Coluna Ozinil Martins | Ensine seu filho a ter atitude!
09 de Junho de 2022

Coluna Ozinil Martins | Ensine seu filho a ter atitude!

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 09 de Junho de 2022 | Atualizado 09 de Junho de 2022

No início dos anos 90 do século passado dois livros causaram-me um forte impacto. Os dois abordando um tema muito sensível aos indivíduos; “Um mundo sem empregos” de Willian Bridges e “O fim dos empregos” de Jeremy Rifkin. A linha proposta pelos autores, analisando o mercado de trabalho e as inovações que começavam a dar seus primeiros sinais, era da diminuição da oferta de empregos e da necessidade de qualificação dos trabalhadores para ocupar postos de trabalho sofisticados.

De lá para cá o processo acelerou e adquiriu uma dimensão enorme com reflexos que já se fazem sentir por todo o mundo, inclusive e principalmente, nos países mais desenvolvidos, que, conscientes da dimensão do problema, buscam soluções alternativas visando à manutenção dos empregos. Redução da jornada de trabalho diária e semanal tem sido uma alternativa buscada; Nova Zelândia e Finlândia, entre outros países, buscam soluções nesta linha.

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Nos próximos 5 a 10 anos as mudanças alterarão o perfil dos empregos e, como consequência, as necessidades dos atributos que o trabalhador do futuro deverá oferecer a este mercado que será, com certeza, muito mais sofisticado. Carros e caminhões autônomos, máquinas com programação que lhes permitirão fazer trabalhos que hoje são feitos por humanos até em áreas que necessitam maiores conhecimentos como cirurgias e análise de documentos. De trabalhos simples e que exigem força física a trabalhos sofisticados que exigirão conhecimentos e habilidades especiais. Este é o futuro que está se desenhando.

Em contrapartida o marasmo que se vê na preparação dos jovens é assustador. Segundo a Unicef – ONU – a evasão escolar no Brasil atinge 5 milhões de alunos e, durante a pandemia, este quadro se agravou; no ensino superior o quadro não é diferente. Só em 2022 houve uma evasão de 3,5 milhões de estudantes das entidades de ensino superior privadas. Por outro lado, nas Universidades federais, houve de 2015 a 2021, uma queda de 60% na entrada de novos estudantes. Que país está sendo construído?

O futuro exigirá de cada um de nós maiores conhecimentos, habilidades que hoje não possuímos e atitude para encarar o imprevisível. Conhecimentos se adquirem e estão disponíveis e ao alcance de qualquer indivíduo; habilidades são passíveis de serem desenvolvidas e atitude ou se tem ou não se tem, donde se pode concluir que o maior patrimônio de um indivíduo é a atitude. Fazer as coisas acontecerem, procurar construir o que de melhor possa ser feito, ser proativo, saber identificar problemas e buscar as soluções possíveis, enfim ter atitudes que façam a diferença ou ser usuário dos auxílios governamentais que deverão se acentuar mantido o quadro de educação atual.

Como já dizia o filósofo Heráclito “procurei dentro de mim mesmo!” Este parece ser o caminho para os jovens que viverão em um mundo completamente diferente do que construímos até aqui. Buscar o conhecimento por vontade própria, desenvolver as habilidades que o façam ser requisitado e ter atitude para fazer a diferença. O papel dos pais parece ser o de estimular que este caminho seja trilhado e não esperar da escola aquilo que ela não pode dar.

 

Foto do topo de Katerina Holmes no Pexels.

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