
AcontecendoAqui – No V Congresso você participou ativamente de alguns painéis. O que você considera tenha sido mais relevante para mercados regionais?
Rosa Estrella – Os painéis foram bastante produtivos e nos serviram para, além da troca de experiências, identificar questões que são inerentes à nossa atividade em todos os mercados no Brasil. Vivemos um momento de profunda transformação do negócio da comunicação em todo o mundo, não só nos mercados regionais, por isso esse diálogo torna-se essencial. O mais importante é mantermos a unidade em torno da relevância das agências como parceiras estratégicas dos anunciantes, reforçando o papel que um trabalho de comunicação qualificado tem nos resultados das empresas. Por isso foi muito importante a participação da ABA no painel de regionalização, reiterando a força dos mercados regionais e as vantagens de grandes marcas trabalharem com agências locais, que conhecem com mais propriedade as características de cada região. Acredito que esse é um caminho sem volta, que deve mudar bastante a face dos mercados regionais, abrindo espaço para uma participação maior no bolo publicitário nacional.
AAqui – Um dos itens da Carta do V Congresso recomenda a disseminação das boas práticas das diversas entidades integrantes do ForCom, visando a evoluir na governança da indústria da comunicação, indústria de ponta da economia criativa, grande geradora de empregos, riquezas e impostos. Como o Sinapro/SC vem aplicando essa recomendação?
R. E. – O Sinapro/SC aposta na boa governança e incentiva as práticas saudáveis em nome da competitividade do setor de agências. Neste ano, desde maio quando assumi a presidência, mobilizamos mais de mil empresários do setor de agências, mídia e anunciantes nos eventos itinerantes Pró-Regional, com a ACAERT e a ABAP/SC. Sentimos unidade de intenções e é sobre este sentimento que vamos avançar em defesa e pela implementação das boas práticas. Acho que cabe aos estados, por meio dos seus Sinapro, oferecer uma base de informação para a conduta que hoje gera algumas distorções em processos como os de concorrências privadas. Aqui vamos editar o manual que servirá de norteador das práticas saudáveis no nosso mercado. A competitividade é salutar a todo negócio, mas cabe às agências entenderem que a conduta construtiva parte da valorização também de seus concorrentes. Estamos todos do mesmo lado.
AAqui – No último dia 15 de maio, na sua posse na presidência do Sinapro você prometeu lutar por uma propaganda de melhor qualidade em Santa Catarina. Quais suas ações nesse sentido nesses 7 meses?
R. E. – Percorremos o Estado com o Pró-Regional, realizamos reuniões setoriais, ouvimos mais do que dissemos porque a ideia era mesmo conhecer melhor os mercado distantes da capital e as empresas que atuam lá. Por outro lado apresentamos de forma detalhadas as ferramentas de apoio do Sinapro/SC aos associados e conseguimos atingir nossos objetivos. Tivemos adesão de 100% à campanha de valorização, pela qual vamos falar com o interessado direto nos resultados dos seus investimentos em propaganda, o cliente e potencial cliente das agências. A palestra sobre a eficácia da propaganda profissional, essa que dá resultados reuniu muitos empresários do setor anunciante, em diferentes regiões catarinenses. Estamos no caminho que desenhamos e acreditamos que assim vamos cumprir as metas.
AAqui – Outra porposta sua foi a de uma em atuação firme junto aos anunciantes por uma confiança maior na atividade publicitária e luta intensa contra as house agencies. Como os anunciantes têm reagiso a essa sua decisão?
R. E. – Como disse, temos recebido resposta positiva do mercado anunciante. Veja, se hoje temos um Conar, um Cenp, foi por esforço de muita conversa, de aproximação, negociação. Não vou me furtar a desempenhar o papel ao qual me propus com paciência, persistência e boa vontade, em defesa da manutenção das normas e condutas construtivas.
AAqui – O que você trouxe para a área de comunicação de Santa Catarina oriundo do último encontro da Fenapro em Salvador no mês de outubro?
R. E. – Informação. Isso é a matéria mais essencial para a gestão que pretendemos. Foi muito bom saber o que acontece nos demais Estados e quais as soluções eles estão aplicando. Foi igualmente positivo apresentar as nossas dificuldades e os caminhos que escolhemos seguir. Mais importante foi a colaboração, compromisso de todos nós com um objetivo comum.
AAqui – Vamos falar do Grupo Fórmula. Recentemente vocês anunciaram um novo posicionamento e na semana passada anunciaram a conquista de um importante anunciante. Podes falar a respeito?
R. E. – Acabamos de nos reposicionar como grupo de comunicação, com um novo conceito e agregando às três disciplinas em que já atuávamos uma quarta empresa, especializada em branding e gestão de marcas, a Mind Branding. Nosso planejamento para 2013 é bastante ambicioso, pois nenhum outro grupo de comunicação catarinense tem um escopo tão completo quanto o nosso. A conquista da TAC Motors já foi resultado desse novo posicionamento, pois estamos nos utilizando o expertise de todas as empresas do grupo para o reposicionamento da marca e seus produtos.
AAqui – O que você destaca de positivo no mercado publicitário catarinense em 2012 e o que acha que precisa mudar em 2013?
R. E. – Tenho ouvido de vários donos de agências de todo Brasil, de todos os tamanhos, que foi um ano difícil e Santa Catarina não ficou imune à essa realidade. Nosso negócio passa por transformações profundas e nesse processo muitas vezes temos que dar um passo atrás para avançarmos depois. Temos que pensar “fora da caixa”, abrir nossas mentes e nos reinventar para continuarmos vivos e crescendo. A comunicação está mais importante do que sempre foi para as marcas e produtos, mas a forma como fazemos está muito diferente, e aí está o desafio.
Quero destacar novamente o resultado da pesquisa encomendada pelas entidades que compõem o trade de comunicação de SC pelo oitavo ano consecutivo e realizada pelo Instituto Mapa, sobre a veiculação publicitária de 2011 porque para o setor de agências temos nela dois pontos fundamentais de evolução: a aumento do percentual de autorizações de mídia partindo das agências, o que demonstra a crescente profissionalização da atividade e a representatividade do anunciante privado local nos mais de R$ 1 bi investidos. Sinal verde para irmos adiante em nosso propósito maior.
