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Coluna Ozinil | Delenda est Cartagho!
27 de Maio de 2021

Coluna Ozinil | Delenda est Cartagho!

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 27 de Maio de 2021 | Atualizado 27 de Maio de 2021

Imagem de hosny salah por Pixabay 

 

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“Destruam Cartago” era a forma como o senador romano Catão, o Velho, concluía seus discursos no senado romano. Quem estudou história deve estar lembrado das Guerras Púnicas e da obsessão pela destruição de Cartago por parte de Roma. Cartago, duas vezes derrotada em confronto com os romanos, tinha uma capacidade de reconstruir-se rapidamente, recompondo suas defesas após as derrotas sofridas. Para os conquistadores romanos isto era um insulto, pois lhes interessava a capitulação do inimigo e a assinatura do tratado de paz estabelecendo uma relação permanente de aliança entre vencedor e vencido.

Por que buscar na história este episódio como comparação para o conflito permanente entre Israel e Palestina? Para aqueles que acompanham a história,o Estado de Israel foi criado em 14.05.1948 pela Organização das Nações Unidas que dividiu a Palestina em duas áreas, uma para criação de um estado árabe e outra para o estado judeu. Presidia o Comitê Especial para a Palestina o brasileiro Osvaldo Aranha. A resposta árabe veio na sequência com o ataque de países árabes ao país recém criado;   Egito, Síria, Iraque, Líbano e Jordânia atacaram Israel no que ficou conhecida como Guerra da Independência. O conflito terminou com a assinatura do armistício de 1949. Objetivamente, considerando o passado recente, este é o início de todos os conflitos com que convive esta região. 

Após este conflito, outras guerras foram travadas entre árabes e israelenses ao longo do século XX, sendo elas: Guerra de Suez (1956), Guerra dos Seis Dias (1967) e Guerra do YomKippur (1973). Em todas estas guerras o Estado de Israel saiu-se vitorioso,sempre ampliando suas fronteiras como na Guerra dos Seis Dias, quando incorporou toda a península do Sinai (área pertencente ao Egito), as Colinas de Golan (originalmente da Síria), ocupou a Cisjordânia e o setor Oriental de Jerusalém. Os israelenses, liderados pelo General MosheDayan deram uma lição de estratégia e aniquilaram as forças árabes em seis dias de combate; para ter uma ideia da ofensiva, a força aérea egípcia foi destruída em terra por ataques da força aérea israelense. Os territórios conquistados foram, em parte, devolvidos por força do tratado de paz assinado, exemplo a península do Sinai devolvida ao Egito, sendo que outros permanecem sobre domínio israelense. Atualmente, mantem relações diplomáticas com Israel os seguintes países árabes: Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. 

A Guerra do YomKippurfoi desencadeada no dia em que os israelenses comemoram um dos seus importantes feriados religiosos. Exércitos do Egito e da Síria invadiram território israelense na tentativa de recuperar áreas incorporadas durante a Guerra dos Seis Dias. Apanhadas de surpresa as forças israelenses demoraram a reagir, mas quando o fizeram, além de expulsarem as forças invasoras para fora de seu território, chegaram às portas de Damasco, capital da Síria. Nesta guerra houve o envolvimento das potências militares, Rússia e Estados Unidos, fazendo com a temperatura política subisse e originando a crise do petróleo que fez com que o preço do barril disparasse e jogasse o mundo em uma forte crise econômica.

Os inúmeros esforços dispendidos em várias oportunidades visando o estabelecimento da paz entre palestinos e israelenses sempre foram boicotados por um sentimento de destruição do Estado de Israel pelos palestinos. A cúpula do braço armado da Palestina – grupo Hamas – não reconhece a existência de Israel enquanto Estado e prega sua total destruição. Efetivamente não desejam o estabelecimento de relações formais entre os países. Israel tem 9 milhões de habitantes, economia estável e das mais inovadoras do mundo e uma força militar moderna e altamente treinada; os Estados árabes, composto por 22 nações, abrangendo o norte da África e Ásia Ocidental, com 360 milhões de habitantes, tem sua economia baseada na extração do petróleo. Se a paz fosse buscada e concretizada todos ganhariam, mas o fanatismo e o radicalismo de algumas facções árabes não o permitem. Portanto, é de se supor que o conflito continuará acontecendo; tomara esteja errado. Torçamos pela paz permanente!

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