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ESTREIA | Eduardo Boechat é o novo colunista do AcontecendoAqui
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06 de Dezembro de 2021

ESTREIA | Eduardo Boechat é o novo colunista do AcontecendoAqui

Por Eduardo Boechat 06 de Dezembro de 2021 | Atualizado 08 de Dezembro de 2021

Caros leitores,

Há alguns meses, comecei a escrever para o Acontecendo Aqui e tive um retorno muito positivo dos textos que produzi, tanto de vocês, quanto do próprio portal. Com isso, aceitei o convite do Jailson de Sá, editor do portal,  para manter uma coluna sobre investimentos. Uma honra para mim, fazer parte do qualificado time de colunistas do AcontecendoAqui.

Já havia me apresentado, mas para os que estão chegando agora, vale passar as minhas credenciais sobre o assunto. Sou engenheiro civil de formação, pela UFMG, em Belo Horizonte. Comecei, desde então, a trabalhar em bancos e gestoras, fazendo parte das equipes de investimentos de bancos como HSBC e BankBoston. Também tive uma experiência muito válida de empreendedorismo, criando, desenvolvendo e, posteriormente, vendendo vários negócios.

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Na área acadêmica, dei minha contribuição como professor universitário de Mercado de Capitais. Sou certificado tanto pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), quanto pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) para exercer a gestão de carteiras de investimentos. São 22 anos de experiência prática, com perdas e ganhos, que pretendo colocar à disposição de vocês aqui nessa coluna.

Deixo meu Instagram @eduardo.boechat para que vocês possam sugerir temas, trazer questionamentos, enfim, como meio de interlocução. Aguardo ansioso por essa oportunidade de falar sobre o mercado financeiro, uma das paixões da minha vida.

Já aproveito, nesse texto de estreia, para comentar sobre o assunto dessa semana que se inicia: reunião para definição de juros do Banco Central. Expectativa de mais uma alta de 1,5% aa na taxa SELIC, elevando a taxa para 9,25% aa. Mas quais os motivos para isso? Bem, a principal função dos juros mais altos é o combate à inflação.

Sobre inflação, temos uma alta generalizada no mundo todo, provocada por alguns fatores:

1) Os governos injetaram (alguns ainda estão injetando) muito dinheiro na economia durante a pandemia. Isso provoca um efeito colateral importante no nível de preços, já que o aumento da quantidade de dinheiro circulando tende a também aumentar o valor dos ativos reais.

2) Os governos derrubaram as taxas de juros em todo o mundo. Isso força as pessoas a consumirem no presente, deixando de poupar, já que o retorno sobre os investimentos caiu dramaticamente. Com juros mais altos, as pessoas e empresas tendem a postergar esse consumo e a aplicar o seu dinheiro. Diminuindo assim a procura por produtos e tentando normalizar a relação oferta x demanda. Temos exemplos fáceis de serem vistos. Como, por exemplo, o mercado de automóveis. Os carros usados nunca subiram tanto de preço, já que a demanda por carros novos é maior do que a capacidade de produção das montadoras, nesse momento. Na falta de carros novos, os semi-novos passaram a ser adquiridos e se valorizaram.

3) Os lockdowns e demais medidas de distanciamento social provocaram estragos gigantescos nas cadeias de produção. Isso será resolvido ao longo do tempo, só não sabemos ainda em que momento.

4) No Brasil, ainda tivemos um catalisador importante que foi a desvalorização do Real, forçando preços dolarizados para altas muito fortes. Vemos isso mais claramente nos combustíveis e demais commodities, como alimentos em geral.
Além do controle da inflação, os juros também têm um componente de crédito embutido. Cada vez que alguém tem a sua percepção de bom pagador abalada, os juros cobrados desse alguém irão subir. É o caso do Brasil agora, já que o estouro do Teto dos Gastos sugere uma leniência com o controle das contas públicas, cobrando um preço caro em forma de juros sobre a dívida da União.

Nos próximos textos, tenho a intenção de mostrar alternativas e, o mais importante, caminhos para que vocês possam se proteger nesses momentos de incerteza mais elevada.

Eduardo Boechat é engenheiro civil formado pela UFMG, participa desde 2000 do mercado financeiro, tendo trabalhado em diversas empresas de investimentos, entre bancos e gestoras de fundos, brasileiras e estrangeiras. Foi também professor universitário, especializado em mercado de capitais. Instagram @eduardo.boechat

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