Coluna Ozinil Martins | Brasil e a competitividade entre os países!
15 de Junho de 2022

Coluna Ozinil Martins | Brasil e a competitividade entre os países!

Publicidade
Twitter Whatsapp Facebook
Por Prof. Ozinil Martins de Souza 15 de Junho de 2022 | Atualizado 15 de Junho de 2022

O Anuário Mundial de Competitividade, em parceria com a Fundação Dom Cabral, divulgou o ranking de competitividade entre 63 países; o Brasil ocupa a 59ª posição, caindo duas posições desde o último relatório. Os países melhores classificados, em termos de ambiente de negócios, Dinamarca, Suíça, Singapura e Suécia. O Brasil está à frente, apenas, de África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela.

Os motivos são, sobejamente, conhecidos pelo governo e pelos analistas que se dedicam ao tema; as deficiências de infraestrutura, a carga pesada de impostos e o baixo retorno à população, a burocracia que inferniza a vida dos empreendedores e, principalmente, o nível educacional dos trabalhadores e as mudanças ocorridas no perfil do trabalho e as novas exigências aos trabalhadores. Enquanto o mundo competitivo acelera a educação tecnológica (qualificando seus trabalhadores) no Brasil continuamos a formar trabalhadores para a velha economia. Assim não há produtividade que resista e, com isto, perde-se espaço no mercado competitivo. Um dos pontos que chama a atenção, positivamente, é a ocupação de cargos de liderança pelas mulheres; neste item o Brasil está classificado em 12º lugar.

Publicidade

Para exemplificar o porquê do caminho do atraso, a Assembleia do RS aprovou no dia 07.06.2022 o projeto que institui a “Educação Financeira” nos níveis de Ensino Médio e Fundamental. O desabafo da Deputada do PSOL, Luciano Genro, contra o projeto é lapidar no sentido de manter o país no atraso e o povo pobre. Diz ela: “como o povo vai administrar dinheiro se não sobra dinheiro no final do mês?” Assim pensa quem quer manter o povo na vassalagem!

Por outro lado, o Congresso Nacional busca aprovar a padronização do ICMS em itens que são considerados essenciais ao povo, combustíveis, energia elétrica entre outros pontos. Aprovado no Senado com modificações, volta agora à Câmara para aprovação final. Será que houve surpresa pelos senadores do Partido dos Trabalhadores votarem contra a redução? Será que está sendo surpresa algumas associações se posicionarem contra a redução? E a posição da imprensa que passou a enfatizar a perda de arrecadação dos Estados? 

Se a grita pela redução do tamanho do Estado, pela desburocratização, pela melhoria do ambiente de negócios for séria e não figura de retórica, os que são contrários ao projeto deveriam perceber que, se reduzir os impostos cobrados haverá o aumento do consumo e, por consequência aumento de arrecadação. Ou não é assim que funciona a economia? 

O Princípio da Curva de Laffer diz que em um determinado ponto, o aumento da tributação resultaria em uma receita menor do que antes. Então, parece interessante tentar a redução de impostos como forma de diminuir a voracidade do Estado. O grito de todos pedindo mudanças parece trazer embutida, em seu interior, o sentido de que “desde que eu não esteja envolvido. Mudança é positiva quando atinge os outros.” O dia em que o brasileiro, principalmente, as autoridades pensarem no bem comum e não na próxima eleição seremos um país forte e poderoso!

 

Foto do topo de Pixabay no Pexels.

Publicidade
Publicidade