O planejamento, seja ele profissional ou pessoal, existe para que se tenha uma previsibilidade sobre as ações que realizamos cotidianamente e para que as pessoas e os profissionais possam estar preparados para enfrentar o futuro.
A maioria das situações que enfrentamos na vida são previsíveis mas, há as que fogem de nosso controle e por isso é bom “esperar o inesperado”, que segundo Heráclito, acontece e nos faz reagir frente aos problemas com maior ou menor assertividade. Os planos contingenciais existem para atender as emergências que surgem em função das características do trabalho desenvolvido.
Acontece que a maioria das pessoas, empresas e poder público atuam de forma reativa. Esperar o problema acontecer para agir é o normal. Ser proativo, isto é, antecipar-se aos acontecimentos, é prever tudo que pode acontecer, desde a normalidade do dia-a-dia até situações inopinadas e que nos tiram da normalidade.
O cotidiano nos leva a agir quase que no automático sem que entendamos que o inesperado acontece e aí, se você estiver preparado, a resposta ao imprevisto será mais rápida e efetiva.
A única certeza que temos atualmente é a constante das mudanças; mal nos acostumamos a algo e somos informados de que algo mudou e o que fazíamos ficou no passado. Portanto, de ora em diante, sua capacidade de adaptar-se será exigida ao limite.
O papel de pais e professores é de mostrar aos jovens o que está acontecendo e o que virá a acontecer para que estes jovens não sejam vítimas de uma sociedade que será, cada vez mais, seletiva. Por isso que, em minhas colunas e sem medo de ser repetitivo e chato, insisto em que o papel das escolas é ensinar os jovens a pensar, a desenhar o futuro a partir da realidade que vivemos e do que já sabemos que vai acontecer.
Porém, o que vemos é cada vez mais gente vivendo na idade reptiliana; suas maiores preocupações residem em comer, descansar e reproduzir-se. São, na imensa maioria, pessoas sem planos para o futuro, acreditam no Zeca Pagodinho e na sua música “deixa a vida me levar, vida leva eu.” A vida exige planejamento, exige comprometimento com o futuro. Não se pode esperar que o Estado supra todas as minhas necessidades; não haverá condições econômicas para que isto aconteça. Só como complemento vale lembrar que as estatísticas mostram que 90% dos aposentados do INSS só têm esta renda, logo…
Planejar significa saber qual o tamanho, que o dinheiro que ganho, permita que tenha a família que vou constituir. Lembro que, em minhas andanças por aí, fazendo palestras, fui a uma grande empresa de Santa Catarina participar da Semana Interna de Prevenção de Acidentes. O tema era Planejamento Econômico e Familiar; ao final da palestra um dos presentes, muito jovem, veio até mim e disse-me, agradecido, da importância de tudo que tinha ouvido e que nunca teria a percepção sobre a importância do tema. Esta foi a maior recompensa que poderia ter recebido.
Só para complementar a coluna, ontem mesmo, tivemos a informação de que haverá cortes nas verbas destinadas à Educação para Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul a fim de direcioná-las a Estados nordestinos. O exemplo é muito bom para ilustrar situações imprevistas. É bom o Sul ficar ficar esperto!
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