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Entrevista: Rodrigo Poersch, diretor de criação da Propague
18 de Novembro de 2014

Entrevista: Rodrigo Poersch, diretor de criação da Propague

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Rodrigo Poersch_mAcontecendoAqui entrevistou Rodrigo Poersch, diretor de criação da Propague, que desde o início de outubro está atuando na agência de Roberto Costa. O empresário diz que a vinda do criativo é um passo importante neste momento da Propague, pois sua experiência em grandes agências e seu domínio em plataformas variadas vem dar um salto na produção e na qualidade criativa da agência.

 

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Recém chegado em Florianópolis,  vindo de Curitiba, gostaríamos de conhecê-lo e saber sobre sua formação acadêmica e experiência profissional antes de assumir a direção de criação da Propague?


Rodrigo Poersch –
Em primeiro lugar, muito obrigado. Tanto pelas boas-vindas quanto pelo espaço. Sou nascido em Curitiba e formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Paraná. Mas meu primeiro trabalho em agência de propaganda foi aqui mesmo, em Floripa. Logo depois da faculdade, vim pra cá trabalhar na Fórmula como redator. Depois, voltei para Curitiba e trabalhei em algumas agências até chegar à RMG Connect, braço digital do Grupo WPP, que hoje se tornou Agência Casa. Na RMG, comecei a entender a comunicação de forma mais ampla e multiplataformas. Minha primeira experiência como diretor de criação aconteceu na WOW!, uma boutique de criação que trabalhava de maneira bem aberta, procurando soluções não formatadas para os problemas dos clientes. Na WOW!, tive a sorte de trabalhar com uma equipe altamente unida e criativa, o que nos tornou altamente reconhecidos no mercado local. Da WOW!, fui para a Opus Múltipla, uma tradicional agência curitibana. Lá, comandei o time de criação de um núcleo de projetos especiais. Mais uma vez, tínhamos a missão de encontrar soluções criativas não convencionais ou previamente estabelecidas para os clientes da agência. E mais uma vez tive ao meu lado uma grande equipe, que chegou a resultados incríveis em projetos feitos para o Governo do Paraná, O Boticário, Prefeitura de Curitiba, entre outros.

 

O que te motivou a trocar Curitiba por Florianópolis?

O desafio proposto pela Propague. Não é sempre que você tem a oportunidade de assumir a criação de uma agência desse porte e com esse reconhecimento criativo. Além disso, desde a primeira conversa que tive com o Roberto, ficou claro que ele esperava ter ao seu lado um profissional com a minhas características. Uma pessoa que pudesse conduzir a criação da Propague em um novo momento da agência, muito mais aberto a soluções não tradicionais.

 

Na matéria que publicamos sobre sua contratação, Roberto Costa valorizou seu perfil de criativo multiplataforma e competÍência para potencializar o uso dos meios. Poderias comentar a respeito?

Rodrigo – Acredito que os clientes estão demandando cada vez mais esse tipo de solução. E as agências precisam estar preparadas para suprir essa demanda. No Brasil, devido à força da TV aberta, essa mudança de mentalidade está demorando um pouco mais para acontecer. Mas o fato é que  ela vai, inevitavelmente, acontecer. Agora, mais do que nunca, é preciso entender a realidade do consumidor. Ver como ele se relaciona com as muitas ferramentas de comunicação e ter sensibilidade para perceber o que ele espera das marcas. O que tento fazer, como profissional de criação, é estar sempre aberto e atento a todas essas mudanças. E sempre olhar para o problema do cliente em primeiro lugar. O conjunto de meios que vamos utilizar depende da solução encontrada para esse problema.

 

Em determinado momento você optou por experimentar agências de marketing direto e digitais. Fale sobre esse período.

Rodrigo – Na verdade, sempre relutei um pouco em aceitar os formatos mais tradicionais de propaganda. Desde a minha época da faculdade, costumava me perguntar se as pessoas realmente davam importância para as “sacadas” que nós, publicitários, tanto valorizávamos. Quando comecei a trabalhar com outras plataformas percebi que a publicidade poderia assumir um papel muito mais relevante para o seu público. Um pensamento que ganhou ainda mais força com o tempo. Muito graças à própria mudança de mentalidade do mercado e a evolução dos meios digitais.

 

A maioria das agências procura se diferenciar na criação. Quais os valores e diferenciais que você  agrega ao time da Propague?

Rodrigo – Acho que a Propague sempre foi merecidamente reconhecida pela sua criatividade. Por isso, tenho a grande responsabilidade de continuar esse trabalho. O que vou tentar agregar ao time, que já é muito bom, é essa minha visão mais ampliada da comunicação.

 

Por que, na sua opinião, os criativos gostam tanto de ter seus trabalhos premiados?

Rodrigo – Existem vários motivos. Primeiro porque a vaidade é um dos combustíveis que move qualquer profissional ligado à criatividade. Seja um músico, um escritor ou um publicitário. E o prêmio é uma forma de ter essa vaidade atendida. Além disso, indo para motivos mais racionais, existe a questão do balizamento profissional. De saber se o seu trabalho está em um bom nível diante do que estão fazendo no seu ou em outros mercados. Sem falar na própria valorização da carreira. Um criativo premiado acaba sendo mais desejado pelas agências.

 

Quais prêmios você tem na sua estante?

Rodrigo – Tenho diversas medalhas e alguns GPs no Clube de Criação do Paraná. Além de ter sido, por duas vezes, o profissional de marketing direto mais premiado do festival. No Colunistas, já ganhei diversas medalhas e alguns GPs regionais e nacionais. E também já fui eleito duas vezes o Profissional de Marketing Promocional do Ano. Além disso, tive peças incluídas no CCSP e na Revista Archive.

 

A Propague historicamente e uma das mais premiadas nas competições  regionais. V. pretende continuar apostando nisso?

Rodrigo – Sem dúvida alguma. Na verdade, a Propague sempre destacou tanto regionalmente quanto nacionalmente, obtendo inclusive alguns prêmios internacionais. Como disse antes, essa é uma responsabilidade com a qual vou ter que lidar. Cabe a mim dar continuidade a um trabalho que já tem sido muito bem feito. E uma parte dessa continuidade passa por ter sucesso nas premiações aqui do estado.

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