Publicidade
7 Perguntas Para Pedro Leite, Coordenador de Produto Rede Itapema FM em Santa Catarina
03 de Abril de 2012

7 Perguntas Para Pedro Leite, Coordenador de Produto Rede Itapema FM em Santa Catarina

Publicidade
Twitter Whatsapp Facebook
Pedro Leite Pedro Leite

Conversamos com o jornalista Pedro Leite, Coordenador de Produto Rede Itapema FM SC, que fala aos leitores do AcontecendoAqui sobre sua trajetória profissional, experiência no exterior, os 20 anos na Itapema, projetos atuais e futuros da emissora, o futuro do FM e os novos públicos alvos do meio rádio.

Publicidade
Você é figura pública em Santa Catarina notadamente junto aos segmentos artístico, cultural e do entretenimento… Possivelmente boa parte dos leitores do AcontecendoAqui gostaria de conhecer sua trajetória profissional. Podes nos falar sobre Pedro Leite?
Sou jornalista formado pela faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria. Passei também pelo curso de Filosofia e fiz mestrado em Comunicação Social. Depois de trabalhar em jornais no interior do Rio Grande do Sul, encarei o desafio de fazer parte da primeira geração de jornalistas a trocar a máquina de escrever pelo computador, integrando a equipe que colocou nas bancas a primeira edição do Diário Catarinense. Isso, há 26 anos. Comecei como repórter e redator, passei a repórter especial e colunista de música dos cadernos de Variedades e Cultura. Nessa condição, viajei muito e cobri grandes festivais internacionais, todos os nacionais (Free Jazz, Rock In Rio, Hollywood Rock, Blues Festival, etc) e entrevistei personalidades do mundo da música como Eric Clapton, Buddy Guy, Annie Lennox e David Byrne. Isso para citar alguns dos mais interessantes.
Em 1993, provocado por Pedro Sirotsky, então vice-presidente da RBS, passei a desenvolver o projeto de uma emissora de rádio voltada para o segmento Adulto Contemporâneo, que acabou resultando na Rede Itapema FM, hoje presente também em Joinville.
Paralelamente, durante um bom tempo, dei aulas e orientei projetos de conclusão do curso de Comunicação Social da Unisul.
Em outubro de 2003, representei a América Latina no ICT Excutive’s Seminar Broadcasting, curso que reuniu executivos de oito países, em diferentes cidades do Japão, para aprofundar conhecimentos em tecnologias futuras e novas linguagens em rádio e televisão. Foi um período de grande desenvolvimento pessoal – oito pessoas de diferentes culturas convivendo num ambiente totalmente novo e profissional, quando acompanhei de perto a implantação da televisão e do rádio digital num país conhecido pela sua relevância na área tecnológica.
Qual a sua experiência internacional nesse ramo do broadcast, artistas, gravadoras etc.? Estudou fora, viajou muito, frequentou o showbiss internacional. Fale um pouco sobre isso?
A condição de jornalista da área de cultura e – mais especificamente na área musical – me possibilitou viajar muito e entrar em contato com um mundo irreal para a maioria das pessoas. De um dia para outro você passa a conviver com personalidades protagonistas da história e situações que mais tarde alteram o rumo da mesma. Um exemplo: em 1993, poucas horas antes da única apresentação do Nirvana em São Paulo, conversei no lobby do Maksoud Plaza com líder Kurt Cobain e sua mulher Courtney Love. Mais tarde, Kurt dasabou no palco em conseqüência de uma crise de abstinência/depressão, num episódio acompanhado de perto pela imprensa mundial. Era a reta final de uma história que culminaria com a morte do artista um ano depois. Mas, ao contrário de transformar você, num profissional distante da realidade, essas circunstâncias acabam contribuindo para que você perca o romantismo típico do consumidor tradicional de cultura e entretenimento. Você desmitifica o mito. Deixa de ter ídolos e passa a ver o artista como um profissional e não como uma celebridade. É claro que às vezes a genialidade é tanta que você treme as bases. Aconteceu comigo antes de entrevistar Eric Clapton para o DC. Mas aí o papo é outro. O cara é Deus, né!?
Já com as gravadoras a relação sempre foi o mais saudável possível. Mesmo no tempo em que elas detinham poder absoluto no mundo da música, meu relacionamento com elas foi profissional. Elas lançavam os discos, enviavam para análise e eu publicava ou não, de acordo com a linha editorial do veículo e com minhas convicções profissionais. Sem aceitar qualquer pressão. Os divulgadores das gravadoras sempre souberam que comigo não poderia ser diferente. O bom é que este relacionamento saudável ajudou a sedimentar as bases para quando fui para o rádio. As gravadoras sempre foram uma das fontes, mas nunca a única fonte de informação para o meu trabalho. Sempre exigi total independência.
Com mais de 20 anos de Itapema, és a maior autoridade para nos contar sobre a origem da inspiração para o projeto Itapema FM.
