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Startup brasileira permite que alunos brasileiros obtenham diploma HIGH SCHOOL sem precisar sair do país
13 de Abril de 2022

Startup brasileira permite que alunos brasileiros obtenham diploma HIGH SCHOOL sem precisar sair do país

Nós não seguimos a metodologia gramatical tradicional de sala de aula. A plataforma trata de assuntos cotidianos.

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Conversamos com Mário Aguilar, CEO da Gled International Education  escola de educação internacional que visa assessorar gestores, coordenadores, professores e estudantes para seu desenvolvimento pessoal e profissional, através de programas acadêmicos, esportivos, culturais e profissionais do inglês.

Nascido em Belo Horizonte em julho de 1971, iniciou sua carreira profissional na Eastman Kodak Company, em 1989, onde permaneceu até 1995.

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Os últimos vinte e cinco anos foram dedicados à área de TI; desde hardware, software, sistemas, ERP (Enterprise Resource Planning), CRM (Customer Relationship Management), BI (Business Intelligence) e aplicativos móveis. No início do século XXI surfando na 4ª Onda da Tecnologia – Realidade Aumentada, Realidade Virtual, Internet das Coisas e Inteligência Artificial.

Participou do movimento migratório das BBS (Bulletin Board Service) para os provedores de Internet no Brasil, com parcerias com a antiga ZAZ, Ig e Mandic.

Morou entre 2013 e 2016 na Florida – USA, onde esteve na área de Pesquisa & Desenvolvimento da Florida Polytechnic University, inclusive registrando uma patente na Biblioteca Nacional norte americana sobre Realidade Aumentada (Application number 62/063.277 de 13/10/2014).

 

Você é criador de um método que facilita a realização de um sonho de boa parte dos jovens no Planeta. Fale um pouco sobre ele.

Eu não sou o criador do método, mas quem aprimorou o método por meio de novas tecnologias, tornando acessível esse tipo de estudo aos brasileiros. Esse método batizado de English as a Second Language foi desenvolvido por neurolinguistas norte-americanos e depois abreviado para a sigla ESL. Essa metodologia já é muito difundida nos Estados Unidos, tanto que o próprio governo norte-americano adotou como uma matéria obrigatória na rede pública escolar do primeiro ano do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino Médio para todos os alunos imigrantes que se matriculem e que não tenham tido a língua inglesa como língua nativa. Justamente para que eles possam acompanhar melhor todas as outras matérias do dia que são ministradas em inglês, acelerando a proficiência da língua inglesa.
O que nós fizemos aqui no Brasil foi incluir as ferramentas de alta tecnologia para melhorar essa plataforma de LMS (Learning Management  System), já que plataformas de gerenciamento de aprendizagem como essa, incialmente criadas para os projetos de Ensino a Distância, eram muito duras e muito chatas, o que tornava o ensino enfadonho. Com a vantagem do avanço da tecnologia tivemos novas ferramentas disponíveis para serem acopladas a essa plataforma como, por exemplo: inteligência artificial, realidade aumentada, gamificação e módulos de reconhecimento de voz. Tudo para que pudéssemos levar o ensino da língua inglesa de uma forma mais leve e lúdica, gerando um engajamento maior entre os estudantes.

 

Qual foi a inspiração para criar uma startup focada na área da educação? Teve auxílio de alguém?

