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Coluna Jaime De Paula | Ilhas de inteligência num mar de dados
25 de Julho de 2021

Coluna Jaime De Paula | Ilhas de inteligência num mar de dados

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Por Jaime de Paula 25 de Julho de 2021 | Atualizado 25 de Julho de 2021

Não adianta ter toda a informação do mundo se você não souber o que fazer com ela. O mesmo se aplica aos dados. Cada vez mais empresas se dão conta que sua sobrevivência depende deles, mas a maioria ainda precisa aprender a nadar nesse oceano de terabytes.

É aí que se destacam as que mergulham na cultura data driven e incluem a ciência de dados na estratégia do negócio. Porque por mais complexa que pareça (e seja) a captação, organização e aplicação inteligente dos dados, a questão é simples: eles só farão sentido se estiverem orientados ao mesmo objetivo da empresa, seja do tamanho ou segmento que for.

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A partir do momento que a tomada de decisão passa a ser lastreada em informações numéricas e não em intuições ou achismos, fica mais fácil navegar. E, para isso, todo o processo organizacional deve se basear na mesma bússola (ou GPS, para atualizar a expressão), do início ao fim da sua cadeia produtiva e de serviços.

Incluir machine learning na estratégia do seu negócio ajuda a criar essa cultura de tratar, filtrar e então transformar dados em valor. Quando os processos da organização são orientados por informações fidedignas, não se perde tempo com tarefas e esforços pouco úteis e é possível focar as energias muito mais no objetivo final. Ao tempo que ensina a inteligência artificial a aprender, o machine learning possibilita automatizar afazeres rotineiros de tecnologia da informação.

A gama de oportunidades que se abre com a cultura data driven abarca toda a cadeia de valor de segmentos inteiros, tendo início na pesquisa e desenvolvimento e chegando até a predição de tendências. Produção e logística de distribuição; venda ao consumidor final, seja em loja virtual ou física; forma de exposição nos canais de comunicação; avaliação pelo cliente; assertividade em marketing e publicidade; probabilidade de inadimplência; identificação de clientes em potencial. Praticamente não há etapa que não possa contar com a ajuda do aprendizado de máquina. A inteligência artificial enxerga o que não é visível a olho nu.

É um novo horizonte já alcançado por alguns segmentos, mas que para outros ainda não é terra à vista. A boa notícia é que cada vez mais temos profissionais se aprofundando e se especializando para oferecer essas possibilidades de forma mais acessível. Deveremos chegar a um ponto em que poucas atividades poderão abrir mão da inteligência artificial.

Se para você tudo isso ainda parece uma ilha distante, comece a se questionar: onde seria possível eliminar tarefas manuais? Em que momento o meu negócio exige pontos de contato? O que eu poderia fazer diferente se tivesse a informação correta? Qual processo toma mais tempo e gera menos valor? O que me trava na tomada de decisão?

Manter processos da mesma forma “porque sempre foram assim” é um luxo que em pouco tempo quase nenhum negócio poderá se dar. Mais que necessária, essa transformação poderá ser vital. Mas volto a alertar que estratégia de dados e estratégia de negócios precisam navegar na mesma direção, conectando o início ao fim da cadeia. Informação, por si só, não é bote de salvação.

Obrigado pela leitura e até a próxima!

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