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7 perguntas para Rafael Ziggy, estrategista digital na agência Africa, em São Paulo
09 de Fevereiro de 2012

7 perguntas para Rafael Ziggy, estrategista digital na agência Africa, em São Paulo

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Conversamos com o catarinense Rafael Ziggy, nascido em Florianópolis onde cursou o colegial no Colégio Dom Jaime Câmara e Publicidade e Propaganda na Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina. Em sua trajetória profissional constam passagens pela direção de arte das agências BZZ e Propague, de Florianópolis. Criou o blog SimViral sobre marketing viral, mídias sociais, inovação e tendências em publicidade que deu visibilidade para o mercado on-line levando-o para a agência Talk Interactive, ainda em Florianópolis. Além disso, é idealizador do site Meu Figueira, que se destaca na mídia esportiva catarinense.

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Há 2 anos está em São Paulo onde já atuou como gerente de mídias sociais em projetos para marcas da Unilever, PEPSICO, Google e Microsoft nas agências CUBOCC e Wunderman. Atualmente é estrategista digital na área de criação da agência África, do publicitário Nizan Guanaes. Em outubro de 2011 foi considerado pela revista Veja como um dos nove casos de sucesso no Facebook do Brasil, em matéria de capa sobre “Os planos de Mark Zuckerberg para o Facebook”. Acompanhe nossa conversa com ele.

Em outubro de 2011 você foi citado pela VEJA, na matéria de capa sobre o Facebook, como um dos nove casos de sucesso no Facebook no Brasil. Você poderia nos contar como surgiu a ideia de lançar no Facebook uma campanha para trazer ao Brasil o Foo Fighters e qual a repercussão ela teve?

A ideia veio por um acaso após um papo descontraído com outros amigos sobre o novo cd da banda. Todos gostamos de Foo Fighters e do belo trabalho no último álbum, mas após onze anos sem virem ao Brasil considerávamos impossível ver o show deles por aqui. Eis que lancei a ideia improvável de juntar “50 pila” de cada fã para trazer os caras. Lancei o evento no Facebook, enviei para meus amigos e quando acordei já havia mais de 5 mil confirmados. No final do mesmo dia eram 20 mil e um mês depois quase 80. Além disso, dezenas de artigos em portais de música e cultura na internet (Globo, Terra, Folha, etc) cobriram a iniciativa. Por 50 pilas não deu, mas a repercussão ajudou na vinda da banda para cá. Ao menos foi o que nos garantiram algumas pessoas que estavam em contato direto com os empresários da banda.

Menos de 2 anos depois de sua decisão de ir trabalhar em SP você já ocupa uma posição de destaque na área digital da agência África, uma das mais desejadas pelos profissionais de publicidade. Como você se sente trabalhando em SP e numa agência de destaque?

Quando estava em Floripa tinha uma visão muito diferente de São Paulo. Achava que era uma loucura e que seria difícil sobreviver à tal “selva de pedra”. Talvez por isso a adaptação tenha sido mais fácil do que imaginei. Também ajudou o fato de ter trabalhado aqui por quase 1 ano antes da mudança. Deu pra sentir melhor a cidade, fortalecer os contatos que havia feito por conta do SimViral e enfrentar esse novo desafio. Pra mim é uma honra trabalhar na África ao lado de grandes profissionais do mercado. Aprendo muito diariamente com todos e também compartilho o que aprendi para ajudar a deixar os projetos da África cada vez mais integrados. Essa troca constante me faz acreditar que os termos “on” e “off” estão cada vez mais perto de tornarem-se obsoletos.

Qual a importância de sua formação em publicidade para seu dia a dia como planejador na área digital?

Acredito que a abrangência de disciplinas que a faculdade de Publicidade tem, ajuda a ter uma visão do todo. É importante saber não só do meio, mas também do negócio do cliente. Não ter apenas grandes ideias, mas saber de que forma envolver as pessoas nela. E por aí vai. Essa multidisciplinaridade facilita na hora de estruturar, criar, planejar e operacionalizar uma nova campanha.

Você trabalha com as mídias sociais profissionalmente, pois elas fazem parte de seu dia-a-dia de trabalho. Como você cuida de sua presença digital? Acha importante uma presença digital relevante para carreiras na área de comunicação?

Sem dúvidas. Foi o que me ajudou a estar aqui hoje. As redes sociais me abriram portas. Foi o SimViral que me deu visibilidade, sondagens e, consequentemente, o meu primeiro emprego no mercado de comunicação digital. É importante identificar para que serve cada canal. O que utilizar de forma pessoal e profissional. É inevitável que o setor de RH, diretores e gerentes de empresas analisem o perfil público dos profissionais nas redes sociais antes de realizar uma contratação. Então é bom estar preparado e usar isso a seu favor.

Você ministra aulas em várias escolas, dentre elas a Clear Educação em SC e a Lemmon no PR. No próximo dia 17 de março ministrará um curso inédito somente sobre Facebook em Florianópolis. Por que o Facebook? Qual a importância dessa ferramenta para os negócios, marcas e carreiras?

A evolução da internet é constante e a nossa capacidade de adaptação à mudança tem que ser cada vez mais rápida. Só que por outro lado a quantidade de informação que consumimos aumenta gradativamente. Fica difícil de filtrar o que realmente interessa. Encaro os cursos como uma forma de ser o filtro para essas informações adaptado à realidade local. Extrair o suprassumo do que consumo e pratico no dia-a-dia para compartilhar com outras pessoas. E também aprendo muito com quem participa. O Facebook hoje é uma das ferramentas que tem grande importância em uma estratégia de comunicação de uma marca on-line. É a rede social com mais oportunidades para as marcas. Nada melhor, então, ter um curso para que, neste momento, possamos trocar conhecimento sobre isso.

Com a captação de 5 bilhões de dólares prevista no seu IPO, o que você acha que acontecerá no mercado das mídias sociais como canais para negócios? Melhoria no FB ou filhotes dele? 

É sempre um mistério. São cada vez mais novos serviços e redes surgindo diariamente. Tantos, que acabamos mais seletivos na hora de criar um novo cadastro. Vale a pena investir tempo agora, ou melhor esperar o serviço popularizar para depois entrar? Para um gigante como o Facebook resta continuar em constante adaptação para que o serviço tenha a mesma excelência. Por exemplo, a dimensão que a ferramenta está tomando no Brasil modificou o conteúdo exibido e compartilhado. O que vai ser feito para que o Facebook não se torne uma nova caixa de e-mail? Como filtrar essa avalanche sem depender do esforço do usuário? Essa é só uma das questões e desafios que irão surgir para o Facebook. E se ele não for rápido vem alguém e faz melhor. Foi assim que o Facebook passou o Orkut por aqui.

Quais dicas você daria para um profissional de comunicação que tem a vontade de seguir uma carreira como a sua?

Crie o seu caminho, faça sua própria história. O principal para isso é não se acomodar. Vá atrás do que quer, mesmo que isso signifique trocar de área. Manter-se atualizado é pré-requisito para, quando a oportunidade aparecer, você não deixar escapar. Ao menos foi assim que encarei e, felizmente, não me arrependo. Talvez sirva também para quem está lendo esta última linha da entrevista.

Contatos Com Rafael Ziggy
www.rafaelziggy.com.br
twitter.com/rafaelziggy

 

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