Coluna Guilherme da Luz | Último dia de Web Summit tem vitória portuguesa e garantia de fundos para mais startups
05 de Novembro de 2021

Coluna Guilherme da Luz | Último dia de Web Summit tem vitória portuguesa e garantia de fundos para mais startups

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Por Guilherme da Luz 05 de Novembro de 2021 | Atualizado 05 de Novembro de 2021

O encerramento Web Summit de 2021 nesta quinta-feira teve a participação do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, no que foi um dia de conquistas para o país. O evento, que acontece em Lisboa desde 2016, é um marco de uma virada do país tanto na sua imagem como na economia.

Em pouco tempo a cidade portuguesa começou a receber pessoas do mundo todo, especialmente da Europa, pelos incentivos dados à criação de startups e empresas de tecnologia. Logo a cidade ganhou o epíteto de capital europeia das startups. 

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E isso irá continuar nos próximos anos. O Banco Europeu de Investimento e o governo português se comprometeram à criação de um fundo de 250 milhões de euros (mais de 1,6 bilhão de reais) para as startups portuguesas.

Pedro Siza Vieira, ministro da economia português, afirmou que o acesso a capitais é uma grande dificuldade das empresas nacionais, por isso a necessidade de um fundo do tipo. Neste ano as startups tiveram acesso a quase 500 milhões de euros, valor que é grande, mas muito menor que o da vizinha Espanha, por exemplo.

Mas os investimentos já dão resultados. A empresa portuguesa Smartex foi a vencedora do Pitch, uma competição com 75 startups em que as organizações são apresentadas e um júri e o público decidem qual é a melhor ideia. Das 1200 startups presentes, apenas essas 75 puderam subir ao palco e a cada estágio o nível aumentava até chegar nas três finalistas. 
António Rocha, co-fundador da startup, subiu novamente ao palco nesta quinta para dar mais detalhes sobre a Smartex, que tem como objetivo o combate ao desperdício na indústria têxtil usando câmeras e inteligência artificial para diminuir a produção de lixo têxtil, um dos grandes problemas do setor.

Ela venceu no júri a alemã LiSA (Live Shopping Assistant), uma empresa que visa mudar a compra online usando livestreaming para conectar compradores e marcas, e a Okra Solar, empresa da Austrália, mas que atua no Camboja, e quer resolver o problema da falta de eletricidade em países em desenvolvimento.

A empresa portuguesa foi incubada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e já tem escritórios na cidade chinesa de Shenzhen, em San Francisco (Estados Unidos), além da própria cidade do Porto.  Esta foi a primeira vez desde que o evento foi para Lisboa que uma empresa portuguesa ganhou a competição.

Esse é um importante marco em um processo que tem mais de uma década. Em 2009 uma decisão fruto de um orçamento colaborativo da Câmara Municipal de Lisboa apoiou a criação de uma incubadora na cidade, que ganhou o nome de Startup Lisboa e abriu suas portas em 2012.

Em números de 2019 mais de 400 empresas e fundadores de 40 países passaram pelos programas, que ainda revitalizou dois prédios na histórica Rua da Prata. Para 2022 o novo presidente da Câmara Municipal, Carlos Moedas, afirmou que abrirá uma “Fábrica de Unicórnios” na cidade, para motivar as empresas a não só passarem pelos programas e o ecossistema de Lisboa, mas ficarem lá e expandir seus negócios usando Lisboa como sede.

Além de ser uma das cidades mais visitadas do mundo por sua importância histórica, com monumentos e museus incríveis, além da incrível gastronomia, noite e tempo bom para os padrões europeus, Lisboa sem dúvidas está se tornando um centro de tecnologia, inovação e ideias, modernizando sua economia e causando uma verdadeira mudança na sua exposição ao mundo. Quem vier ao Web Summit em 2022 poderá ver tudo isso. Os ingressos já estão à venda para o evento, que acontecerá entre os dias 1 e 4 de novembro.

 

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