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‘7 Perguntas Para’ Carol Assis, fundadora da DBS Multicriação
29 de Novembro de 2012

‘7 Perguntas Para’ Carol Assis, fundadora da DBS Multicriação

Entrevistamos uma das publicitárias mais arrojadas de Santa Catarina: Carol Assis, fundadora da agência DBS Multicriação em 2001, que tem sede em Florianópolis e uma equipe formada por 14 profissionais. Em sua carteira de clientes atualmente aparecem Hantei; Grupo Globo; Tayer; DNA Natural; Shopping das Franquias; Shopping Casa & Design; Mima Engenharia; MundoCar Mais Shopping; Flex Contact Center; Aldeia Acabamentos e Complementos; Knowtec; IEA; Decori Revestimentos Especiais; Mudar Investimentos Imobiliários.
Nesta entrevista Carol fala sobre sua formação acadêmica, entrada no mundo da propaganda como empreendedora e os desafios que superou para manter hoje uma das agências mais atuantes no Estado.

AcontecendoAqui – A DBS já completou 12 anos e hoje está entre as mais atuantes de Santa Catarina. Conte-nos sobre sua trajetória a partir da formação acadêmica, em que agências estagiou e trabalhou?

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Carol Assis – Minha trajetória é bem diferente. Só estagiei em uma agência na cidade onde obtive formação de Publicidade e Propaganda, em Tubarão, uma agência que nem existe mais, a MX3. Fiquei um ano lá, desde a segunda fase da faculdade. Logo comecei a bater na porta dos anunciantes locais e abri a primeira agência, ainda em Tubarão, a DNBB. Prospectei e ganhei clientes em Braço do Norte, Morro da Fumaça, Tubarão e Laguna, e a DNBB cresceu, porém me formei dois anos depois e vi que ali não era meu lugar e voltei pra Florianópolis. Em Floripa, fui trabalhar na BZZ, mas logo quis começar tudo de novo. Prospectar estava na veia. Então, fundei a DBS com a Sabrina Kuhnen.

AAqui – Nesse período de existência a agência já atendeu clientes importantes e outros nem tanto como o AcontecendoAqui, de quem a DBS foi a primeira agência. Comente a respeito.

C. A. – Sempre digo: ganhar é sinônimo de persuasão, manter é sinônimo de competência. E é realmente o mais difícil. Os setores de uma agência são altamente engajados e, às vezes, um bom plano de ação acaba não obtendo sucesso e morrendo bem antes da iniciativa do cliente aprovar. A DBS sempre executa, com agilidade, rapidez e mantendo uma linha criativa e com resultado. Hantei vai fazer dez anos de casa, assim como a Tayer. Clientes que fizeram a DBS conquistar respeito e admiração porque investiram em nossos planos de ação e viram que executar com nossa velocidade não é pra qualquer um. O Acontecendo Aqui, que já foi cliente, sempre será um grande amigo, principalmente pelo papel fundamental que executa para o nosso mercado. Mas como você sabe, começamos juntos e foi fundamental te deixar ir, mas com muito lamento. Éramos muito pequenos e você precisava de estrutura grande. E o resultado é o sucesso do portal. Sempre que for sucesso é valido.

AAqui – Hoje você tem como sócio um dos mais conceituados profissionais de Santa Catarina, que já trabalhou em várias agências grandes e é um mestre no ensino da profissão na academia. Como vocês atuam no dia-a-dia?

C. A. – Eu tenho um sócio que é a minha base. O cara por quem sempre tive respeito, admiração, carinho e muita vontade de trabalhar ao seu lado. Palermo é ícone e não é à toa, quem trabalha com a gente sabe. Nosso dia-dia é bem corrido, ele na linha de frente criativa e de atendimento a alguns clientes e eu na linha de frente de atendimento do restante dos clientes. Temos um relacionamento muito bom, apesar de sermos pessoas totalmente diferentes. O que de fato nos une é que concordamos muito no aspecto profissional. É difícil a gente discordar um do outro. Na verdade faço aqui uma confissão, não sei mais se existiria a DBS se não fosse ele ao meu lado. Palermo é um privilégio! Privilégio de poucos, e hoje só temos que agradecer a ele toda a parceria que nossa sociedade proporciona para DBS e para o mercado de uma forma geral.

AAqui – A Hantei é cliente da DBS deste o início da operação. Qual sentimento você tem por ela?

C. A. – A Hantei é para a Carol, indiscutivelmente, o filho que nunca quis ter quando casei com a agência. Tenho carinho de mãe. Quero que cresça cada vez mais, que se torne referência e por isso é uma grande prioridade na minha vida. Como disse acima, são 10 anos de casa e tenho na figura do Nelson o verdadeiro exemplo de um cara lutador como a Carol é. A diretoria executiva do Aliator está fazendo um trabalho primoroso e tenho muito orgulho de fazer parte disto. Atuo no dia-a-dia com o Daniel e com a Juliana, que cada vez mais focam em resultado e pra mim isso é bastante gratificante. Nossa função como agência é gerar vendas, sempre valorizando e fortalecendo a marca Hantei.

AAqui – Quem você mais admira no mercado publicitário catarinense e brasileiro? E por quê?

C. A. – Meu sócio, sem dúvida. Sempre foi, mesmo antes de ele ser meu sócio. Poderia dizer um monte de nomes publicitários tops, endinheirados, com contas exorbitantes. Mas bom é o cara que consegue fazer o melhor e cada vez melhor mesmo diante das dificuldades, seja ela com a verba estimada ou com a equipe enxuta. Mas porque é ele é muito fácil dizer: Ele é da DBS (rs).

AAqui – Faça uma comparação da Carol dos 18 anos com a Carol de hoje, aos 33 anos.

C. A. – Nossa! A Carol com 18 era extremamente fora do ar. Peitava tudo. Acreditava ser fácil qualquer coisa que fosse impossível. A Carol de hoje é uma mulher experiente de 33 anos (rs).
Mais madura, com pés mais no chão, arriscando cada vez menos, mas com uma visão da propaganda que poucos conseguem na idade que tenho. Ter começado a empreender com 18 me fez chegar nos 33 sólida. Isso mesmo, sólida é a palavra certa. Mas eu disse sólida e não lúcida!

AAqui – Na qualidade de mulher que empreendeu num segmento tão competitivo como é a propaganda, quais conselhos darias para quem está prestes a ingressar na profissão?

C. A. – Primeiro veja se gosta. A propaganda só serve pra quem é amante dela. Segundo, não pense que comer pizza e trabalhar até 3 da manhã sem parar é bem legal. Quando você chegar nos 30 verá que isso é insuportável. Aos 33 eu digo que o workaholic está fora de moda, mas na nossa profissão não tem escapatória. Terceiro, veja aonde você consegue ser mais eficiente e atue ali. Também almejei um dia ser redatora, mas não tinha nenhum talento para isso. Atue e tente gostar. Se nem um e nem outro acontecer, pule fora. Errar não é vergonha. Persistir no erro sim!

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