiro, lançam a empresa Estúdio Nina. A ideia é servir como ponte entre os negros, responsáveis por grande parte do consumo do país, e as marcas.

“Falar de diversidade ou apenas incluir pessoas negras nas campanhas é insuficiente. É necessário estabelecer uma comunicação real e mais efetiva, e isso só é possível ouvindo  esse consumidor. O mercado de pesquisa apresenta uma lacuna grave: não olha os negros, não tem dados e não se volta para suas necessidades particulares”, conta Ana Carla.

Assim, o Estúdio Nina desenvolveu o estudo “A Casa e seu Significado“. Com cerca de 400 mulheres entrevistadas na cidade de São Paulo das classes B2 e C1, o estudo mostra fases qualitativas e quantitativas de atividades associadas à casa, e sua rotina de cuidados com o lar. “Estamos animadas com isso, todo mundo ganha; ganham as marcas que vão vender mais, ganham as agências que vão acertar mais”, afirma Carolina. 

Confira o estudo:

Energia da casa

É importante para as mulheres sentirem que a energia da casa foi renovada. Entretanto, para brancas, essa renovação vem através da reparação – por exemplo pintam a parede apenas quando ela está descascando ou manchada – enquanto para negras essa renovação vem através da mudança, fazendo com que pintem a parede e mudem a decoração mais frequentemente.

78% das entrevistadas negras pintam as paredes pelo menos uma vez ao ano, as brancas quando ela precisa de reparo; 

68% alteram a decoração pelo menos 1 vez por semestre;

37% mudam os móveis de lugar a cada trimestre;

24% mexem na decoração da casa uma ou mais vezes por mês.

Hospitalidade

Para negras, receber em casa tende a ser um evento cotidiano e corriqueiro, com amigos que entram e saem a qualquer hora;

A dona-de-casa é valorizada por criar um ambiente que acolhe as pessoas;

São abertas para receber pessoas em casa, mesmo quando não estão preparadas para isso;

Para brancas, a hospitalidade está mais associada a momentos distintos do cotidiano. Ela é valorizada por uma ser boa anfitriã – alguém que recebe com a casa limpa e gostosa, e sabe o que oferecer aos convidados para beber e comer.

 

Observa-se que as mulheres negras realizam com mais frequência todas as atividades de cuidado e limpeza da casa, como faxina, limpeza do dia a dia, arrumação, lavar tapetes e cortinas, além de passarem roupa com maior regularidade, num esforço tanto de negar os estereótipos racistas, que desumanizam negros e os associam a sujeira, quanto de dignificar a própria mulher negra.

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