Imagem produzida com apoio da Gemini
O ser humano convive com paradigmas em toda sua existência; eles determinam nossos costumes e regulam nossas ações automaticamente. Há certas coisas que fazemos instintivamente baseados em nossos paradigmas. Porém, há uma regra de ouro que diz que quando os paradigmas mudam sua experiência nada vale, você volta ao zero e tem que recomeçar sobre novas regras.
O futurólogo Joel Baker em um vídeo – A Questão dos Paradigmas – que usava em minhas aulas na faculdade e mostra isto com clareza através de exemplos clássicos.
Atualmente, os paradigmas que nos trouxeram até aqui, são quebrados a todo momento; a mudança parece ser o único elemento com quem temos que conviver todos os dias. O exemplo mais marcante e, talvez um dos primeiros, aconteceu com a Kodak. Empresa líder de mercado, com resultados excelentes e uma relação de extrema confiança com seus consumidores não acreditou quando, o Engenheiro Steve Sasson, criou a fotografia digital em 1975. Não usava papel logo não era confiável, nem tinha necessidade de elementos químicos para processar a revelação, logo ia contra os fundamentos do negócio. A descoberta só foi patenteada em 1977 pelo engenheiro e sua equipe e o resto é história.
A Copa do Mundo de 2026 está nos trazendo outro excelente exemplo de quebra de paradigma com suas transmissões televisivas. O que antes era monopólio de uma rede de televisão, que decidia quais os jogos que seus espectadores deveriam assistir, está sendo atropelado por um canal do YouTube que permite a seus espectadores assistirem todos os jogos da Copa a custo zero, provocando inclusive a atenção do Ministério Público em razão de veiculação de propagandas que seriam inadequadas.
Importante frisar que os patrocinadores são os mesmos em todos os veículos que transmitem a Copa.
Penso que tem gente muito incomodada, pois o canal foi punido pela CBF com a exclusão da transmissão dos jogos da Copa do Brasil de 2027 a 2030.
Quanto maior o sucesso de uma empresa com seus produtos mais difícil fica o processo de mudança.
Empresas grandes e de sucesso tendem a dormir sobre suas vitórias com certeza de que a continuidade está garantida. Há um paradigma que está sendo modificado pelo mercado e que mudará, para sempre, o paradigma atual. Falo dos carros elétricos! Eles serão o novo paradigma dos veículos automotores em pouco tempo. Não são poluentes, não usam combustíveis fósseis, tem designers modernos e seu interior é extremamente funcional. Têm tudo para serem o novo paradigma e as consequências já aparecem no retrovisor dos carros elétricos; Volkswagen planejando fechar 5 fábricas na Alemanha e demitir 100 mil empregados e outras empresas revendo seus portfólios e fechando fábricas. É o mundo girando em busca de soluções!
Outra mudança que começa a mexer com o mercado consumidor são as “canetas emagrecedoras.”
Pesquisas recentes começam a captar as mudanças de hábitos dos consumidores em função do uso das ditas canetas. Produtos estão sendo rejeitados enquanto outros passam a ser consumidos em maior escala. Não só os produtos de consumo alimentar sofrem esta mudança com, também, os efeitos começam a ser sentidos em produtos de vestuário.
Às empresas restam prestar atenção ao mercado, analisar permanentemente seu portfólio de produtos e antecipar-se ao consumidor. Não basta esperar saber o que o consumidor quer, mas, sempre que possível, surpreendê-lo em suas necessidades.
A obsolescência atinge a todos, produtos e pessoas e, não é pela legislação retroagindo ao passado que manteremos as condições antigas. O STF analisa as relações de trabalho entre as plataformas e seus
operadores de carros. Querer impor vínculos de trabalho, engessar as relações, é voltar ao passado e perder competitividade. Será que é isto que o Brasil precisa?