Eu empreendo há 25 anos e sempre com foco na área de tecnologia e inovação. Realmente esta é a minha primeira startup com foco na Educação Internacional, a minha primeira Edtech. A ideia surgiu em 2015 quando eu estava morando com minha família nos Estados Unidos. Eu tenho três meninas, que quando nos mudamos para lá estavam com 10, 12 e 14 anos de idade. Então, eu pude acompanhar todo o desenvolvimento delas e percebi o quanto a plataforma adotada pelo governo norte-americano de ESL foi decisiva para que elas adquirissem uma fluência mais rápida.
Quando retornamos ao Brasil no final de 2016, duas filhas ainda não tinham concluído o High School, foi quando a própria escola norte-americana sugeriu que elas dessem continuidade ao curso do ensino médio norte-americano no formato homeschooling, ou seja, estudando on-line de casa, mesmo estando no Brasil. Eu fiquei deslumbrado com aquilo, porque eu sabia do custo elevadíssimo da educação internacional no Brasil quando as famílias procuram escolas norte-americanas e infelizmente apenas uma porcentagem ínfima da população possui capacidade financeira para arcar com estes custos. E, mesmo, quando temos os cursos de High School no modelo presencial, normalmente no contra turno de excelentes escolas de ensino médio, isto continua sendo muito alto.
Então, a ideia de trazer o formato do ensino fundamental e ensino médio com todo o conteúdo acadêmico norte-americano disponível para os brasileiros em uma plataforma 100% online pareceu a melhor e mais acessível opção.
Tive auxílio fundamental da brilhante pedagoga Daniela Pieralisi nesse processo, moradora de Londrina no Paraná. E, logo no primeiro ano da startup instalada aqui no Brasil, tivemos a chegada de uma empreendedora nordestina que muito me surpreendeu, Talita Lombardi, que inclusive já recebeu o convite para participar do nosso quadro societário e em 2022 assumiu a posição de COO da GLED International Education. Hoje em dia percebo que nada mais se faz sozinho e um dos melhores métodos para o desenvolvimento de uma startup é compartilhar conhecimentos de objetivos em comum e sinergias de trabalho.

 

O sistema funciona para qual faixa etária/ período escolar?

Eu diria que para qualquer ser vivo. A brincadeira é pelo seguinte: não há idade para se aprender inglês!
Infelizmente, nós brasileiros não tivemos a cultura e a educação da segunda língua. Somos um país onde mais de 95% da população não tem nenhum conhecimento de uma outra língua a não ser a língua portuguesa.
O que sabemos é que crianças a partir de 3 anos de idade, mesmo não alfabetizadas, já podem ser introduzidas ao bilinguismo e ter uma iniciação pedagógica para o aprendizado da língua inglesa. Não como os alunos acima de 11 anos já alfabetizados, que correspondem aos alunos do sexto ano do Fundamental II. Eles já começam a ter o contato com a língua inglesa dentro do ambiente escolar e para eles continuar os estudos é mais fácil. Então, o melhor período para realmente adquirir a fluência seria com a turminha de 13 a 17 anos (do oitavo ano do Fundamental até o último ano do Ensino Médio). Este seria o melhor cenário, porque esse jovem entraria no Ensino Superior tendo a fluência do segundo idioma, o que facilitaria muito a oportunidade de entrada no mercado profissional.
Mas isso não quer dizer que pessoas de 30, 40, 50 ou até 60 anos que queiram estudar e aprender a língua inglesa não possam se tornar fluentes. A gente já se deparou com muitas pessoas com o discurso assim: olha eu já tentei aprender inglês umas quatro vezes na minha vida e já descobri que não consigo. O que ocorre é que infelizmente esses estudantes se depararam no passado durante a vida escolar com metodologias ruins de aprendizado da língua inglesa, o que acarretou dificuldade e gerou até pequenos traumas. A principal grande ideia da plataforma é não exigir uma idade específica para o aprendizado do inglês.

 

Quanto tempo dura o período de aprendizagem até a obtenção do diploma?

