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Coluna Ozinil Martins | 05 de junho – Dia Mundial do Meio-Ambiente!
05 de Junho de 2023

Coluna Ozinil Martins | 05 de junho – Dia Mundial do Meio-Ambiente!

Enquanto não nos conscientizarmos que o planeta é o nosso habitat, estaremos reduzindo sua capacidade de adaptar-se

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 05 de Junho de 2023 | Atualizado 06 de Junho de 2023

05 junho é dia de comemorar o meio-ambiente; não sei se os motivos serão suficientes para conscientizar 8 bilhões de habitantes que, sem ele, não haverá vida inteligente ou não no planetinha. As tímidas comemorações ao redor do mundo e, principalmente, no Brasil, mostram que a humanidade ainda não acordou para a importância do meio ambiente em relação à preservação da vida humana e animal. Continuamos a tratar os ecossistemas que nos cercam sem os cuidados que merecem e acreditando que, sempre, responderão às nossas necessidades.

Plástico! Ah, o tão usado plástico. Este plástico que está poluindo todos os oceanos e mares do mundo, que é, por nós, usado sem nenhuma parcimônia e descartado sem nenhum cuidado está destruindo corais, peixes e a vida marinha de forma indiscriminada. O Brasil produz 11 milhões de toneladas de lixo plástico por ano e recicla apenas 1%, ficando atrás de países como a Síria e o Yemen (que estão em guerra) e deixando de recolher mais de 1 milhão de toneladas, que acabam ficando pelas ruas e vão se depositar no mar. O restante vai parar em lixões já que as metas propostas para os aterros sanitários foram transferidas para até 2024. A média mundial de reciclagem é de 9%. Enquanto não nos conscientizarmos que o planeta é o nosso habitat, estaremos reduzindo sua capacidade de adaptar-se e, encaminhando a humanidade para uma situação muito complexa. Fonte: WWF.

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No mês em que comemoramos o Junho Verde o mundo nos manda notícias tristes sobre a humanidade e sua relação com o meio que a cerca. Nos Estados Unidos, mais especificamente na Flórida, o peixe boi está ameaçado de extinção; são 20 animais mortos por semana nos canais que banham a cidade. Morrem pela navegação praticada em que os enormes peixes são atingidos por jet-skies ou lanchas e pela péssima qualidade da água que impede o crescimento das algas que são a alimentação dos peixes. Atualmente, a alimentação fornecida pelos biólogos está reduzida a alfaces, que substituem a alimentação natural.

Ao mesmo tempo em que fenômenos naturais ocorrem, a natureza sofre as consequências do uso indiscriminado por parte de parte da população que não respeita limites e entende que tudo é permitido. Quando tomamos conhecimento que, a camada fértil da Terra se limita a 80 cm (o que nos separa da fome) e, que, pelo uso intensivo ao longo de séculos, há fatores determinantes para a perda de produtividade como as queimadas, desmatamento, irrigação incorreta, mineração e o uso intensivo do solo para a agropecuária o problema salta aos olhos de quem quer ver.

Outro exemplo, que vem da China, e poderia ser de qualquer outro país, mostra uma manada de 15 elefantes que deixou a reserva em que viviam e já percorreu 500 km em direção a outras províncias chinesas. No caminho invadiram plantações e causaram danos em casas e outras propriedades. O motivo parece ser a redução no tamanho da reserva legal em que estavam e a diminuição da alimentação que tinham acesso; a área está sendo destinada a outros fins. O espaço aos animais fica, em todo o mundo, cada vez mais reduzido para atender ao crescimento populacional humano.

Para não ficarmos apenas em exemplos negativos da relação homem com o meio ambiente, vale citar o exemplo que nos vem do Quiriri, cujo significado em Tupi – Guarani é “Silêncio Noturno”, região de Campo Alegre – SC, onde uma família decidiu inovar e construir uma casa somente com barro. A explicação é lógica e resulta em quase nenhum impacto ambiental antes, durante e depois da construção concluída. Nada de tijolos, argamassa, cimento, mas somente barro moldado pelos próprios moradores. São atos que beiram ao romantismo, mas que servem de exemplos àqueles comprometidos com o futuro. Na Europa começa a ficar comum este tipo de construção.

Os exemplos são, na verdade, demonstrações práticas de como a humanidade enxerga sua relação com o meio ambiente. Mudar esta visão e, entender que sozinhos não sobreviveremos é o papel das pessoas conscientes!

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