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7 PERGUNTAS PARA Mário Neves, Diretor Geral da RBS TV em SC
25 de Abril de 2013

7 PERGUNTAS PARA Mário Neves, Diretor Geral da RBS TV em SC

Mário Neves - RBSTVAcontecendoAqui conversou com Mário Neves, formado em Jornalismo e Direito, possui especialização em Economia e especialização executiva em Marketing pela Kellogg de Chicago (EUA). Na RBS há 21 anos, iniciou como Gerente Geral de Emissoras no RS, atuou como Diretor Comercial da RBS TV no mesmo Estado e ainda como Diretor Geral de Mercado em SC. Atualmente é o Diretor Geral da RBS TV em SC. Confira a entrevista:

 

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AcontecendoAqui –  Desde o final do ano a estrutura da RBS TV opera sob novo formato. Quais foram as mudanças e quais resultados você já consegue mensurar?

Mário Neves – A mudança tem o objetivo de reforçar cada vez mais o papel da televisão dentro do Grupo RBS. Queremos acompanhar ainda mais o que interessa ao nosso telespectador e fazer sempre mais TV com as pessoas. Com o conteúdo que realmente interessa a elas.

Também somos um importante elo para levar ao Brasil, por meio da Rede Globo, a essência de quem vive aqui conhece tão bem. Somos uma das principais emissoras que contribuem para a geração de jornalismo e entretenimento da Globo. No pilar jornalismo, só neste primeiro trimestre produzimos duas edições do Globo Repórter, inclusive a de 40 anos do programa, na última sexta-feira. Também produzimos localmente mais de 100 reportagens com veiculação nacional. No pilar entretenimento, contribuímos com enquetes para o Big Brother Brasil, cases de quadros e participação no Domingão do Faustão, Caldeirão do Huck, TV Xuxa e Altas Horas.

Nossa prioridade também é falar com os catarinenses, sobre as coisas que acontecem aqui e são relevantes para o nosso público. Renovamos o contrato de transmissão do Campeonato Catarinense por mais cinco anos, transmitindo todos os jogos, inclusive alguns para as cidades-sede dos jogos.

Também investimos cada vez mais em pessoas e tecnologia. A nova Unidade Móvel, que custou mais de R$ 5 milhões, é um exemplo disso. Mas são os nossos talentos o nosso principal diferencial ativo. São eles que fazem produtos inovadores como Unidade Móvel de Verão, Série Pedágio sob Suspeita, Mexa-se com o Bom Dia, Mão na Massa, Calendário JA, Correspondente JÁ e Pergunte ao Doutor, entre tantos projetos que levam um conteúdo diferenciado e de qualidade aos nossos telespectadores. O nosso público nos responde de forma muito positiva. Conseguimos crescer na Grande Florianópolis 7,2% na audiência domiciliar no primeiro trimestre de 2013 em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

 

AcontecendoAqui –  Pensando em Santa Catarina, qual estrutura a RBS TV tem para cobertura estadual, sua abrangência e o share de audiência da RBS TV?

Mário Neves – Cobrimos todas as regiões do Estado por meio de seis emissoras, para garantir a melhor cobertura ao público catarinense. Hoje são mais de 600 funcionários diretos trabalhando para levar conteúdo e informação a mais de dois milhões de domicílios com TV nos 295 municípios do estado, chegando a mais de seis milhões de catarinenses.

Um bom exemplo do resultado de toda nossa estrutura é a maior preferência da audiência da RBS TV no horário nobre. A novela Salve Jorge possui atualmente 75% de participação de audiência e representa mais de 1.144.890 domicílios catarinenses atingidos por episódio da trama. Nosso share das 06h às 24h registra uma média de 56,1%. Se focarmos somente nas TVs abertas, esta média sobe para 74%.

 

AcontecendoAqui – A toda hora somos impactados com a informação de que a TV Aberta está perdendo audiência. Você poderia explicar o tamanho dessa perda nos últimos 12 meses, por quê e para quem?

Mário Neves – Na RBS TV não temos perda de audiência. Em março de 2013, registramos 19,2 pontos de audiência domiciliar em Florianópolis, número 2% mais alto que os verificados em março de 2012. Além disso, a cada ano o sinal da RBS TV chega para mais catarinenses, fazendo com que cada ponto de audiência represente mais domicílios. Em 2012, cada ponto de audiência representava 19.975 domicílios catarinenses. Este ano cada ponto já representa 20.677 domicílios. Ou seja, mais audiência para mais telespectadores aqui em Santa Catarina.

 

AcontecendoAqui – As novas mídias têm exigido muitos investimentos dos meios de comunicação em busca de caminhos  para atingir com eficácia os novos consumidores. Quais são os investimentos da RBS TV em seus veículos de comunicação em SC para atender essa demanda?