Mais do que o diploma, o grande objetivo do método é que o estudante obtenha a fluência na língua inglês. Até porque, infelizmente, quantas pessoas que já frequentaram dois a três anos de escolas presenciais de idiomas, onde a cada semestre recebiam um certificado e ao término do terceiro ano um diploma. Mas, que ao saírem da escola não tinham a fluência do inglês. Então, o grande objetivo aqui é realmente poder levar o estudante a se sentir confortável e confiante em falar a língua inglesa em público e com seus interlocutores.
Existe uma métrica desenvolvida pelos próprios neurolinguistas da metodologia ESL que afirma que o estudante precisaria percorrer uma trilha de aprendizado de 450 horas em média para sair da posição iniciante básico e conseguir chegar à fluência.
Um dos diferenciais da metodologia ESL é que ela indica que o estudante permaneça estudando o inglês todos os dias, por pelo menos 30 minutos. Porque se o estudante não deixar o cérebro estudar a segunda língua 30 minutos todos os dias, ele não vai ter a retenção satisfatória do vocabulário. Então, o estudante precisa de aproximadamente 900 dias para completar toda a carga horária do curso. O que seria cerca de dois anos e meio para obter a fluência.
Uma indicação necessária para que o aluno saia de uma classificação A1 e chegar ao C1. Essas classificações referem-se ao Quadro Comum Europeu de Referência de Línguas, esse nome que embora tenha a palavra europeu, é um método internacionalmente mais aceito para a classificação de alunos referente a habilidades de linguagem e as classificações são bem simples A1, A2, B1, B2, C1 e C2.

 

As aulas seguem um roteiro de estudo próprio da escola ou são alinhadas ao que as crianças já veem no ensino regular?

Existem dois olhares diferentes que temos que ter em atenção aos estudantes. Primeiro que o estudo de uma segunda língua requer habilidades cognitivas da linguagem que são distintas de um indivíduo para o outro. Existem pessoas que têm ouvido melhor para o aprendizado da língua e isso não quer dizer que ela seja mais inteligente do que o outro estudante, mas é uma questão de aptidão. Então, é totalmente desfavorável colocar 10 alunos numa mesma sala de aula e pedir para todos abram o livro na mesma lição.
Cada um tem um ritmo de aprendizagem e, também, uma disponibilidade de tempo de aprendizado diferente do outro por conta da rotina diária. É neste ponto que o nosso módulo de Inteligência Artificial entra em cena. Nós consideramos que cada estudante é um indivíduo e tem uma fluência distinta no idioma. Então, um robô faz uma entrevista com o estudante para realmente identificar qual é a atual proficiência da língua inglesa daquele aluno. Existe um algoritmo que vai dar uma nota de 0,1 até 6, considerando todas as casas decimais para que ele possa ser enquadrado dentro do Quadro Comum Europeu de Referência de Línguas.
Toda vez que o aluno chega ao término de um módulo para o outro, ele se depara com um Teste de Certificação, com uma nota mínima exigida, ele passa para o outro módulo e recebe o Certificado com Validade Internacional de Conclusão.
Como o principal objetivo da metodologia ESL é levar o aluno a falar a língua inglesa, 75% do tempo de estudo do aluno na plataforma será de exercícios de ouvir e falar, de acordo com o seu ritmo pessoal de aprendizagem, seguindo a linha de aprendizado de acordo com suas necessidades individuais.

 

Existem professores tutores para acompanhar o desenvolvimento dos alunos? Se sim, como acontece essa interação entre eles? Há feedbacks para os alunos?

Sim, temos sim. Os professores e tutores fazem o acompanhamento do aluno, se ele realmente está cumprindo a carga horária semanal mínima exigida e como está indo a curva de aprendizado. Os alunos são convidados a participarem de uma vídeo-aula, uma vez por semana, com um grupo de outros 9 estudantes, correspondentes a mesma faixa de classificação de nível.
Essa aula para tirar as dúvidas é totalmente opcional e caso o aluno não queira participar, seja por conta da timidez em relação a pronúncia ou por ter algum tipo de dificuldade de interação, ele tem a possibilidade de tirar dúvidas com os nossos teachers durante o plantão via WhatsApp.
A nossa plataforma tem três interfaces: a primeira é entre o aluno e o material de estudo e a segunda é um aplicativo que fica disponibilizado para os pais e para os próprios estudantes monitorarem o desenvolvimento pessoal. Ela tem informações como: a data em que o aluno se logou, quanto tempo ele permaneceu estudando, em qual módulo ele está, além da possibilidade de ouvir todos os áudios gravados por ele na plataforma. As gravações ficam armazenadas na nuvem dos nossos servidores e disponibilizadas para os alunos e para os pais. Isso permite que o aluno ouça, compare e acompanhe a melhora da pronúncia ao longo do seu desenvolvimento.
A terceira interface é um módulo administrativo dos professores que monitoram os alunos. Ela permite o acesso a um dashboard com toda a parte de Business Intelligence referente a determinada classe de estudantes e como está o desenvolvimento individual de cada um deles.

