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Coluna Ozinil Martins | Qual o futuro das escolas?
26 de Julho de 2023

Coluna Ozinil Martins | Qual o futuro das escolas?

"As mudanças geradas na sociedade até aqui são apenas o começo de um processo de mudança avassalador que mudará nosso jeito de viver"

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 26 de Julho de 2023 | Atualizado 26 de Julho de 2023

No mundo antigo – Grécia – o ensino era praticado em espaços livres, sem preocupação de séries e outros que tais; as escolas, como as conhecemos, surgiram no século XII a partir de entidades católicas que ensinavam a ler, escrever e fazer contas, com alunos nas carteiras e professor em sala de aula.

A primeira faculdade surge em Bolonha, Itália, em 1158 e é fundada por Frederico Barba Ruiva, Imperador do Império Romano-Germânico. No Brasil, em 1549 é fundada, por Jesuítas, a primeira escola em Salvador; em seguida, criam a escola que gerou a fundação de São Paulo em 1554. Ensinavam, nestas escolas, a ler, escrever, fazer contas e a doutrina católica. Em 1792 é criada a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho que, em 1920, passa a ser a atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1808, na Bahia, é fundada a primeira faculdade do Brasil – Faculdade de Medicina da Bahia. Em 1827 são criadas, concomitantemente, as faculdades de Direito de Olinda e do Largo de São Francisco em São Paulo e em 1912 é criada a primeira Universidade com este status – Universidade Federal do Paraná. A partir deste resumo histórico nasce a Educação formal no Brasil. Os dados informados foram obtidos da revista Superinteressante.

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De lá para cada pouca coisa mudou. Apesar das mudanças sociais ocorridas e do desenvolvimento tecnológico as escolas continuaram a ter o mesmo formato de séculos passados. Acrescente-se a isto o acesso das crianças e jovens às tecnologias e a má formação dos professores para os tempos atuais e tem-se o cadinho perfeito para o desinteresse que nossos jovens devotam ao processo de aprender.

Há tempos pesquisas vêm mostrando, que pela primeira vez na história da humanidade, a geração atual tem um QI menor que a geração que a antecedeu. Em vídeo divulgado pelo Prof. Pier L. Piazzi sobre pesquisas feitas, por amostragem, na Inglaterra, Japão e Brasil sobre o QI, mostram os seguintes resultados: os ingleses com resultado de 100, os japoneses com 113 e os brasileiros com 87; segundo o professor isto mostra a importância do processo educacional e indica a eficiência do sistema educacional japonês e o desastre do sistema brasileiro.

Fácil entender porque muitos pais estão assumindo o estudo de seus filhos, na modalidade “homescholling”, garantindo a qualidade do processo educacional e evitando que seus filhos sejam expostos aos “professores doutrinadores” que atuam no sistema educacional brasileiro e distorcem, profundamente o processo ensino – aprendizagem.

O que vou escrever agora é um exercício de imaginação. Se a inteligência Artificial está em processo de evolução permanente, se já substitui o ser humano em uma série de tarefas e deve continuar neste processo a partir do momento em que começa a pensar por si própria, se o conhecimento esta, todo ele, disponível nos meios existentes, se a tecnologia disponível já permite aos estudantes acesso remoto a estes meios, qual a finalidade da existência das escolas e dos professores? Muita gente vai responder que o processo de socialização passa pelas escolas, mas o que vemos, com exceções é óbvio, é um processo de desarticulação da sociedade e da implantação da agressividade.

As mudanças geradas na sociedade até aqui são apenas o começo de um processo de mudança avassalador que mudará nosso jeito de viver. O fim do dinheiro de papel, edifícios construídos por impressoras digitais, pessoas sendo operadas por robôs, carros voadores, pessoas atingindo cem anos ou mais são consequências do processo iniciado e que, ninguém, pode dizer aonde chegará. E as escolas continuarão com o mesmo formato do século XII?

Foto:Unsplash

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