Coluna Ozinil Martins: Impunidade no Brasil torna o país o paraíso dos bandidos!
13 de Julho de 2022

Coluna Ozinil Martins: Impunidade no Brasil torna o país o paraíso dos bandidos!

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 13 de Julho de 2022 | Atualizado 13 de Julho de 2022

Os mais jovens, com certeza, não conhecem a estória do assalto ao trem pagador ocorrido na Inglaterra no ano de 1963. A figura mais notória deste assalto foi Ronald Biggs que, depois de transitar por vários países fugindo da Interpol, veio a morar no Brasil. Aqui viveu por 30 anos e adquiriu o “status” de estrela. No Rio de Janeiro foi proprietário de restaurante, escreveu sua autobiografia e vendia objetos com sua imagem em página na internet. Em 2001 entregou-se a polícia britânica sendo imediatamente preso e, nesta condição permaneceu até 2009. Liberado por questões humanitárias veio a falecer em 2013 aos 84 anos. No Rio Biggs frequentou a alta sociedade e era figura notória em jornais e suas colunas sociais. A admiração brasileira pela bandidagem vem de longe!

O crime no país é impulsionado pela impunidade. O marginal sabe que ao transgredir, provavelmente, nada lhe acontecerá. Quando o crime é cometido por alguém pela primeira vez as consequências, praticamente, inexistem; na audiência de custódia o infrator é liberado mediante penas simbólicas. As benesses que favorecem os “marginalizados pela sociedade” são inúmeras e contrariam o que é praticado no mundo civilizado. A começar pela prisão em 2ª instância, pratica comum na maioria dos países do mundo e, não praticada em terras brasileiras. Este é um estímulo fundamental para o aumento da criminalidade junto com as famosas “saidinhas” em datas festivas e que redundam em fuga de presos perigosos e aumento em assaltos conforme observamos nos telejornais. As progressões de pena que ocorrem de acordo com a lei, faz com que marginais perigosos sejam soltos com reduzidos cumprimento da pena. Enquanto às vítimas da bandidagem nada se faz, aos bandidos resta a proteção da lei, o trabalho de Ong’s e dos partidos de esquerda, que tudo fazem para proteger as vítimas da sociedade.

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A banalização da violência amortece, aos poucos, a indignação da população, que só se manifesta de forma mais agressiva nas mídias sociais, a partir de um crime como o agora ocorrido, em que um médico anestesista, aproveitando-se do estado da paciente, comete o crime de estupro em plena sala de parto. Já vi postagens pedindo prisão perpétua, pena de morte, entre frases como “esquece na cadeia e joga a chave fora.” Em breve, este crime como tantos outros, cairá no esquecimento, ou por inação das autoridades (Justiça lenta e tardia) ou pela realização de outro crime mais espetaculoso e o doutor voltará às ruas e, talvez, a exercer a medicina novamente A relação de crimes recentes como o do menino Henry Borel só se fazem repetir e mostram a impunidade pela fragilidade da legislação e pela lentidão da justiça.

Enquanto o STF se prende a filigranas da lei e age, mesmo que involuntariamente, em proteção aos bandidos, como quando impede a polícia de agir nos morros do Rio de Janeiro e transforma estes locais em esconderijo de bandidos de todo o Brasil ou quando este mesmo STF libera narcotraficantes, através de Habeas Corpus, está estimulando o crime organizado; quando este mesmo STF impede a extradição de criminosos internacionais a seus países de origem, está estimulando o uso do país como abrigo de criminosos internacionais.

Para as pessoas honestas e trabalhadoras, que acordam cedo e retornam tarde às suas casas, trabalhando 8h, permanecendo em ônibus ou trens por até 5h ou mais, a vida está, a cada dia, mais difícil. O país está virando terra de ninguém e valhacouto de bandidos!

Foto do topo: Freepik

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