 

Como acontece a conciliação do ensino regular com o ensino da plataforma?

Eu sempre digo que a nossa plataforma é algo complementar. Ela vai acelerar a fluência do aluno. Nós não seguimos a metodologia gramatical tradicional de sala de aula. A plataforma trata de assuntos cotidianos que aquele indivíduo vai acabar se deparando. Em determinadas lições o aluno está viajando de ônibus ou está em um restaurante, vai entrar em um cinema ou visitar uma exposição de museu, ele vai fazer uma viagem Internacional ou vai participar de uma palestra, por exemplos. Em cada tema nós vamos gradativamente introduzindo novos vocabulários e aumentando a fluência daquele aluno com as percepções de atividades que ele tem no seu dia a dia.
Um dos nossos principais objetivos quanto a fluência é justamente preparar o aluno para que quando ele esteja com 13 anos (oitavo ano do Ensino Fundamental), tenha condições de entrar em uma sala de aula do Ensino Médio nos Estados Unidos, de maneira remota através de uma plataforma online dentro da casa dele, e cursar o High School Norte-Americano.
Por isso, insistimos muito para que o aluno se desenvolva rapidamente na plataforma do GLED English. Porque não podemos ingressar um aluno em uma sala de aula de um país norte-americano, onde ele terá uma aula de 50 minutos de História Americana totalmente em língua inglesa, se ele tem a baixa compreensão do inglês. Neste caso, ele vai mal na matéria, vai começar a tirar notas baixas, vai ficar desestimulado e será o primeiro a pedir para sair do projeto. Isso é absolutamente o que não queremos: a evasão do aluno no High School Americano. Então, caso os alunos tenham muita vontade de cursar o High School são obrigados a fazer um teste de nivelamento da língua inglesa. Assim, nós temos a segurança e a confiança de que ele vai aproveitar o máximo possível as aulas.

 

Qual o diferencial da sua startup, se comparada à outras plataformas de ensino, por exemplo?

Sabemos que as escolas de idiomas estão presentes no Brasil há mais 50 anos e não só presenciais, mas com vários cursos online também, então, e gosto de citar cinco grandes diferenciais:
O primeiro é justamente a metodologia do ensino que utilizamos desenvolvida por neurolinguistas norte-americanos e batizada com a sigla ESL.
O segundo é o Módulo de Inteligência Artificial que vai identificar o atual nível de fluência do aluno para que ele seja posicionado em um curso customizado individualmente, e assim, possa ter uma melhor trilha de aprendizagem.
O terceiro é um Módulo de Reconhecimento de Voz: toda vez que o aluno grava uma frase, essa mesma frase já foi previamente gravada por 100 nativos norte-americanos, então o sistema faz a comparação da pronúncia do estudante brasileiro e a frase volta toda colorida indicando quais estão mais próximas ou mais diferentes das gravadas pelos nativos. Assim, ele pode regravar a frase para ir eliminando o máximo de erros possíveis.
O quarto diferencial que é a gamificação. Colocamos um sistema transformando o aprendizado em um joguinho. Os estudantes precisam acumular pontos para passar de fase e desbloquear os outros módulos. Existe um ranking estimulando a competitividade, onde os alunos chegam a competir nacionalmente.
E o quinto diferencial, muito importante, é baixo custo. Temos um custo efetivamente acessível ao bolso do brasileiro e a grande ideia é realmente podermos levar um ensino e uma educação de excelência por um custo altamente competitivo.

