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Coluna Ozinil Martins | Será o Brasil um imenso Coliseu?
11 de Maio de 2022

Coluna Ozinil Martins | Será o Brasil um imenso Coliseu?

A sequência de crimes praticados no Brasil não poupa as grandes cidades

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 11 de Maio de 2022 | Atualizado 11 de Maio de 2022

A história como referência. O Anfiteatro Flaviano, mais conhecido como Coliseu, foi construído em Roma no século I (anos 70 D.C.). Sua construção começou com o Imperador Vespasiano da dinastia Flaviano (razão do nome do anfiteatro) e, foi concluído por seu filho Tito, 6 anos mais tarde. A inauguração proporcionou ao povo 100 dias dos mais diferentes entretenimentos já que, com esta finalidade, foi construído; entreter o povo romano. O divertimento passava por execuções, batalhas, lutas entre gladiadores e com a utilização de animais. A garantia de pão e circo se traduzia em gestão mais tranquila aos imperadores; a barbárie patrocinada pelo Estado!

O mundo evoluiu! A educação, ausente para o povo em tempos idos, se universalizou; criaram-se as Universidades e toda uma imensa estrutura para garantir ao povo um verniz civilizatório que trouxesse as condições para a vida em comunidade. As leis foram aprimoradas, instituições da Justiça foram criadas e, com isto esperava-se que a sociedade vivesse em harmonia. Mas, o que vemos é uma realidade perversa que se impõe a sociedade organizada e trabalhadora.
Da guerra da Ucrânia às guerras urbanas no Brasil os noticiários das televisões expõem, diariamente, as misérias do cotidiano. Recentemente um estudante foi assassinado em São Paulo (onde a criminalidade disparou segundo as estatísticas policiais), friamente, por um ladrão travestido de entregador de alimentos; seu erro foi tentar defender a namorada da fúria do assaltante. Uma vida por um celular e a banalidade da morte se faz presente.

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A sequência de crimes praticados no Brasil não poupa as grandes cidades. Do novo cangaço ao crime solitário cometido contra pessoas desarmadas e que cometem um erro, ou seja, transitar por ruas em horários em que os bandidos elegem para realizar seus crimes.

A ousadia dos marginais transforma qualquer ambiente passível de sofrer as ações criminosas. Da joalheria, em endereço nobre da capital paulista, onde os ladrões entraram pelo prédio ao lado, em que se realizava uma reforma e, ficaram durante 3 horas, arrombando os cofres e realizando a rapinagem (milhões de reais) ao telefone celular do menino assassinado.

Na verdade não existem mais ambientes seguros e, deixemos claro que o que acontece não é consequência da crise econômica, pois a maior vítima da crise são os pobres e estes não possuem as condições de organização e financeira para realizar tais atos. O crescimento da criminalidade tem um motivo que parece muito claro: a impunidade.

Enquanto o crime do “colarinho branco” é inocentado em tribunais, enquanto bandidos saírem pela porta da frente dos presídios apoiados por “habeas corpus”, enquanto a legislação for complacente, enquanto as “saidinhas” em datas festivas continuarem privilegiando os criminosos, enquanto advogados servirem de pombos-correios para o crime organizado, mais meninos e meninas continuarão morrendo em troca de um telefone celular ou de uma besteira qualquer.

Será que enquanto Suas Excelências não forem vítimas dos “excluídos pela sociedade” a legislação não mudará? O que mais precisa ser feito para que haja um endurecimento das leis e o fim das mordomias aos criminosos?

Triste ver as ruas das cidades brasileiras transformadas em pequenos Coliseus, sem público e, com a omissão das autoridades. O verniz civilizatório parece que se rompeu. Infelizmente!

 

Foto do topo: Pixabay

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