Publicidade
Preparados para a revolução do metaverso?
20 de Junho de 2022

Preparados para a revolução do metaverso?

Estamos diante de uma nova era para a internet, tendo em vista a supervalorização dessa aposta tecnológica e de negócios

Publicidade
Twitter Whatsapp Facebook
Por Jaime de Paula 20 de Junho de 2022 | Atualizado 20 de Junho de 2022

Se o metaverso antes parecia uma tecnologia de um futuro distante, ouso afirmar que falta pouco para começarmos a interagir em um mundo virtual. A consultoria de tecnologia Gartner projeta que em no máximo quatro anos, 1/4 da população mundial passará ao menos uma hora por dia no metaverso. Tudo indica que, em 2026, o metaverso seja a nossa realidade paralela para trabalhar, estudar, fazer compras, se divertir e interagir com a família e os amigos.

Faz tempo que foi dada a largada e a corrida agora é por profissionais que entendam da tecnologia para que empresas e marcas construam suas identidades e infraestruturas dentro deste ambiente virtual – com o propósito de ser uma extensão da vida real. A expectativa é que 30% das instituições do mundo tenham produtos e serviços no metaverso daqui a quatro anos, segundo aponta a pesquisa da Gartner. A economia virtual deve ser habilitada por moedas digitais e tokens não fungíveis (NFTs). Afinal, nenhum fornecedor deve ser proprietário do metaverso.

Publicidade

Nesse mundo integrado de realidade virtual, realidade aumentada e internet, tudo será possível. Estamos falando de um universo repleto de perspectivas que vão muito além do que ainda podemos imaginar e mensurar. Uma fabricante de automóveis poderá, por exemplo, permitir que seus clientes consigam testar um carro dirigindo-o virtualmente. Consegue imaginar como serão essas experiências?

Muito em breve não precisaremos mais usar o celular ou computador para nos conectarmos. No metaverso, um fone de ouvido ou um óculos de realidade virtual já bastam para se teletransportar nos mais variados ambientes. A nossa vida será replicada nos mundos digitais.

O mundo dos games tem sido precursor em algumas tecnologias que envolvem o metaverso. Plataformas como a Roblox caminham nesse sentido e permitem que os usuários possam jogar diferentes jogos em um mesmo ambiente, customizando toda a sua interação.

A verdade é que esse universo virtual conectado com o real e, totalmente inovador, está acontecendo, em partes, agora no presente – gigantes da moda como Dolce Gabbana, Paco Rabanne e Tommy Hilfiger já promoveram desfiles no metaverso. É fato que até 2026 temos muito o que avançar em termos de tecnologia, mas há um horizonte de oportunidades se abrindo e quem não se ligar nesse universo ficará para trás.

Hoje já temos experiências deste tipo em ambientes separados, mas o metaverso é justamente a união de vários destinos em tecnologias e experiências coletivas. No Fórum Econômico Mundial, o metaverso foi destacado como a nova evolução da internet, conceituado como realidade estendida, como já mencionei aqui.

Estamos diante de uma nova era para a internet, tendo em vista a supervalorização dessa aposta tecnológica e de negócios. As projeções para a criação deste novo mundo podem parecer superestimadas, mas acredito sinceramente que não. Penso que o metaverso moldará a forma como interagimos.

A partir desta revolução, cada vez mais tangível, as experiências serão imersivas e deixaremos de ser apenas espectadores. Estaremos realmente dentro dessas vivências, interagindo, protagonizando todo o processo, escolhendo para onde vamos, com quem falamos e o que consumimos de conteúdo e informação.

Você ainda pode estar se perguntando: mas como seria esse metaverso, afinal? Nesse sentido, gostaria de destacar a série Upload, da Prime TV, como referência e até mesmo inspiração. Não seria o metaverso em si, como falamos até o momento, mas com certeza uma parte deste universo em criação.

No enredo tecnológico ambientado em 2033, os personagens que morrem e podem pagar pelo “céu virtual” têm suas consciências preservadas e transferidas para uma nuvem. A partir daí, passam a viver com seus próprios avatares dentro deste mundo virtual, de onde também podem interagir com seus familiares e amigos que continuam vivos no mundo real – eles podem ver o que se passa e até mesmo sentir. Vale a reflexão, e a história tem um tom envolvente e com uma pegada de mistério e humor.

A constatação é inevitável: o metaverso está cada vez mais próximo e presente. No meu entendimento está longe de ser uma problemática como alguns dizem, ainda que estejamos perante o desconhecido. Muito ao contrário, a tecnologia não é vilã quando bem empregada. Se em menos de cinco anos devemos ter 25% da população mundial conectada a este universo, a direção deve ser em frente. O metaverso pode ter muito a nos oferecer e o seu processo deve ser pautado na diversificação, inclusão e no senso coletivo – a sua construção, aliás, precisa acontecer de maneira colaborativa.

Obrigado pela leitura e até a próxima!

Publicidade
Publicidade