Segundo dados da Kantar, 60% dos consumidores com menos de 30 anos preferem marcas que “apresentem um ponto de vista e que defendam alguma causa”. Já a Edelman mostra que 80% dos entrevistados em seu painel Edelman Trust Barometer, esperam que as empresas assumam a liderança em resolução de problemas sociais. Com o objetivo de mostrar que isso é possível, juntos, os empresários Rodolfo Medina (Grupo Artplan), Fred Gelli (Tátil Design) e Lourenço Bustani (Mandalah) criaram a 1.2.3.5.8, empresa que se define como um “sistema” de marketing de valor compartilhado.
A 1.2.3.5.8 busca pela criação de projetos de impacto social escaláveis, que tragam precisão estratégica, soluções criativas e capacidade de mensuração e resultado para as marcas envolvidas. Inicialmente, a empresa abordará quatro demandas sociais de maior relevância: resolução do lixo, educação de transição, desperdício de alimentos, além de depressão e ansiedade. A empresa traz ainda como diferencial plataformas de conteúdos transversais que amplificarão todos os projetos das marcas.
Lourenço Bustani afirma: “Não é uma agência, não é filantropia, não é responsabilidade social corporativa. É o futuro de como as marcas vão se sustentar nesse mundo. É a virada de chave definitiva. Ao perceber que o marketing de valor compartilhado é cada vez menos uma utopia e cada vez mais uma necessidade, as empresas passam a construir pontes com as pessoas, respondendo às suas dores e se fortalecendo no processo”.
“O modelo das últimas décadas foi adequado de acordo com as necessidades do momento. Hoje, precisamos pensar em novas formas de posicionarmos as empresas. O mundo mudou, as pessoas estão mais questionadoras e, portanto, a forma de se relacionar precisa seguir novos caminhos, que não apenas os já praticados. É preciso dialogar com os targets das empresas sobre assuntos que gerem relevância e que transformem suas vidas”, resume Rodolfo Medina. Bustani acrescenta: “Existe em nós uma inquietação com relação aos recursos financeiros dentro do universo de marcas e publicidade, que podem e devem ser direcionados à melhoria de grandes questões sociais. Temos toda uma circulação de dinheiro que não está mexendo no ponteiro daquilo que realmente contribui para uma sociedade mais justa, saudável e progressista”.
Outra característica-chave da 1.2.3.5.8 é seu processo ecossistêmico com diversos stakeholders, como organizações, especialistas, influenciadores, representantes das marcas, cidadãos, poder público, entre outros, e o compromisso com retornos mensuráveis proporcionais ao investimento das marcas, transcendendo o marketing de causa, conceito até então adotado pelo mercado.
Lideranças
Para comandar os primeiros passos da agência no dia a dia, estará à frente da operação a dupla Daniel Conti (ex-Vice) e Hui Jin Park (ex-McCann). “Queremos furar a bolha do mercado de impacto e trazer uma nova e efetiva perspectiva para o marketing neste sentido. A 1.2.3.5.8 vem para trabalhar também conteúdo, PR, digital, comunicação, apoiando as marcas nos seus desafios de mercado e assumindo uma nova embalagem de atuação social que inclui plataformas de conteúdo transversais aos projetos como o mecanismo mais potente para se fazer isso”, conclui Conti, head da empresa.
Origem de 1.2.3.5.8
O nome surgiu da biomimética, paixão e alimento criativo há três décadas do designer Fred Gelli. “São os primeiros algarismos da sequência de Fibonacci, matemática por trás de todo o processo de crescimento e expansão da natureza. Tudo que se renova na natureza, segue uma geometria na proporção desta sequência de números”, explica.
