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7 perguntas Para Carlos Amaral, vice presidente do SBT Santa Catarina
24 de Novembro de 2011

7 perguntas Para Carlos Amaral, vice presidente do SBT Santa Catarina

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7 perguntas Para Carlos Amaral, vice presidente do SBT Santa Catarina AcontecendoAqui entrevistou Carlos Jofre do Amaral, vice-presidente do Grupo SCC, que em Santa Catarina é afiliada do SBT. Amaral faz um apanhado sobre as atividades de sua empresa, comenta os resultados das pesquisas recentes feitas pelo IBOPE e o que está sendo preparado para encarar o futuro no mundo das comunicações

AcontecendoAqui – Sua família tem tradição de décadas no setor das telecomunicações em Santa Catarina. Poderias fazer um resumo sobre essa trajetória?
Carlos Amaral – Tudo começou em 1939 com o nosso Fundador Carlos Joffre do Amaral. O primeiro negócio foi um serviço de alto falante no centro de Lages para divulgar notícias da Guerra, notícias da Cidade e aproveitava os intervalos para vender “uns reclames”. Em 1947 a nossa Rainha Mãe começou a dar os seu primeiros passos, desde aquela época até hoje a Rádio Clube de Lages é um fenômeno em audiência. Hoje somos um Grupo formado por 3 emissoras de Rádio: CBN Lages, Rádio Gralha Azul e Rádio Clube de Lages. Duas emissoras abertas de TV, TV Araucária com Programação Local e SBT-SC com programação estadual e outras empresas de comunicação, como a TV por assinatura, comunicação móvel empresarial,  entre outros negócios.
Temos orgulho de sermos o único grupo legitimamente catarinense, que nasceu da comunicação e que vive até hoje exclusivamente de comunicação, pois os outros grandes Grupos ou são de fora do Estado ou têm a comunicação como um meio de conquistar mais poder, fiéis ou impulsionar os outros negócios.
O nosso DNA é de Catarinenses, por isso não desistimos nunca, fazemos comunicação por missão de vida, com muita Paixão e com dever de sempre servir aos catarinenses.
AAqui – Este foi o ano em que a emissora comemorou, junto com a rede SBT, 30 anos. Após sete anos fora, transmitindo a Rede TV, há quatro sua empresa voltou com a bandeira da emissora de Silvio Santos. Como o SBT SC se alinhou às estratégias do SBT Nacional?
C. A. – Somos fundadores e a primeira afiliada do SBT no Brasil. Nosso Grupo sempre teve o espírito do Silvio Santos, que é a simplicidade, a humildade e sempre servir à nossa comunidade. O SBT sempre foi uma emissora alegre e tem como característica uma programação baseada em entreterimento e informação, não buscamos audiência a qualquer custo, pois sabemos que a audiência de sensacionalismo barato e de sangue é uma audiência perecível e que a longo prazo é um tiro no pé. Quem tem programas de sensacionalismo e sangue, está perdendo a audiência a cada dia que passa. Essa fórmula cansou!
Estamos muito felizes com esse novo SBT, mais leve, profissionalizado, alegre e crescendo muito a cada dia que passa, tanto em audiência quanto em faturamento, pois hoje o mercado sabe que quem fala melhor com o consumidor final, que é a mulher, classe C, de 25 até 50 anos, é o SBT, e fazemos isso há 30 longos anos.
AAqui – As marcas apostam muito no relacionamento, o que faz dos eventos ferramentas estratégicas na gestão de comunicação. Na sua opinião, a mídia tem conseguido se adequar a esta nova realidade?
C. A. – Sim, acho que todos os veículos de comunicação estão fazendo um trabalho muito bom e focado em relacionamento. Mas nós do SBT-SC, acreditamos que não basta apenas ter relacionamento ou fazer eventos de relacionamento, precisamos ter no mercado relacionamento com credibilidade, ou seja, precisamos ter confiança e cumplicidade mutua, para aumentar e potencializar as parcerias e os resultados de todos os envolvidos, veículos e agências, mas principalmente dos nossos clientes. É nisso que acreditamos.
AAqui – Você comentava que há 3 anos vem realizando crescimentos anuais acima de 30% no faturamento da TV. Sua base era pequena há 3 anos, sua emissora vem tomando faturamento de algum concorrente ou vem conquistando marcas que não anunciavam?
C. A. – Nós tínhamos uma base boa de faturamento, mas o resultado que estamos conquistando é devido à uma mudança de foco e de uma atitude diferenciada no mercado. Por sermos uma emissora estadual, o nosso foco hoje é clientes que tem interesse em todo o estado ou em clientes que tem interesse em 2 ou mais praças, pois para esse tipo de cliente o SBT-SC é imbatível no custo/benefício. Por exemplo, um cliente que tenha interesse no Norte do estado, no Vale do Itajai e na Capital, para anunciar em televisão, ele precisa comprar 3 emissoras da RBS e 4 emissoras da RIC. Já com o SBT-SC ele investe em 1 emissora só, ou seja, o nosso custo se mantém e o benéfico aumenta a cada praça que o cliente tem interesse a mais. Por isso afirmamos e provamos, o SBT-SC é a melhor emissora custo/beneficio para clientes que têm interesse em duas ou mais praças. Hoje, não somos mais concorrentes no varejo local e em pequenos anunciantes, o nosso foco mudou e estamos descobrindo clientes novos, que não têm verba grande, mas têm interesse comercial regional ou estadual e que a concorrência não consegue atuar.
