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O setor de eventos na era da economia da experiência
13 de Julho de 2026

O setor de eventos na era da economia da experiência

Conexões emocionais se consolidaram como uma das mais importantes estratégias na aproximação entre marcas e público

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Por Alisson Barcelos 13 de Julho de 2026 | Atualizado 13 de Julho de 2026

Lançado no ano de 1999 e de autoria de dois escritores norte-americanos, o conceito de economia da experiência logo se popularizou nos ambientes acadêmicos e no segmento corporativo de forma geral.

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A novidade apresentada pelos autores identificou um novo modelo sob o qual a gestão dos negócios estava acontecendo. Se, ao longo da história, a economia evolui de um modelo agrário, passando para o industrial e chegando aos serviços, atualmente, os esforços se baseiam no conceito de experiência, no qual as vivências, emoções e memórias se tornaram o grande foco dos negócios.

Em outras palavras: muito além de entregar um produto ou serviço da mais alta qualidade, é necessário investir em estratégias que possibilitem ao público vivenciar de forma personalizada e imersiva suas preferências de consumo.

No setor de eventos, essa tendência logo se transformou em regra. É importante lembrar que uma das características principais da contemporaneidade é a hiperconectividade, ou seja, os consumidores já se acostumaram a compartilhar suas vivências nas redes sociais. Nessa perspectiva, coube aos organizadores de eventos entender essa mudança e criar momentos memoráveis como uma estratégia indispensável no setor.

Mais do que participar da palestra de um profissional renomado, acompanhar os sucessos da sua banda favorita ou estar presente na cerimônia de casamento de um grande amigo, as pessoas buscam o sentimento e a sensação de pertencimento. Para atender essa necessidade, a geração de experiências vem atuando de forma concreta e objetiva.

O protagonismo do público

No setor de eventos, a economia de experiência veio para elevar de forma definitiva o público como ao papel de verdadeiro protagonista das ações. Colocar o participante no centro de todas as decisões que envolvem o planejamento de um evento deixou de ser um diferencial estratégico, e se tornou uma exigência obrigatória.

Na jornada do participante, cada detalhe impacta de forma significativa a avaliação final do evento. Desde a comunicação e os canais utilizados na divulgação, passando pelo atendimento até questões como acessibilidade e a qualidade da gastronomia precisam ser customizadas e personalizadas em busca dos bons resultados.

No setor de eventos, assim como acontece em outros nichos de mercado, as experiências positivas despertam emoções, fortalecem o relacionamento entre marcas e público e aumentam em muito as chances de fidelização.

Quando a experiência é marcante, transcendendo o apagar das luzes de um evento, o participante leva consigo a satisfação. Ele não apenas retorna nas próximas edições, mas se torna um divulgador espontâneo, repassando as impressões para toda a sua rede de contatos.

Personalização

Dentro das estratégias da economia da experiência, o conceito de personalização vem se fortalecendo. Dos grandes shows internacionais, até a reunião de final de ano de uma empresa, não há modalidade de ação em que não seja possível oferecer experiências que, de fato, se conectem com o público alvo e atendam suas necessidades.

De maneira objetiva, ações como oferecer trilhas e jornadas de conteúdo específicas e conectadas com o evento, utilizar prioritariamente os canais de comunicação mais comuns ao público alvo, apresentar espaços temáticos e, de preferência, com ampla acessibilidade e elaborar atividades interativas e oportunidades de networking estratégico são algumas formas de buscar os resultados de um evento através da personalização das experiências.

Nesse contexto, os organizadores jamais devem esquecer que a oportunidade de personalização das ações não acaba com o final do evento. Deve-se continuar promovendo a interação com os participantes após o apagar das luzes. Essa estratégia, além de manter relevante o conteúdo que foi vivenciado, também contribui para informar o público sobre novos eventos e ações.

Possiblidades infinitas

Analisando a geração de experiências ligadas ao setor de eventos, um ponto que vem ganhando destaque é a imensa criatividade e imaginação dos organizadores. Com o objetivo de surpreender de forma contante o público, diferentes eventos apresentam formas diferenciadas com que os participantes podem aprofundar sua relação com suas marcas favoritas.

Talvez seja um pouco exagerado afirmar que, dentro dessa perspectiva, as possiblidades são infinitas. Afinal de contas, não existe evento que não seja gerido tendo algum tipo de limitação, quer seja de ordem financeira, estrutural ou de outras naturezas.

O que podemos ter certeza é que as camadas de imersão disponíveis para transportar o participante para uma experiência que agregue valor são inúmeras. Temos as experiências sensoriais, baseada em luzes e sons; as experiências espaciais, em que o ambiente se torna um lugar para vivências únicas, as experiências cognitivas, que tendem a quebrar expectativas de forma disruptiva; as experiências narrativas, em que a utilização de práticas como o storytelling ajudam a levar o público aos lugares mais distantes; e até mesmo as experiências emocionais, na qual a valorização de sentimentos tende a criar uma memória no participante que o acompanhará muito após o final do evento.

Vínculos emocionais

Na economia da experiência, o valor percebido se relaciona diretamente com às emoções geradas durante a interação com a marca. É por isso que os eventos não podem e nem devem mais serem vistos como apenas momentos de encontros. As ações e ativações se transformaram em plataformas capazes de conectar e inspirar as pessoas.

As marcas e empresas que investem na criação de experiências diferenciadas conseguem fortalecer a identidade institucional, ampliando a reputação e criando vínculos emocionais duradouros.

Afinal de contas, não é sem motivos que marcas dos mais diversos segmentos como Red Bull, Nike, Heineken, Apple, Disney, Ray Ban e Nespresso estão entre os ícones mundiais que utilizam a geração de experiências como uma importante estratégia comercial.

Transformação constante

O setor de eventos vive uma transformação constante. Se antes o sucesso de um evento era medido pelo número de participantes, pela grandiosidade da estrutura ou pela presença de convidados ilustres, hoje um novo indicador ganhou protagonismo: a experiência proporcionada ao público.

 

Crédito da imagem: Arquivo SB+Eventos

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