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Coluna Ozinil Martins | A cidadania se revela nos pequenos atos!
03 de Janeiro de 2024

Coluna Ozinil Martins | A cidadania se revela nos pequenos atos!

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 03 de Janeiro de 2024 | Atualizado 03 de Janeiro de 2024

Em um conceito mais amplo, cidadania quer dizer a qualidade de ser cidadão, e consequentemente sujeito a direitos e deveres

Sim, o cidadão tem direitos assegurados pela constituição e pelas leis comuns, mas também, tem deveres que devem ser praticados. Os direitos são claramente reivindicados, enquanto os deveres são, às vezes, colocados no modo esquecimento.

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Uma nação se constrói a partir de espaço físico (Brasil tem mais de 8 mil km² de área), língua e costumes comuns e, apesar do gigantismo do país e de suas diferenças regionais, existe um amálgama comum construído por Duque de Caxias (bom estudar um pouco de História do Brasil) e povo. Talvez no povo, sua miscigenação do qual tanto se orgulha, seja um grande problema. A miscigenação aqui praticada originou um povo indisciplinado e acomodado. Entendeu que “em se plantando tudo dá”, mas se esquece de semear e acredita que clamando aos céus deterá as enchentes, acalmará os ventos e proverá sua existência sem grandes esforços. Nelson Rodrigues, que reputo como grande conhecedor da alma do brasileiro, consagrou este modo de viver no seu famoso “Complexo de Vira-Lata.”

Quando vemos imagens do Japão, arrasado por duas bombas atômicas (Hiroxima e Nagasaqui) e, observamos o povo esperando o sinal abrir para que possam atravessar a rua, na faixa de segurança e, isto acontece mesmo que não exista carro trafegando, por certo, a grande maioria diria que os japoneses são uns retardados. Em “Terra Brasilis” o sinal existe para ser furado e a faixa de segurança para ser evitada; vale para carros e pedestres! Esperar para que? Atravessar bailando entre os carros é sinônimo de coragem e intrepidez. Machismo, praticado por homens e mulheres.

Moro em uma cidade que é vendida como excelência entre cidades brasileiras. O bairro de classe média, média alta, deveria ser um exemplo no tocante à coleta de lixo. O que vou escrever repete-se pela cidade toda. Há dias alternados para a coleta de lixo, orgânico e reciclado, bem como eco pontos de coleta de vidro e isopor. Como pratico caminhada todos os dias e gosto de observar o comportamento dos chamados humanos, observo a deposição do lixo na frente das casas e condomínios; não se respeitam os dias definidos para a coleta e não se separa o lixo corretamente, despejando-se de qualquer maneira o lixo e transferindo o problema para os garis e recicladores.

E os passeios com os pets? Sempre agradável levar os bichinhos para passear, pois eles precisam exercitar-se e gastar energia. Os animais, porém, não regulam suas atividades orgânicas e realizam suas necessidades durante o passeio independente do lugar. O tutor, que exerce a cidadania corretamente, prontamente, puxa seu coletor plástico e recolhe os dejetos do animalzinho deixando a calçada limpa, mas sempre tem um desavisado, que faz de conta que nada houve e, segue sua caminhada deixando sua educação pelo caminho.

Sem esquecer-se de citar os motoristas que deixam público suas preferências musicais, a qualquer hora, e forçam outras pessoas a compactuar com seu mau gosto. Pior é o uso do telefone em locais públicos, como ônibus, lojas comerciais, lanchonetes, onde os usuários conversam em voz alta sobre seus problemas pessoais, transformando seus eventuais ouvintes em psicólogos temporários.

São apenas alguns exemplos de como somos mal educados para viver em comunidades e quanto falta para nos tornarmos uma nação. Que o ano de 2024 seja repleto de desafios e realizações aos leitores da coluna. Feliz Ano Novo!

Foto:Freepik

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