AAqui – Neste semestre houve uma derrapada do IBOPE na pesquisa de audiência de TV em Santa Catarina, ao cancelar o levantamento de julho alegando falta de nitidez nos relatórios. O que realmente houve naquele levantamento? E o que mudou para o resultado apurado em outubro e divulgado na semana passada?
C. A. – O IBOPE cometeu vários equívocos. Primeiro, cancelou 3 pesquisas após 40 dias da sua divulgação, alegando “falta de nitidez em alguns cadernos”, sendo que em uma matéria divulgada em jornal de um Grupo de comunicação, ficou claro que a pesquisa foi cancelada após reunião entre as diretorias desse Grupo e do IBOPE. Na verdade, até agora o IBOPE não conseguiu explicar ao mercado o porque do cancelamento das pesquisas realizadas em julho nas cidades de Lages, Itajai e Criciúma. Segundo equivoco, o IBOPE em comunicado afirmou que “somente a RBS e a RIC eram os únicos detentores e que poderiam divulgar as pesquisas do Ibope”, o que era uma mentira, pois o SBT-SC também era detentor das pesquisas de Lages e Joinville. Nós fomos muito prejudicados por esse comunicado e também pelas matérias e comunicados da concorrência, mas passado é passado e o mundo é redondo. O que importa é que as pesquisas refeitas pelo IBOPE em outubro mostram que o SBT-SC cresceu ainda mais. Em Lages estamos com 28% de Share, mais que o dobro da terceira colocada com 12,34% e mais que a metade da emissora lider que tem com 49% de share. Em Criciuma estamos com 21% de share 3 vezes mais que a terceira colocada com 7%. E em Joinville, a pesquisa comprovou o nosso crescimento de mais de 100% de 2010 para 2011, mostrando que estamos empatados tecnicamente com a emissora B, já que nós temos IA de 6,27 e a emissora B tem 7,97 de IA, sempre considerando a faixa horária das 07:00hs às 24:00. Estamos crescendo e muito no estado inteiro. E o IBOPE mostrou isso nas pesquisas de julho, que foram canceladas, e agora provou e comprovou que crescemos ainda mais nas pesquisas refeitas e realizadas em outubro.
AAqui – A que você atribui os bons índices do SBT em Criciúma e Lages? O fato de vocês terem dois canais abertos em Criciúma seria um deles? E não terem um VHF em  Florianópolis seria a razão da baixa audiência na Região?
C. A. – Nós temos canais abertos VHF em todo o estado e cobrimos 94% do IPC de Santa Catarina. A única cidade onde somos canal aberto UHF (canal alto) é Florianopolis, e isso prejudica sim a nossa audiência na Capital. Mas o que está acontecendo no estado inteiro, é sim um crescimento do SBT-SC em todos os programas, horários e cidades. E isso é fato! Na verdade, não está acontecendo nada de anormal, o SBT e a Record, são na média de São Paulo, e na média do Brasil, emissoras que brigam pela vice liderança. Em algumas praças  o SBT ocupa o segundo lugar e em outras a Record ocupa essa posição. Mas na média, das 07h00 às 24h00, é empate técnico. A sacanagem está em dizer que em determinado horário, minuto e segundo uma ou outra está na frente. Isso o mercado não aceita mais. Se pegarmos os IBOPE’s das 6 praças que representam as meso regiões de SC, Região Norte-Ibope de Joinville, Região Vale do Itajai-Ibope de Blumenau, Região Sul-Ibope Criciuma, Oeste-Ibope Chapecó, Planalto e meio Oeste-Ibope Lages e das 07h00hs até as 24h00 o SBT-SC é vice líder com 2% na frente da terceira colocada e se incluirmos Florianópolis, ficamos exatamente com os mesmos índices e empatados. Essa é a realidade comprovada pelos últimos números! Agora, fazer uma pesquisa em Xanxere que tem 39.000 habitantes e que fica 40 KM de Chapecó e querer colocar na média do Estado, não dá pra aceitar.
Se o mercado fizer esses cálculos, vai ver que na média o SBT está também na vice liderança em Santa Catarina.
AAqui – Olhando para o futuro, como o SBT SC está se preparando para encarar os desafios da mídia regional em tempos de internet e democratização do acesso ao entretenimento e à informação globalizada?
C. A. – Nós estamos num processo muito avançado de Digitalização de toda a nossa rede de transmissão. O meu irmão Roberto Amaral, que é o nosso Diretor Coorporativo de Produto está terminando o seu Doutorado em Televisão Digital em Portugal, tem vários projetos e está preparando a nossa empresa para o futuro, para as novas mídias, para a interatividade e adequando o nosso conteúdo para as redes sociais. Tenho certeza que em breve o mercado vai se surpreender com o SBT nacional e com o SBT-SC em relação às novas mídias, tecnologias e novos conteúdos.

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