 

Onde os alunos formados nesse sistema de ensino podem usar seus diplomas?

A cada vez que o aluno vai evoluindo na plataforma e passando de módulo, ele vai recebendo os certificados de conclusão até chegar ao nível de C1, que identifica que ele tem a mesma fluência que um nativo da língua inglesa.
A partir do certificado Nível B1, caso um jovem queira fazer um intercâmbio Internacional e fazer um High School nos Estados Unidos presencial, muitas escolas consideram o certificado de B1 como um nível de fluência aceitável para o ingresso no ensino médio. Já se ele tiver um certificado B2, muitas universidades norte-americanas também aceitam esses certificados. Isso não dispensa o aluno dos famosos testes de proficiência, que são muito exigidos em algumas universidades, mas garante ao aluno a vantagem de estar muito bem preparado para conseguir uma pontuação mínima exigida para ingressar naquela universidade internacional.
Para executivos de empresas, por exemplo, que vão se preparar para o teste TOEIC, que é o exame de proficiência muito utilizado no mercado corporativo quando o profissional deseja pleitear um novo cargo dentro da empresa ou uma mudança de país, ele também está muito bem preparado com um certificado B2. Ele pode solicitar um preparatório para o TOEFL, para o TOIEC ou para o IELST – aquele famoso exame que é similar ao Enem norte-americano. Nós temos todos esses cursos complementares, mas são cursos ministrados por vídeo aula, com professores especializados somente na preparação para esses testes internacionais.
Quais benefícios o diploma High School pode trazer a esses alunos futuramente?
São vários os benefícios. O primeiro é melhorar ainda mais a fluência, ele adquire mais vocabulário, aprende a debater na língua inglesa, melhora seu raciocínio, para de pensar em português para traduzir para o inglês. Além de melhorar inclusive as notas da própria escola dele do ensino médio brasileiro. Isso porque, o formato do padrão de ensino norte americano normalmente exige muito comprometimento com o estudo. Quanto maior as notas do aluno nas matérias do High School, melhor a média para que ele possa ingressar na universidade.
Facilita demais a entrada do aluno em universidades internacionais. Muitas delas exigem apenas o Diploma de High School, um teste de fluência e uma breve entrevista por videoconferência para aprovar o ingresso. E, inclusive, permite ao aluno pleitear bolsas de estudo por meritocracia e, além, de valorizar o currículo no início da carreira profissional.

 

O futuro/presente da educação é digital. Como garantir um ensino de qualidade pelo sistema EAD?

Com muito monitoramento. O aluno não pode ser largado dentro do mundo digital. Infelizmente, nós brasileiros não temos a cultura do autodidatismo e normalmente precisamos de alguém nos guiando. Então, um dos fatores principais para a qualidade do ensino a distância e a garantia de que o aluno vai enraizar o conhecimento adquirido é justamente estar sempre o monitorando. Além de aproveitar as novas ferramentas de tecnologia para incorporar nas plataformas de ensino sistemas que favoreçam o aprendizado daquele aluno.
Temos que pensar muito também na interface de experiência do aluno, pensar no visual, layout, design, cores, logotipo, tipos de fonte do conteúdo que ele vai ler. Tudo isso também tem que ser bem planejado dentro de uma plataforma EAD.

 

Como a tecnologia (IA, reconhecimento de voz e gamificação) atua na rotina de aprendizado das crianças?

As ferramentas de tecnologia estão tão presentes dentro da plataforma, que o estudante nem percebe e o aprendizado aliado a tecnologia passa a ser absolutamente intuitivo. Ele está jogando e está aprendendo durante o jogo, o modo de reconhecimento de voz é acionado o tempo todo e a inteligência artificial segue por trás acompanhando o desenvolvimento daquele aluno.

 

24% dos universitários não aprenderam nada de novo durante as aulas virtuais na pandemia. Este é o resultado de uma pesquisa do Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Currículo e Sociedade, da Universidade Mackenzie, referente ao ano de 2020. Você acredita que a tecnologia é um aliado positivo da educação? Se sim, por quê?

