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Coluna Inovação | As estratégias de Resultados Digitais e Involves para expansão na América Latina
26 de Julho de 2018

Coluna Inovação | As estratégias de Resultados Digitais e Involves para expansão na América Latina

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Por Fabricio Umpierres Rodrigues 26 de Julho de 2018 | Atualizado 26 de Julho de 2018

Nesta quinta-feira, 26 de julho, a Involves leva a Santa Cruz de La Sierra a primeira edição internacional de seu evento itinerante AEx Pocket, que deve reunir entre 100 e 200 profissionais de trade marketing. O mercado boliviano representou a primeira experiência da empresa catarinense, que completará 10 anos em 2019, com parcerias locais e canal de vendas internacional. Mas o foco prioritário na América Latina, aponta o CEO e cofundador André Krummenauer, são países maiores e mais maduros economicamente, como México e Colômbia.

Os mesmos alvos em que mira a Resultados Digitais, líder em software para automação de marketing, que também levou para fora do país seu evento itinerante RD On the Road, realizado em maio e junho passado em Bogotá e na Cidade do México, respectivamente. As empresas atuam em mercados diferentes, mas compartilham estratégias muito semelhantes para conquistar clientes fora do país. Por exemplo: trazer profissionais dos países em que buscam atuar, treiná-los por alguns meses na sede, em Florianópolis, e depois levá-los de volta em companhia de um par brasileiro para montar a dupla base de atendimento. Nada de “chegar chegando”, com alto custo e estrutura nababesca, mas seguindo a mesma ideia enxuta, de lean startup, que marcou o desenvolvimento destas duas empresas que figuram entre as maiores do setor na cidade.

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A RD inaugurou recentemente escritórios nas capitais do México e Colômbia, onde tem em média 200 clientes em cada país. Apesar de o mercado nestes países não ter o mesmo nível de maturidade de inbound marketing do Brasil, o CEO Eric Santos afirma que é possível crescer lá de maneira mais acelerada do que aqui: “a curva de crescimento é mais rápida do que no Brasil. Quando começamos o projeto a ideia era repetir o que fizemos aqui, e isso levou seis anos. Hoje quando olhamos essa curva, dá pra crescer e chegar no tamanho hoje do Brasil em cinco, talvez até quatro anos. E se esse modelo funciona, levamos a fórmula para outros lugares”. Esses outros lugares são Argentina, Portugal e Espanha, que juntos somam mais de 100 clientes e que podem, no ano que vem, receber escritórios próprios da RD.

A Involves tem clientes fora do Brasil há quase cinco anos, quando iniciou um projeto de gestão de trade marketing em pontos de venda da Motorola na Argentina – e os bons resultados levaram à utilização do software em outros países latinos. Segundo Krummenauer, a operação internacional tem crescido proporcionalmente em relação aos clientes no Brasil: nos últimos quatro anos, o mercado externo representa cerca de 10% do faturamento, que bateu em R$ 18 milhões em 2017.

A semelhança nas estratégias das duas empresas não é um mero “copia e cola”. Há muita troca e colaboração no ambiente de tecnologia na cidade – no início do ano, a Involves organizou um bate-papo em que várias empresas com experiência fora do país compartilham erros, acertos e dicas pra quem quer exportar. A Acate criou um grupo temático sobre internacionalização para que a iniciativa tenha sequência e envolva mais pessoas. “É um movimento que não era muito forte até então. E isso é muito importante porque Floripa – e o Brasil como um todo – é  um mercado que ainda não se vê com potencial global”, defende.

Enquanto uns vão, outros chegam…

Aos poucos, outras empresas com sede fora da Capital – e do Estado – começam a colocar os pés na cidade que conta com o maior número proporcional de startups do país. É o caso da Moskit CRM, desenvolvedora de software para relacionamento com clientes e que tem sede em Londrina (PR). Na equipe de 14 pessoas que se instalou no coworking SoHo (também conhecida como a “antiga sede do DC”) estão duas novas aquisições da empresa, Eduardo Rodrigues e Kayuá Freitas, que atuam há anos no mercado local de tecnologia e vêm para acelerar a parte comercial – a outra metade de colaboradores se mantém no norte do Paraná. Para o CEO Daniel Semaan, a operação catarinense será fundamental para a perspectiva de crescer 100% no ano que vem.

Outra que chega para buscar espaço no mercado local é a Asaas, fintech de Joinville e que trouxe a Florianópolis um business developer para fazer conexões com possíveis e clientes e novos parceiros. A empresa tem hoje 45 colaboradores no norte do Estado e prevê um crescimento acelerado no próximo ano, em torno de 250%.

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