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Como 2020 mudou a forma como as empresas vendem online
01 de Outubro de 2020

Como 2020 mudou a forma como as empresas vendem online

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Imagem: Pixabay

2020 foi um ano diferente. Por conta da pandemia e da necessidade do isolamento social, a forma como as pessoas se relacionam e fazem as suas compras sofreu grandes mudanças.
As empresas que vendem online perceberam isso com o aumento da demanda e as que não tinham essa prática precisaram se adaptar rapidamente a esse mercado. Para se ter uma ideia, de abril a junho de 2019 foram feitas cerca de 39 milhões de vendas no e-commerce e em 2020 esse número mais que dobrou, subindo para 82,8 milhões.

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A região que teve maior crescimento foi a nordeste, com 109% a mais de vendas online, seguido pela região norte (93%) e centro-oeste (45%).

Um dado que chama a atenção é que nem sempre o consumidor fez compras online. Segundo dados da Nielsen, 31% fizeram a sua primeira compra em um e-commerce na pandemia.
Isso deixa claro que esse segmento de vendas possuía um grande potencial e que esse apenas precisava ser mais explorado ou receber os incentivos certos. 

Empresas vendem online por necessidade
As empresas vendem online para oferecer a seus clientes mais um canal que disponibilize a opção de compra, porém, por conta da Covid-19, essa deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.

 

Com as lojas fechadas não se tinha outra opção a não ser comprar online e quem já esteve presente no meio virtual saiu na frente. 
 

Em relação às micro e pequenas empresas, 50% delas já usavam algum canal digital para fazer as vendas e 15% delas começaram a usar esse recurso, pois sentiram a necessidade pelas mudanças no mercado. Foi isso que impediu que muitas das empresas fechassem as portas.
Alguns setores tiveram um crescimento bastante grande, por exemplo, o de produtos para unha e depilação teve um crescimento de 2000% nas vendas pelo e-commerce. Na sequência, aparecem o de jardinagem e materiais para construção com um aumento de 1000%.
Isso deixa evidente que os hábitos dos consumidores mudaram e muitos deles pretendem continuar comprando online, portanto, será preciso se aprimorar constantemente nesse mercado e investir em canais de comunicação digitais para melhorar a experiência do consumidor.

 

Vender online virou obrigação
Enquanto algumas empresas fecharam as portas, outras conseguiram aumentar o faturamento com as vendas online e chegar a novos clientes.
As lojas físicas que ficaram com as portas fechadas precisaram arrumar meios de fazer as vendas e muitas recorreram às redes sociais, sites e pedidos por aplicativos e telefone. Para a entrega, o delivery foi usado e até mesmo o drive-thru.

 

Os shoppings também se adaptaram. Além de permitirem que os clientes comprassem pelo site, alguns instalaram lockers para que o consumidor não precisasse ter nenhum contato com o vendedor. Por meio do aplicativo, era possível pegar a compra deixada em um armário e até mesmo fazer a devolução em caso de necessidade.
 

Outros setores, como o de seguros, sentiram o impacto de uma forma diferente. Enquanto a venda de seguro auto diminuía devido ao menor número de pessoas nas ruas, as vendas de seguro de vida e planos de saúde cresciam por medo da doença, principalmente através dos planos de saúde com cobertura de consulta online, já que tornou-se um importante benefício ao consumidor em momentos de quarentena.
 

As pessoas ficaram com medo de depender do SUS ou de deixar os parentes desamparados e começaram a fazer cotações online de seguro.
 

O diferencial deve contar
Em todos os casos, as empresas que vendem online precisaram ajustar algumas de suas ações e investir em propaganda. Para serem vistas, investiram na presença digital, com a interação com o consumidor, principalmente nas redes sociais.
 

As grandes redes que contam com aplicativos próprios puderam oferecer benefícios incentivando o uso desses recursos, e o resultado foi um crescimento nas vendas. Já as pequenas empresas que não contavam com esse recurso ou se adaptaram às pressas, recorreram a aplicativos de entrega como iFood e Rappi para garantir as vendas e os resultados foram positivos.
Com a concorrência no e-commerce aumentando e o consumidor ainda receoso em relação a segurança dos dados, a estratégia de muitos varejistas foi investir em segurança e ofertas diferenciadas.

 

O Magazine Luiza ofereceu frete grátis nas compras acima de R$ 49,90. O Mercado Livre mudou seu logo e controlou a venda de produtos relacionados a Covid-19 e as empresas do grupo B2W Marketplace intensificaram o monitoramento dos anúncios e preços abusivos.
 

As empresas tiveram que se adaptar às mudanças, mas isso também afetou os consumidores, sendo que muitos descobriram uma nova maneira de fazer compras e devem continuar com esse hábito.

O aumento das empresas que vendem online deve continuar e o faturamento delas deve crescer, já que se investirem em um bom marketing e estiverem presentes digitalmente podem chegar a mais clientes.  

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