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Coluna Ozinil Martins | Tecnologia, mercado de trabalho e qualificação profissional
24 de Junho de 2026

Coluna Ozinil Martins | Tecnologia, mercado de trabalho e qualificação profissional

"País atrasado, produtor de commodities, importador de tecnologia"

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 24 de Junho de 2026 | Atualizado 24 de Junho de 2026

O mundo está vivendo tempos exponenciais e que, certamente, mudarão a história. As mudanças em andamento e as que virão, farão com que países e pessoas revejam seus planos para continuarem a exercer suas atividades em consonância com os novos tempos.

Países que se organizam sob planejamento estratégico, do qual dependem empresários e seus negócios e as pessoas para exercer suas escolhas, nortearão as ações que deverão ser tomadas para se adequar aos novos tempos. Há países que já perceberam isto e estão agindo rapidamente. A China e a Coreia do Sul são exemplos de que o futuro, por mais incerto que seja, pode ser direcionado.

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Na China o encerramento da oferta de cursos que não atendem as necessidades que estão sendo esperadas é uma consequência; ao mesmo tempo a oferta de cursos nas áreas tecnológicas mostra aos jovens onde estarão as oportunidades. A Coreia do Sul, logo após o fim da guerra que originou a separação das Coreias, definiu como prioridade “zero” do país a Educação. Este é o motivo pelo qual, entre os jovens adultos (25 a 34 anos) 71% possuem curso superior bem como 56,2% da população adulta (25 a 64 anos).

Os países asiáticos de forma geral costumam olhar o mundo a longo prazo e criam planejamentos que permitem à população realizar suas escolhas com um certo grau se segurança. Basta olhar o Vietnã para ver como, isto é, real. Colônia francesa por 96 anos e após sua libertação, através do conflito denominado de Guerra da Indochina, obteve sua libertação em 1954 para, em seguida, envolver-se em nova guerra com os Estados Unidos, que só terminou em abril de 1975. País pobre, destruído por duas guerras que está mostrando ao mundo que, com trabalho e planejamento, é possível levantar-se por pior que sejam as condições. A base da revolução vietnamita? Educação!

Enquanto o mundo vive e faz escolhas, um certo país, gigante por natureza e com recursos naturais incalculáveis, basta citar a água em que detemos 12% de toda a reserva mundial, enreda-se em discussões estéreis, não tem planejamento estratégico em nenhuma área da gestão, extrapola em estrangular os que ousam trabalhar e produzir resultados e tem uma Educação que, em qualquer ranking de avaliação mundial, ocupa as últimas posições.

O Ministério da Educação, com seus milhares de servidores, dorme em berço esplêndido! Paraíso da burocracia e morada de sinecuras muito bem remuneradas não mostra nenhuma intenção em realizar mudanças que se tornam, a cada dia, imprescindíveis. Cursos superiores totalmente alheios a realidade atual, currículos sedimentados no passado e, pior, visão do século XIX, com estruturas escolares do século XX, encarando desafios do século XXI.

Consequências: país atrasado, produtor de commodities (ainda bem que os produtores rurais fazem seu trabalho), importador de tecnologia (um smartphone vale tanto quanto 8 toneladas de minério de ferro) e exportador de cérebros que levam seus capitais e conhecimentos para outros países enquanto, por aqui, recebemos os desvalidos das ditaduras venezuelana, haitiana e cubana.

O estrago produzido já é irreversível; são gerações perdidas e sem possibilidade de reversão. O tempo é cruel com a incompetência e o custo sua consequência. O mercado de trabalho já sente o resultado da má formação básica escolar e, a tendência é piorar. Como já dizia, há muito tempo, Goethe: “O tempo rende muito quando bem aproveitado!”

Foto do topo: Magnific

 

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