Sim, claro! A tecnologia ela está aí sim para auxiliar e proporcionar ferramentas melhores. Mas, precisamos analisar vários fatores. O principal é que a pandemia mexeu com todos os seres humanos, e inclusive com o estudante, que também teve a sua saúde mental afetada. A privação do encontro presencial com seus colegas e com seus professores contribuiu demais para um desestímulo ao aprendizado. Então, o que a gente conseguiu perceber nestes dois últimos anos é que a falta de adaptação do estudante ao modelo remoto, muitas vezes, não foi culpa da falta de aderência ou tecnologia daquela plataforma adotada pela instituição de ensino, mas também causada pelo desânimo e desinteresse do aluno. E nesse ponto podemos incluir praticamente todas as faixas etárias.
A pandemia do novo Coronavírus deixou claro que a tecnologia se faz presente e necessária. A área educacional foi uma (entre muitas outras) que teve de se reinventar. Aulas, reuniões e cursos, por exemplo, tiveram de optar pelo modo on-line. Qual o seu ponto de vista acerca da educação brasileira nos próximos 10 anos.
Se nós pensarmos como se desenvolveram e se aceleraram os processos na indústria automobilística, na indústria bélica, na aeronáutica e na medicina nos últimos 50 anos vamos ver uma mudança absolutamente radical. Agora, quando olhamos para a educação nos últimos 50 anos não conseguimos enxergar esse avanço. Meu pai foi para a sala de aula com as carteiras no paralelo e um quadro na frente, eu também e minha filha também, sem grandes tecnologias.
A educação é um dos mercados mais resistentes a entrada e a mudança que a tecnologia pode gerar. Agora, depois dessa adaptação repentina que a Pandemia gerou, eu começo a vislumbrar melhorias. Inclusive, devido as novas normativas do BNCC, o Novo Ensino Médio Brasileiro, não só por conta das 600 horas adicionais incluídas, mas também, pela mudança de olhar em relação as matérias da grade curricular. Passando a pensar realmente na profissionalização do aluno, o que ele vai ser quando crescer, e não simplesmente sobre apenas entregar um diploma de conclusão de Ensino Médio.
Tudo isso faz com que as diversas empresas de grupos educacionais olhem cada vez mais para a tecnologia e que procurem as melhores ferramentas disponíveis no mercado para entregar ensino de qualidade aos alunos. A grande torcida é que pelo menos nos próximos 10 anos possamos realmente dar mais oportunidade e levar uma educação de qualidade há um número maior de brasileiros.

 

Quais conselhos você pode dar para pais de crianças e adolescentes sobre a educação necessária para prepará-los para profissões que ainda não existem?

O mundo está em um processo de transformação contínuo e essas profissões que ainda não existem são muito difíceis de serem detectadas. Embora exista todo um apontamento de que a área de tecnologia seja uma das mais promissoras para o prestador de serviços no futuro. Novos cursos que visam a área ambiental e social, também fazem parte desse leque.
E essa preocupação dos pais é muito pertinente. Há muitas opções de estudo e, muitas vezes, pouca informação. É preciso ficar muito atento, fazer pesquisas, tentar o máximo de cursos com bolsas. Existem bolsas dentro e fora do Brasil e as famílias não devem ficar com vergonha de pedir auxílio de bolsa. Todo aluno que vem motivado e com em um desejo de aprender é sempre muito bem-vindo em todas as instituições de ensino.

 

Uma mensagem para a Comunidade AcontecendoAqui.
Vocês que estão sempre monitorando o que está acontecendo, o que está sendo transformado, e todos os paradigmas que estão sendo quebrados, a grande mensagem é de que precisamos nos unir. É o momento ideal para pensar em compartilhamento. Juntos sempre somos mais fortes. O que precisamos hoje em dia é parceria e não mais caminharmos sozinhos, mas levando toda comunidade que nos envolve. Para que todos possam acontecer aqui, agora e para frente.

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