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7 Perguntas Para Ricardo Barbosa Lima, presidente da Mercado Propaganda
18 de Outubro de 2011

7 Perguntas Para Ricardo Barbosa Lima, presidente da Mercado Propaganda

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Conversamos com Ricardo Barbosa Lima, presidente da Mercado Propaganda, de Florianópolis, que completou em setembro 22 anos de atividades. Uma das mais tradicionais empresas do setor, a Mercado se reinventa para tornar-se mais competitiva e encarar os novos desafios que as agências de publicidade vêm enfrentando em tempos recentes. Barbosa lima divide a gestão de sua agência com Pedro Cherem, seu sócio desde a inauguração.

 

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Acontecendo Aqui -Em setembro, a Mercado completou 22 anos de atuação em Santa Catarina. Certamente você experimentou momentos difíceis e, também, de grandes realizações. Fale um pouco sobre a trajetória de sua agência.

Ricardo Barbosa Lima – Sonhamos construir uma agência de propaganda ética e talentosa, focada em resultados. Desde 1989, trabalhamos, dia a dia, embalados sempre no mesmo propósito, numa visão estratégica de longo prazo e numa gestão consistente. Durante estes 22 anos tivemos ciclos estupendos e outros difíceis, dinâmicas esta inerente ao mercado e as oportunidades. Mas em nenhum momento duvidamos da viabilidade, tampouco da capacidade de lutar pelo nosso sonho, o que fazemos até hoje com grande entusiasmo. As dificuldades que enfrentamos só nos tornaram mais fortes, pois acreditamos que são totalmente ruins quando não aprendemos nada com elas. E na Mercado gostamos muito de aprender.
AAqui -Para marcar essa nova fase vocês desenvolveram várias ações como a adoção de um novo posicionamento, a produção de um livro e uma campanha publicitária especial? Como são elas?
R. B. L. – Na verdade não se trata de posicionamento novo para nós. “Razão e Emoção” traduz fielmente o método de trabalho da Mercado. Integramos um planejamento forte com muita criatividade para conversar com o consumidor na linguagem mais eficaz e entregar efetivos resultados para nossos clientes. Isto é, razão e emoção. Conversando com a equipe relembramos inúmeros e inesquecíveis trabalhos realizados ao longo de todo esse período.  Ao reviver os bons momentos constatamos que tínhamos muitas histórias boas para contar. Assim, decidimos dividir com clientes, ex-clientes, funcionários e ex-funcionários, amigos, estudantes, profissionais e interessados em comunicação parte da nossa história por meio de um livro. Nele mostramos um pouco do que fizemos. Um lado sobre a ótica da razão, na construção de cases, e a outra da emoção, demonstrado criatividade nas soluções.
AAqui -Hoje a Mercado busca uma nova percepção de trabalho integrando a cultura digital em todas as áreas da empresa. Que tipo de investimento foi realizado para assumir essa nova postura?
R. B. L. – Uma boa agência sempre foi e será uma integradora de competências. Na mesma velocidade que ocorrem as mudanças, de conceitos, veículos, formatos, tecnologia ou canais, as agências devem absorver novas competências para se comunicar melhor como os consumidores. Com esta visão investimos nos últimos anos em duas competências adicionais: design e, especialmente, o mundo digital. Contratamos novos talentos e capacitamos a equipe para este novo momento em que vivemos. Estamos muito satisfeitos com os resultados que estamos alcançando.
AAqui -Quais são as estratégias adotadas pela Mercado para continuar sendo competitiva no meio  publicitário?
R. B. L. – Tudo hoje se move com grande velocidade provocando constantes transformações. Nesse ambiente altamente dinâmico, as empresas têm que se reinventar permanentemente para se manterem competitivas. E competitividade é fazer diferença. Esse é o desafio diário das agências. Na cultura da Mercado sempre esteve presente o que chamamos de “inteligência” – Conhecer pessoas, inspirações e tendências. Encontrar a melhor linguagem para conversar com elas, conhecer o melhor caminho para encontrá-las, monitorar mercados e criar relações de resultados entre elas e nossos clientes e suas marcas.
AAqui -Como a Mercado está estruturada para enfrentar os desafios gerados pelas novas mídias e, consequentemente, pelos novos consumidores que estão levando boa parte dos investimentos em publicidade?
R. B. L. – A questão sobre os canais é estratégica. Temos que conhecer os hábitos do público, onde quer que ele esteja. Esta é uma das mais difíceis tarefas de hoje. E para ser eficaz utilizamos sempre a melhor combinação, que não necessariamente é 100% digital. Haja vista a dinâmica dos movimentos das pessoas no dia-a-dia. Como exemplo, temos o Festival Palco Giratório do SESC, que foi vencedor do Top de Marketing ADVB/SC 2010. A campanha foi desenvolvida totalmente on-line. Como resultado, o Sesc fortaleceu a imagem de promotor cultural, qualificou e atraiu 30% de público a mais em relação ao evento de 2009. Apesar do excelente resultado, em 2011 decidimos agregar mídia em rádio ampliando o alcance da nossa comunicação.
AAqui -De uns tempos para cá a forma de remuneração das agências vem passando por reformulações. Como vocês estão fazendo para cobrar serviços que antes eram fornecidos de graça e, também, manter resultado financeiro saudável.
R. B. L. – Este é um tema bastante polêmico, mas na Mercado temos uma forte crença que o trabalho sempre será bem remunerado quando gerar bons resultados para os clientes. Embora as agências já venham sendo impactadas por novas propostas de remuneração, acredito que o maior desafio é a competitividade.
AAqui -Como você vê as atividades das agências de publicidade dentro de 5 anos?
R. B. L. – Falar do futuro é complexo se consideramos as inúmeras alternativas que se apresentam continuamente. Mas é certo que se a comunicação será cada vez mais necessária e o investimento crescerá com a economia, no entanto de uma forma fragmentada em função da crescente diversidade de canais. O modelo do negócio já está mudando e exigirá mais competências das agências para utilizar as novas ferramentas. Inteligência, inovação e competitividade nos levarão ao futuro.

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