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Deve-se antecipar a mudança, senão seremos suas vítimas.
27 de Dezembro de 2023

Deve-se antecipar a mudança, senão seremos suas vítimas.

Cenário possível para 2038; a disseminação da inteligência artificial junto com a popularização dos robôs

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 27 de Dezembro de 2023 | Atualizado 27 de Dezembro de 2023

 

Imagem de Michaela, at home in GermanyPixabay

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As mudanças que atingem e atingirão a humanidade não trazem nenhuma novidade. Elas sempre aconteceram ao longo de nossa história no planeta. O componente da mudança que nos impacta, neste momento, é a velocidade das mudanças; mal estamos nos acostumando e a obsolescência já se faz presente e, tudo que aprendemos, perde a validade.
No livro Homo Deus do cientista israelense Yuval Noah Harari são feitas algumas provocações interessantes, entre elas, duas perguntas que ele faz a seus leitores:
a) O que acontecerá com o mercado de trabalho quando a Inteligência Artificial suplantar os humanos na maioria das tarefas cognitivas, e
b) Qual será o impacto político de uma nova classe de pessoas economicamente inúteis?
Este é um tema que deve ser discutido por toda a sociedade organizada sob o risco de não nos prepararmos adequadamente para as mudanças que estão acontecendo. Os sinais já se fazem presentes àqueles que querem enxergar.
Peter Diamandis, um dos fundadores da Singularity University, desenhou um cenário possível para 2038; a disseminação da inteligência artificial junto com a popularização dos robôs provocará mudanças profundas a partir de 2020 com a chegada da tecnologia 5G em todo o mundo.
Diagnósticos e recomendação de tratamento com ajuda de aplicativos, robôs assumindo funções triviais em substituição a humanos, tais como: recepcionistas e assistentes de lojas, carros autônomos começarão a circular nos EUA em 2020, impressoras 3D permitirão que o próprio consumidor produza suas roupas e calçados em casa, as viagens a Marte devem começar em 2024, drones ficarão encarregados de levar as compras feitas “on line” à casa dos consumidores. As energias eólica e solar serão dominantes e, os carros elétricos autônomos e voadores, com decolagem e aterrisagem vertical, serão o meio de transporte usual.
Muitas destas mudanças estão acontecendo agora e, qual a preocupação com que o problema é tratado pelas autoridades e mesmo a população de forma geral? Será que as pessoas estão acreditando que o futuro será uma continuação do presente? Pior é, será que as autoridades pensam assim, tal o descaso com que tratam a Educação?
O roteirista da Série Plantão Médico, Michael Crichton, escreveu o livro “Cinco Casos” em 1969. Nele cita expressões de Gerard Piel sobre o efeito das mudanças no mercado de trabalho em relação ao trabalho nos hospitais. Segundo Gerard o “desemprego do sistema músculo – esquelético” existe em função de máquinas que executam o trabalho melhor do que os humanos e, em breve, teremos o “desemprego do sistema nervoso”, quando as máquinas substituirão os cérebros. Isto, repito, foi escrito em 1969.
Logo, nossas autoridades não poderão alegar desconhecimento do problema, nem alegar que não esperavam mudanças tão drásticas. Elas estão aí e gerarão sérios problemas para a humanidade não pensante.
Um feliz 2024 aos leitores que prestigiam este escriba que procura despertar seus leitores para os problemas da Educação, ou melhor, da falta dela.
Observação: o título da coluna é uma frase de John Kenneth Galbraith autor do livro “A Era da Incerteza” que li em 1981.

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