A Itapema FM surgiu do desejo de fazer uma rádio baseada num único princípio: ser referência em música de qualidade para nossa audiência, valendo-se das mais sofisticadas tecnologias de operação e transmissão sem, contudo, perder o caráter artesanal na elaboração do playlist. Inicialmente, rádios americanas como The Wave, serviram de inspiração. Mas adquirimos personalidade própria e passamos a redimensionar nosso playlist a partir de inputs da nossa audiência e das sinalizações dos mercados nos quais atuamos.
A Itapema FM de SC tem um público cativo. Quais os diferenciais e atrativos dela para essa fidelidade, num momento em que o público tem tantas opções?
Em primeiro lugar, a Itapema FM está deixando de ser apenas uma emissora de rádio.  Somos um conceito, que tende progressivamente a abranger toda a gama de emoções e sensações que envolvem nossos ouvintes. Como unidade de uma empresa altamente competitiva como a RBS, temos metas ousadas de audiência baseadas nas métricas tradicionais do IBOPE, mas norteamos nossas decisões sobre produto e eventos numa visão mais contemporânea de estilo de vida. Trabalhamos em cima do conceito de “Classe I” – Classe Itapema – formada por pessoas inteligentes, formadoras de opinião e que buscam o melhor da vida.
Mas temos claro que a alma de tudo isso é a nossa qualidade e exclusividade musical. Fugimos da fórmula fácil de fazer rádio baseada nas paradas de sucesso inglesa e americana. Não seguimos a bíblia da Bilboard. Para nós, existe música boa além daquelas produzidas no mundinho pop dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Nosso slogan “O mundo toca aqui” sempre deixou bem claro o nosso DNA, antes mesmo de a palavra “globalização” virar moda.  Acreditamos que há produção musical de qualidade em todos os cantos do planeta e vamos atrás dela.
A rádio tem lançado alguns projetos no mercado bastante diferenciados, onde o relacionamento é a tônica. Fale um pouco sobre esses projetos.
Relacionamento. Essa é a palavra. E é a tônica não só de nossos eventos, mas de tudo o que fazemos. Tudo que acontece na Itapema FM hoje em dia passa por relacionamento. Nosso slogan nasceu da percepção de que o mundo pulsava em Florianópolis através da diversidade de culturas atraídas pela nossa qualidade de vida. Essas pessoas, profundamente identificadas como nossa programação, começaram a sinalizar informações musicais adquiridas em suas viagens ou cidade natal. Baseados nesse input, criamos a figura dos ” Embaixadores  Itapema”, que são pessoas altamente identificadas com nossa programação e que, onde quer que estejam, compartilham conosco suas descobertas fonográficas. A internet, as redes sociais, aplicativos, tablets e tantos outros gadgets atuais só nos ajudam o potencializar essa vocação ao novo que permeia nossas ações.
Da mesma forma, como somos uma emissora que aposta no estilo mais “cool” de comunicação, sem a gritaria tradicional, descobrimos nos eventos de alto padrão, com forte apelo de relacionamento, uma forma eficaz de aproximação com nosso público.
A Itapema FM apresentou a Confraria do Espumante, que vem no embalo do sucesso da Confraria do Vinho. No que os dois projetos diferem?
Objetivamente, a diferença está no conteúdo servido nas taças.  A Confraria do Vinho é um evento mais aglutinador, como também é o inverno.  O sucesso foi tão grande que, em minutos os ingressos de todas as seis edições sumiram dos pontos de venda. Com o final do inverno, o público passou a exigir uma continuidade daquele tipo de evento. Assim, o lançamento da Confraria do Espumante, na meia estação, foi mais do que natural. Mas a história não para por aí. Em breve apresentaremos ao mercado uma outra ação, que promete envolver ainda mais gente: o projeto Premium Bier, que nada mais é do que uma confraria da cerveja qualificada.
É importante destacar que esses projetos mostram uma outra e importante face da Itapema FM no mercado, que é a nossa capacidade de entrega de produtos qualificados e com total fit com o público dos nossos patrocinadores e apoiadores. Nossos eventos representam hoje um diferencial     significativo no faturamento da rádio. E o mais interessante é que boa parte dessas parcerias surge por demandas dos próprios clientes, inspiradas em ações anteriores de sucesso.
Com o avanço do digital no meio rádio, como será a oferta do FM e quais os públicos mais promissores para o meio?
Por mais que tenha estudado o assunto, ou talvez até por isso, não acredito que alguém tenha uma resposta conclusiva. Mas tudo indica que já estamos caminhando nessa direção e temos metas claras e desafiadores nesse sentido. Mas um caminho é inevitável: entender cada vez mais as necessidades e os desejos do público, através de ações interativas, que faça com que ele se sinta dono do produto.

Publicidade
Publicidade