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Coluna Jaime De Paula | 5G no Brasil abre um mundo de oportunidades e desafios
18 de Julho de 2022

Coluna Jaime De Paula | 5G no Brasil abre um mundo de oportunidades e desafios

Não podemos esquecer que há muito a se fazer para que a tecnologia se expanda além da bolha

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Por Jaime de Paula 18 de Julho de 2022 | Atualizado 18 de Julho de 2022

A tecnologia 5G chegou ao Brasil! A cidade de Brasília foi a primeira a receber a experiência completa desse sinal e até o final de setembro todas as capitais devem ter liberado o full 5G. O clima é de expectativas diante das portas que se abrem com essa nova geração de internet móvel. Ainda pode ser difícil dimensionar o impacto da revolução que está por vir, mas posso afirmar que estaremos mais conectados do que nunca e de todas as formas possíveis.

A chegada da rede 5G é extremamente necessária frente ao ritmo crescente de consumo de dados que beira o colapso dos serviços se não avançarmos em tecnologias. As bandas existentes já se encontram congestionadas, principalmente com o aumento da popularidade do streaming de vídeo e música.

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Para se ter ideia da dimensão disso tudo, com a tecnologia 5G você vai conseguir baixar um filme de alta definição em mais ou menos um minuto! Piscou, baixou – simples assim. A velocidade do 5G, que funciona por ondas de rádio, pode ser até 100 vezes mais rápida do que a 4G. Por isso, vejo com muito otimismo todo esse movimento que se inicia no nosso país.

Mas quais serão os benefícios em curto prazo? Sem dúvida: uma maior velocidade de conexão, tanto para baixar quanto para enviar arquivos. Destaco ainda a agilidade que teremos no tempo de resposta e uma estabilidade muito superior em relação à conexão que temos hoje. O 5G vai conectar as coisas, tudo que possamos imaginar estará interligado a todo tempo. Novas formas de interação serão criadas e o smartphone, inclusive, tende a se tornar obsoleto frente ao potencial da quinta geração de internet móvel.

É fato que com o avanço da tecnologia pelo Brasil, a nossa vida não será mais a mesma – a previsão é de que até setembro de 2029, todas as cidades brasileiras tenham a tecnologia disponível. A rede 5G chega para derrubar as barreiras da conectividade: o céu será o limite. Estamos diante da inteligência artificial, da realidade aumentada, do reconhecimento facial, dos universos virtuais. Acredito que num futuro não tão distante, dispositivos que possam monitorar a nossa saúde e alertar os médicos em tempo real se tornarão populares, ou que uma tropa de drones seja lançada em uma missão coordenada de busca e resgate. O 5G também será fundamental para que veículos autônomos se comuniquem e leiam mapas e dados de tráfego ao vivo.

Projeto com entusiasmo todas as perspectivas de inovação que essa nova tecnologia pode nos proporcionar. Sem falar na economia, com geração de mais empregos, aumento na produtividade, possibilidades de novos produtos, serviços e negócios. Segundo estudo realizado pela consultoria global Accenture, o 5G deve gerar na Europa um aumento de mais de 2 trilhões de euros em vendas até 2025. Já nos Estados Unidos, esse valor deve ultrapassar 2,7 trilhões de dólares.

Até aqui falamos de todas as coisas boas que essa quinta geração pode proporcionar e isso é fascinante mesmo, porém, em se tratando de Brasil, precisamos lançar o olhar para outras questões importantes neste cenário. Um país de tantas desigualdades sociais não terá uma inclusão digital igualitária. Enquanto o 5G chega às capitais, não podemos ignorar que mais de 300 cidades ainda não possuem 4G, conforme divulgou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Infelizmente, a desigualdade está presente também no acesso às tecnologias. Isso ficou muito evidente na pandemia da Covid-19, principalmente no ensino remoto, quando algumas crianças tinham uma conexão de altíssima qualidade enquanto outras ficavam isoladas, sem qualquer acesso. Para tentar diminuir um pouco dessa disparidade, o edital do 5G estipula a implementação do 4G nas cidades e localidades que ficaram para trás – e espero que realmente possamos avançar. Afinal, são 7% das cidades brasileiras que ainda estão no 3G ou, pior, sem internet alguma.

O 5G, enfim, chegou ao Brasil, e há motivos sim para comemorar. No entanto, não podemos esquecer que há muito a se fazer para que a tecnologia se expanda além da bolha. Essa nova realidade – repleta de oportunidades e potencial – precisa ser experienciada de maneira massiva. A internet das coisas veio para ficar e o desafio agora é disseminá-la pelo Brasil para que os seus benefícios possam ser sentidos por todos.

Obrigado pela leitura e até o próximo conteúdo!

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