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7 PERGUNTAS PARA: Bruno Breithaupt, presidente da FECOMÉRCIO/SC
12 de Setembro de 2011

7 PERGUNTAS PARA: Bruno Breithaupt, presidente da FECOMÉRCIO/SC

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AcontecendoAqui conversou com o empresário de Jaraguá do Sul, Bruno Breithaupt, que tem mandato à frente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/SC) até 2014. Hoje, Bruno Breithaupt é diretor administrativo e financeiro da Comércio e Indústria Breithaupt SA, conselheiro da Associação Comercial e Industrial de Jaraguá do Sul (Acijs),   conselheiro do Hospital e Maternidade de Jaraguá do Sul, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jaraguá do Sul e Secretário da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaraguá do Sul. Formou-se em Administração de Empresas pela Fundação Educacional da Região de Joinville (FURJ), com pós-graduação em Administração Financeira pelo Centro Universitário de Jaraguá do Sul (Unerj). Na Federação do Comércio desde março 2009, Breithaupt consolidou parcerias, expandiu a atuação do SESC, do Senac e da Fecomércio nos municípios catarinenses, por meio dos 65 sindicatos patronais filiados, e também intensificou a comunicação com a administração estadual, encaminhando pleitos e solicitações da categoria que representa e debatendo soluções junto ao poder público. Confira nossas 7 perguntas para Bruno Breithaupt.

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AcontecendoAqui – O senhor preside uma das entidades mais fortes da economia catarinense. Poderia nos dizer quais são as atribuições da Fecomércio, número de associados e principais atividades e benefícios oferecidos à classe?

Bruno Breithaupt:A Fecomércio busca soluções atuando em diferentes frentes, como por exemplo, governamental, parlamentar, jurídica e econômica, e no trabalho de pesquisa e mapeamento da atividade econômica. Além disso, tem participação ativa na articulação de políticas que contribuam para o desenvolvimento do Estado. Entre elas, a discussão da legislação, da tributação, da infraestrutura, das relações do trabalho, além do ambiente socioeconômico e político e de outros aspectos que impactam diretamente na competitividade do comércio, e que tem se traduzido em menor onerosidade às empresas do comércio de bens, serviços e turismo catarinense. A entidade congrega, hoje, 65 sindicatos empresariais representativos das categorias econômicas dos setores representados.

 

AAqui – Há poucos dias a Fecomércio SC divulgou uma pesquisa sobre o perfil da Classe C Catarinense. Qual a representatividade da classe média na sociedade catarinense?

B. B. – Hoje já podemos considerar a classe C como dominante no país e em Santa esta parcela da população é ainda maior, representando 64%. É uma classe que se caracteriza por ter elevado o padrão de consumo nos últimos dois anos, o que tem levado muitas empresas repensarem suas estratégias para captar e manter estes clientes.

 

AAqui – O que contribuiu para o crescimento e ascensão dessa classe social?

B. B. – A força do trabalho e o crescimento da renda foram os principais fatores que impulsionaram o crescimento da classe C. Esta é uma classe predominantemente trabalhadora e assalariada, fatores que são frutos do próprio desenvolvimento econômico do país.

 

AAqui – Quais as principais características do perfil da classe C catarinense?

B. B.– São pessoas que recebem entre R$ 1,1 mil e R$ 4,8 mil, onde 71% das famílias têm o homem como o maior provedor da renda doméstica, com nível escolar médio incompleto ou completo, e na maioria (48%) com emprego com carteira assinada. Além disso, é uma classe altamente informatizada com 73% de usuários de cartão de crédito, 81% com conta corrente, 82% com computador e 81% têm acesso à internet.  Também há um número elevado de famílias com automóveis (82%) e casa própria (83%). Estas pessoas têm baixo potencial de poupança, sendo inferior a poupança média do Brasil, ou seja, grande parte da renda é destinada ao consumo, principalmente por intermédio do crédito ao consumidor. No entanto, este consumo baseado no crédito não é descontrolado, as famílias têm um bom controle financeiro, o que é importante para evitar a inadimplência.

 

AAqui – Quais são as preferências de consumo da classe C em SC?

Bruno Breithaupt –O preço dos produtos é fator determinante na hora da compra para a classe C catarinense, ficando a qualidade dos produtos em segundo lugar. Entre os principais gastos estão compras de supermercado e a alimentação. Em segundo lugar aparece a energia elétrica, resultado provável da altíssima tarifa cobrada no Brasil por esse serviço básico. Em terceiro, o gasto com combustível.

 

AAqui – Com relação ao consumo de produtos sustentáveis, como é o comportamento deste público?

B. B. – Estes consumidores demonstram ter apreço pela própria saúde, dando preferência para produtos orgânicos. Além disso, têm conhecimento da importância da coleta seletiva, mostrando que possuem consciência ambiental apurada. Porém, apesar da questão ambiental ser reconhecida, a classe média ainda tem o preço como prioridade na hora da compra.

 

AAqui – Qual é a expectativa do comércio com relação a esses consumidores?

B. B. –A expectativa é de que aconteça uma melhora no padrão de consumo, com consumidores mais exigentes e comerciantes preparados para atender esta demanda. Há também uma forte tendência a se consumir mais pela internet que deve ser observada com atenção pelos empresários. Porém, apesar da classe C já ter impulsionado as vendas dos últimos anos, ainda há um grande potencial de consumo, principalmente na aquisição de bens duráveis.

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