Mário Neves – Como disse anteriormente, investimos em nossos talentos e em tecnologia, pois queremos que a experiência de assistir TV seja cada vez mais emocionante. Apostamos cada vez mais em TV digital de alta definição, pois a TV aberta no Brasil é e continuará a ser a mídia de massa. Com o modelo de TV digital adotado no Brasil podemos chegar gratuitamente onde o telespectador desejar nos assistir, seja na sala da casa com uma TV de tela grande ou em dispositivos móveis como celulares, tablets e aparelhos de TV portátil. Esta semana estamos lançando o sinal digital em Blumenau e nosso objetivo é, até o final do ano, lançarmos nas três demais emissoras do Estado.

Em junho de 2012, começamos a atuar na plataforma online, por meio dos portais G1 SC e globoesporte.com SC. Ambos os portais são totalmente integrados à programação da RBS TV e seus conteúdos são produzidos 100% localmente, por uma equipe dedicada de jornalistas. Esta plataforma acompanha a estratégia da Rede Globo de regionalização dos conteúdos digitais. Assim, também temos mais um canal de comunicação para a repercussão dos acontecimentos catarinenses em nível nacional e internacional.

A convergência dos nossos meios é um movimento que acompanha o comportamento dos consumidores e telespectadores. Nossos projetos especiais também contemplam a integração com novas mídias. Um case recente de integração foi o Verão Top Model, projeto comercial da RBS TV Santa Catarina. A estratégia de comunicação do projeto contemplou quase todos os veículos do Grupo RBS no Estado, além de contar com várias frentes de atuação no ambiente digital. Inovamos ao formar um time oficial de blogueiras que atuaram como embaixadoras do projeto na internet, ajudando a divulgar o VTM aos internautas e telespectadores. Na era da hiperconexão, com os consumidores cada vez mais conectados, vivemos um novo momento na comunicação. A RBS TV busca esta aproximação com o público, afinal, só tem TV com eles. Este é nosso posicionamento, fazer com o nosso público uma TV cada vez melhor.

 

AcontecendoAqui – O VP mundial do Google disse recentemente que está mudando muito rapidamente a maneira com que as pessoas assistem TV. Segundo o executivo, as pessoas já estão vendo TV com algum dispositivo móvel à mão para poderem acompanhar o que rola em suas redes sociais. E que, em breve, poderão interagir e até comprar pela internet o que está inserido na programação. O que você pode nos falar sobre isso?

Mário Neves – Sim, é verdade, e isso será cada vez mais possível com a TV digital. A mobilidade possibilita ao telespectador ver TV onde e quando desejar. Com a interatividade, poderá no futuro fazer compras pelo seu dispositivo de TV, seja ele fixo ou móvel, necessitando para isso de um canal de retorno que poderá ser via telefone celular, internet etc.

 

AcontecendoAqui – Na recente NAB, realizada em Las Vegas, a grande atração na maioria dos stands foi a tecnologia 4K, uma resolução 4 vezes maior do que a TV Digital. Quando teremos essa definição na TV brasileira?

Mário Neves – Realmente a TV 4K foi a grande vedete da NAB esse ano, com uma resolução de 4.096 x 2160 contra os 1920 x1080 da TVD HD, a ultra – HDTV, como está sendo chamada, permite qualidade de imagem 4 vezes superior as da TV Digital Full HD.

Assim, será possível assistir a conteúdos em TVs de tamanhos maiores sem perda de qualidade, além de uma maior imersão do telespectador, já que ele pode assistir mais próximo do aparelho. Mas este resultado só será perceptível em grandes telas, superiores a 60 polegadas.

Ainda é muito prematuro falar sobre a implantação desta tecnologia em nossas casas, pois é preciso mudar toda a cadeia de produção antes, desde a captação, produção, finalização, transmissão e televisores. Hoje por exemplo, não existe tecnologia que permita transmitir um conteúdo em 4K num canal de TV Digital (4MHz) e se fosse possível, os televisores de TV full HD que temos em casa deveriam ser substituídos. Num futuro próximo essa tecnologia deverá ser disponível para cinema, distribuição por satélite ou fibra ótica ou mídias óticas.

 

AcontecendoAqui – No quê, tudo isso que falamos até agora, altera o pensamento de quem faz publicidade? Novas mídias, novos consumidores, novas tecnologias, novas plataformas… e, sabemos que não tem previsão de que pare onde já estamos. Qual a sua avaliação sobre essa realidade e quais conselhos você dá para agências e anunciantes?

Mário Neves –Tenho convicção que a TV, especificamente a RBS TV, é e continuará sendo o meio com a melhor relação custo benefício onde,  de forma efetiva, conseguimos falar com todos os públicos e targets. No Brasil isso fica ainda mais evidente quando olhamos os resultados de audiência e pesquisas tanto de hábitos dos consumidores quanto pesquisas de participação do mercado publicitário que apontam uma tendência de crescimento para o meio TV. Vale investir tempo e atenção em planejamento e pesquisa. É evidente que todos buscam rentabilizar cada vez mais seus recursos, mas fica o alerta para não se investir naquilo onde não temos retorno comprovado.

Fotos: Guto Kuerten/Agência RBS

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