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7 Perguntas Para Júlio César Lohn, diretor de marketing do Imperatriz
03 de Novembro de 2011

7 Perguntas Para Júlio César Lohn, diretor de marketing do Imperatriz

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Dando sequência ao conteúdo do novo canal de comunicação com seus leitores, AcontecendoAqui entrevistou Júlio Lohn, diretor de marketing do Imperatriz, uma das maiores redes de varejo de Santa Catarina, que há duas semanas inaugurou um dos lugares mais requintados de Florianópolis, o Imperatriz Gourmet, instalado no Beiramar Shopping.

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Júlio César Lohn é diretor de marketing da rede Imperatriz. Formou-se em Administração pela Univali e cursou MBA em marketing na Fundação Getúlio Vargas. Atualmente está fazendo MBA em varejo na FGV/SP. Foi vice-presidente da Acats (Associação Catarinense de Supermercados), tendo respondido interinamente pela presidência da instituição durante seis meses. Foi também coordenador de marketing da Rede Brasil, empresa que reúne 16 grandes redes brasileiras de varejo.

AcontecendoAqui –  A rede Imperatriz completou 37 anos em atividade em Santa Catarina. Poderias nos contar sobre o início da empresa e um apanhado dos principais momentos de sua trajetória?

Júlio César Lohn – Meu pai (Vidal Procópio Lohn, falecido em 1985) era um comerciante nato. No começo, quando meus irmãos mais velhos ainda eram pequenos, ele viajava de carroça para vender açúcar mascavo e outros produtos coloniais. Aos poucos, com a persistência de toda a família, o negócio foi prosperando até a abertura do nosso primeiro supermercado, em Santo Amaro da Imperatriz. A loja tinha apenas 100 metros quadrados, mas na época significou um avanço enorme para nós. De lá para cá, tivemos muitos momentos marcantes. Em 1983, abrimos a primeira loja em Florianópolis. Outro passo decisivo na nossa trajetória foi quando inauguramos a primeira filial fora da Grande Florianópolis, em Rio do Sul, no início da década de 90. 2011 também está sendo um ano especial com a inauguração da Central de Distribuição, em Palhoça, e do Imperatriz Gourmet.

AAqui –  No ano passado, você e seus 10 irmãos lançaram um livro em homenagem aos 80 anos da matriarca da família Lohn, dona Vilza. No prefácio, vocês comentam sobre essa trajetória e nós temos uma curiosidade: Em seus 37 anos a empresa mantém o modelo de administração familiar, considerado lento e ineficiente pelos especialistas. Qual o segredo dessa longevidade da família na gestão?

J. C. L. – Temos um planejamento claro e eficiente. As estratégias e objetivos definidos pelo conselho de administração da empresa passam a ser os objetivos e estratégias de todos. Há um compromisso comum de chegar lá, de alcançar as metas. Isso evita desgastes no relacionamento familiar e permite que o nosso modelo de administração se mantenha saudável.

AAqui –  O grupo Imperatriz vem diversificando seus negócios, além de se consolidar como um dos líderes no setor supermercadista em SC. Em conversas anteriores com seus irmãos soubemos das investidas dos grandes players do setor interessados em comprar o grupo. Até que ponto a empresa está aberta a parcerias em novos empreendimentos?

J. C. L. – As investidas aconteceram, mas atualmente não estamos conversando com nenhum grande player sobre a possibilidade de venda do varejo Imperatriz. Já em outros setores, estamos abertos a novos parceiros. Já estamos adotando esse modelo de parceria com sucesso nos setores de shopping centers (MundoCar Mais Shopping), entretenimento (Floripa Music Hall), imobiliário (Loteamento Nova Palhoça), e financeiro (Golcred), e temos muito interesse em continuar ampliando os horizontes do nosso grupo.

AAqui –  O Imperatriz está posicionado hoje entre os maiores anunciantes privados de Santa Catarina. Você consegue quantificar o impacto que esse investimento em marketing teve no sucesso da empresa? Quais as estratégias atuais para conquistar e fidelizar clientes?

J. C. L. – A publicidade foi fundamental no crescimento da empresa, desde o início. Hoje, porém, amadurecemos a percepção de que o marketing só vale a pena se houver uma melhoria constante na qualidade dos nossos serviços e dos nossos colaboradores. Cliente quer ser bem atendido, sempre. Não adianta investir maciçamente em propaganda e depois frustrar o consumidor na hora da compra. Por isso, hoje em dia a atenção da empresa está bastante voltada para o RH (Recursos Humanos).

AAqui –  Com a recente abertura do Imperatriz Gourmet, a empresa ampliou e sofisticou seu mix, buscando também consumidores mais exigentes e de classes sociais elevadas. Qual é o ferramental que vocês estão usando, considerando que a marca sempre esteve presente em mídia de massa e sua imagem é de varejo popular?

J. C. L. – Optamos pelas novas mídias para nos comunicarmos com esses consumidores. Além de um site próprio, o Imperatriz Gourmet está no Facebook e no Twitter, onde buscamos atrair o consumidor oferecendo conteúdos leves e interessantes. O componente de marketing que essas redes e mídias sociais carregam acaba suavizado pelas notícias e informações postadas. Entendo que essa seja uma maneira moderna de fazer propaganda, menos agressiva e mais inteligente.

AAqui –  Um dos diferenciais do Imperatriz Gourmet é o lançamento de produtos próprios, exclusivos, como a linha de pratos pré-preparados Gourmet Express. De que forma a diretoria de Marketing trabalhou com os demais setores da empresa no desenvolvimento desses produtos? Dizem que você participou de uma saborosa maratona de degustações e inúmeras viagens aos grandes centros da gastronomia…

J. C. L. – A Diretoria de Marketing coordenou o trabalho, mas o desenvolvimento desses produtos só foi possível porque contamos com o envolvimento de 100% dos setores da empresa, desde o operacional até o comercial. Eu, pessoalmente, fiquei dedicado ao projeto do Imperatriz Gourmet durante seis meses. Nesse tempo, fiz várias viagens técnicas e participei de inúmeras degustações. Hoje, quem visita o Imperatriz Gourmet logo percebe que há algo muito especial ali. É uma loja única na cidade, que já nasceu como uma referência no mercado.

AAqui –  Como você enxerga o futuro do varejo em Santa Catarina? Onde os empresários do setor devem colocar maior atenção e investimentos?

J. C. L. – O varejo brasileiro evoluiu muito e Santa Catarina, em especial, tem hoje um dos melhores varejos do país. A expectativa é de um crescimento estável do setor nos próximos anos. O problema é a escassez de mão de obra. Ela preocupa alguns setores da economia nacional, entre eles o supermercadista. Por isso, os empresários precisam valorizar e aprimorar cada vez mais suas políticas de RH. Quem fizer isso terá mais chances de continuar prosperando.

 

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