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7 PERGUNTAS PARA João Paulo Coelho, fundador da Ezcuzê Propaganda
15 de Maio de 2013

7 PERGUNTAS PARA João Paulo Coelho, fundador da Ezcuzê Propaganda

Joao Paulo Coelho - foto divulgacaoAcontecendoAqui conversou com João Paulo Coelho, jovem publicitário catarinense formado na ESAG/UDESC em Administração de Empresas, e que em 2009 decidiu empreender no mundo da propaganda. Passados quatro anos da iniciativa, ele já tem história pra contar. Por isso, o portal foi ouvi-lo pra trazer ao seu público um exemplo de atitude que se espera de promessas num segmento de mercado tão competitivo como a publicidade. Acompanhe nossa entrevista.

AcontecendoAqui – A Ezcuzê está completando 4 anos em atividade. Como surgiu a ideia de empreender num segmento altamente competitivo como o da propaganda?

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João Paulo Coelho – Nós optamos pela Propaganda por termos passado por algumas experiências na área e por acreditar que poderíamos entregar algo relevante ao mercado. Em 2009 o Cícero, meu sócio, já estava com dez anos de mercado como Diretor de Arte e tinha acabado de sair da agência 9mm, e eu já havia passado por outra agência e tinha recém saído do Grupo RBS. Nós entendemos que tínhamos a oportunidade de juntar dois perfis profissionais complementares para formar algo diferenciado. De fato a Ezcuzê não nasceu em função de um cliente ou de uma grande conta publicitária. E, também, não é resultado de uma fusão entre agências, o que que poderia tornar o caminho muito mais curto. Nós somos uma agência que nasceu de uma ideia e de bastante coragem, onde desde o princípio nos preocupamos com dois fatores que nos guiam até hoje: a Qualidade no Atendimento, que para nós significa desenvolver um bom relacionamento com nossos clientes e nos envolvermos com o negócio de cada um deles, e a Qualidade na Entrega, buscando ter um trabalho refinado, com estratégias bem desenvolvidas e com um traço criativo marcante. Foi isso que nos fez entrar em um mercado competitivo e é nisso que acreditamos.

 

AAqui – E como é o trabalho da Ezcuzê que tem no comando também seu sócio e diretor de criação Cícero Braz de Bem?

J. P. C. – O Cícero é um profissional de criação com muita qualidade técnica e traz isso de uma maneira muito forte pra dentro da agência. Isso faz com que a Ezcuzê entregue ao mercado um trabalho muito consistente, pois as ideias já partem de um bom padrão criativo. O Cícero é publicitário por formação, tem pós-graduação também na área e, por isso, é o nosso diretor de criação. É ele quem puxa essa área da agência e eu atuo complementando as demais, principalmente em Planejamento e na própria gestão da Ezcuzê, já que minha formação é em Administração de Empresas. Nós sempre buscamos ter muito critério, seja na escolha da mídia, em detalhes do layout ou na produção do material. E, acredito, que é por conta deste cuidado que a agência não põe na rua qualquer trabalho.

 

AAqui – Desse pequeno período, o que você contabiliza como momentos difíceis e de grande realização?

J. P. C. – Acredito que o mais difícil de qualquer negócio é conseguir quebrar a inércia, fazer uma ideia funcionar e levá-la adiante. O nosso mercado é ainda pequeno e tem práticas que poderiam ser melhoradas. A cultura de alguns anunciantes em ter uma agência de propaganda e saber como utilizá-la, por vezes, ainda é distorcida. Esse conjunto de fatores cria uma dificuldade ainda maior para o negócio da propaganda em si. Acredito também que outro grande desafio seja formar uma equipe, reunindo bons profissionais por um período de tempo significativo. Como grande realização eu destaco a própria trajetória da agência. Completamos quatro anos de operação vendo uma Ezcuzê muito promissora, entregando um trabalho consistente, participando de concorrências significativas e a cada dia ganhando um pouco mais de espaço no mercado. Ver que existem anunciantes que conhecem o nosso trabalho e buscam por ele, e ver a agência figurar entre as opções de contratação por esses anunciantes é muito valioso.

 

AAqui – Você apresenta a Ezcuzê como uma agência de trabalho altamente técnico. Explica um pouco sobre esse aspecto.

J. P. C. – Nós somos contra o “autoelogio”. O que a gente defende é a qualificação das agências na prestação de seus serviços e é isso o que buscamos dentro da Ezcuzê. A atividade da propaganda em si e a sua continuidade vai depender muito da forma como as agências se organizam e trabalham no mercado. Por isso buscamos trabalhar com bons argumentos, com defesa técnica de veículos, com ideias criativas bem fundamentadas e bem executadas. O mercado tem muita gente competente, mas o contrário também existe bastante. Então nós, como uma agência ainda jovem, buscamos desde o início nos posicionar e nivelar nosso trabalho por cima.

 

AAqui – Quais marcas estão na carteira da agência e de qual deles você destaca um case?

J. P. C. – Temos tido bons resultados com os clientes atendidos. Batemos um recorde em inscrições no último vestibular do CESUSC, contribuímos com a consolidação da JAC Motors na região e estamos vivenciando um período interessante de crescimento da Blueticket. Construímos toda a marca da GO Pizza , colocando-a à altura do projeto que é ser uma rede de pizzarias delivery nacional. Recentemente iniciamos um trabalho com a franquia DNA Natural, que possui mais de 40 unidades no país, realizamos a comunicação da Semana Guga Kuerten, entre alguns outros trabalhos.

Fora isso, trabalhamos para o Laboratório Reação, concessionária Kawasaki, CEMJ, CEPU, Global Travel & Corporate, LUPA Construção, Village da Montanha, BeeMe Toys e Bate Ponto.

 

AAqui – No 6º Prêmio Catarinense de Propaganda a Ezcuzê conquistou alguns troféus. Quais foram eles?

J. P. C. – Foi o primeiro prêmio do qual participamos e estreamos com Ouro na categoria Design e Bronze em Promocional. Foi uma boa resposta ao trabalho que vínhamos desenvolvendo e em particular com este cliente em que participamos da construção real da marca. Poderíamos ter encarado como mais uma pizzaria delivery entre tantas do mercado, mas o que entregamos foi uma comunicação forte de marca posicionando-a como uma grande rede, que é o projeto da GO Pizza.

 

AAqui – Como a agência está preparada para enfrentar os novos desafios da comunicação nos próximos anos?

J. P. C. – A nossa busca incessante é por estarmos sempre prontos para o mercado. Além de sermos criteriosos com o que desenvolvemos, sempre buscamos ter dentro da agência as melhores soluções em comunicação. Foi isso que nos fez criar um núcleo de web, firmar uma parceria com assessoria de imprensa, dentre outras ações. Temos participado de concorrências importantes e focado cada vez mais nossas prospecções em clientes e segmentos com relevância. Mas, o raciocínio que nos guia dentro da agência vai muito além de um modismo ou outro que o mercado apresente. Nosso raciocínio em comunicação é saber ir atrás das pessoas, é saber levar marcas, empresas e produtos a quem precisa saber que eles existem, e é partindo dele que desenvolvemos nosso trabalho e nossa estrutura. Novas mídias irão surgir e os hábitos e comportamentos de consumo irão mudar. O nosso papel como agência é saber comunicar através desses novos meios e cenários, sem que isso mude a razão do nosso trabalho. É preciso saber reinventar-se, mas sem perder o raciocínio primordial da comunicação.

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