Publicidade
A Inovação Aberta e o Futuro
07 de Abril de 2016

A Inovação Aberta e o Futuro

Publicidade
Por Prof. Ozinil Martins de Souza 07 de Abril de 2016 | Atualizado 07 de Abril de 2016

A mudança na economia está obrigando-nos a rever vários conceitos que nortearam as organizações desde o surgimento da revolução industrial, quando migramos da agricultura para a industrialização e, houve uma movimentação de pessoas do campo para as cidades, onde se situavam as indústrias. Havia emprego para todos! Hoje, a mudança da plataforma de negócios, não nos dá a mesma garantia, só uma certeza: não haverá empregos para todos!

A passagem da Velha Economia para a Nova Economia traz sérias consequências. Os reflexos começam a se fazer sentir. Uber, Quinto Andar, Trivagosão aplicativos que revolucionam a maneira de fazer negócios. O Uber muda, significativamente, toda a estrutura da prestação de serviços por táxis e suas cooperativas; o Quinto Andar coloca em cheque toda a organização da área imobiliária e o Trivago altera o acesso às redes hoteleiras em todo o mundo. Um grupo de pessoas desenvolve um aplicativo, buscam investidores de risco e desconstroem uma estrutura existente há anos.

Publicidade

A nova economia, também chamada de Economia Criativa ou Economia Compartilhada, em síntese, significa “Fazer mais com menos!” Propõeaproveitar melhor os recursos existentes no “planetinha” que habitamos e que começamos a perceber como portador de recursos finitos; pelo menos os mais conscientes assim já o perceberam!

Algumas empresas inovadoras começam a implantar um modelo de negócios chamado Inovação Aberta.O pressuposto básico que rege a Inovação Aberta é “Nem todas as pessoas inteligentes do mundo trabalham em sua empresa!” Portanto, por que não buscar ajuda, para inovar, fora dos tradicionais departamentos de P&D. Procter & Gamble, IBM, Dell são exemplos de empresas que se utilizam da Inovação Aberta para alavancar seus negócios. Saber utilizar todo o potencial gerado pelos Departamentos de P&D e a inovação ofertada pelo mercado fará a diferença entre vencedores e perdedores. 

No novo mundo que se desenha, a Propriedade Intelectual (PI) tem que ser gerenciada como um ativo financeiro, que produza resultados concretos para a empresa. Não adianta inovar e deixar a inovação na prateleira para um uso futuro qualquer. As inovações não utilizadas devem servir de ativos que possam ser comercializados e resultem em resultados financeiros. A utilização por outras empresas ou pessoas do que foi desenvolvido e não está sendo usado é o melhor caminho para potencializar os recursos financeiros, técnicos e humanos empregados no desenvolvimento de novos produtos. As empresas modernas e inovadoras já estão fazendo uso de seu potencial criativo e do mercado incipiente que começa a ser formado.

Com o ciclo dos produtos cada vez mais curtos, com o custo da pesquisa em inovação cada vez mais alto, é chegado o momento de olharmos e partilharmos o que outros estão fazendo para benefício de toda a comunidade.

Como o Brasil é um país que está no “ranking” da velha economia pouco está sendo feito no sentido de usar a Propriedade Intelectual como ativo financeiro e, provavelmente nossos representantes políticos, na ânsia de proteger empregos de baixo valor agregado e empresas arcaicas, elaborarão leis que impedirão a modernização do país. Infelizmente!

 

Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter


    Publicidade