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15 de Março de 2019

O público em salas de cinema no ano de 2018 foi de 161 milhões de pessoas

A indústria do cinema movimenta 25 bilhões de reais ao ano, uma fatia equivalente a 0,46% do PIB brasileiro, seja em produções ou em bilheterias. O mercado emprega 98 mil pessoas em todo o país, só as empresas exibidoras empregam cerca de 14.297 pessoas (dados de 2015) e possuem 3.356 salas de cinema no país segundo dados divulgados pela ANCINE em 2018. Só no estado de Santa Catarina foram abertas 17 novas salas no ano passado. O público em salas de cinema no ano de 2018 foi de 161 milhões de pessoas, o que representa um recuo de 11,2% em relação a 2017 divulgou a ANCINE. Esse foi o segundo ano de queda e o que impulsionou isso foi a performance dos filmes estrangeiros, já que os filmes brasileiros apresentaram um crescimento de 34% em relação ao ano anterior.

Ainda, segundo a ANCINE, as obras brasileiras voltaram a ultrapassar a marca de 20 milhões de ingressos vendidos. O preço médio do ingresso em 2018 foi de R$ 15,13 e está no patamar mais baixo desde 2011 ao incorporar o cálculo de inflação do período. O filme estrangeiro que teve maior público ano passado foi Vingadores: Guerra Infinita com 14.241.590 de pessoas e logo em segundo lugar a produção brasileira Nada a Perder 11.435.182 de pessoas. Isso ajudou o índice de crescimento do cinema nacional. A Disney foi a melhor distribuidora e o Cinemark foi o melhor grupo exibidor. Confira na tabela abaixo o desempenho dos 10 melhores em cada categoria.
 


 

O Brasil vem ampliando o volume de obras e o acesso do público a elas mas ainda estamos muito longe do nível norte-americano. A boa notícia é que 100% das salas de cinema brasileiras são digitais – tecnologia que facilita e barateia a distribuição de filmes e melhora a qualidade das projeções. Segundo dados do Festival de Cinema de Gramado entre 2002 e 2017, período de existência da Ancine, os ingressos vendidos somaram 2,6 bilhões de reais e, apesar de atravessar momentos mais favoráveis ao cinema nacional e outros menos, o público se mantém crescente.

As televisões também tem um mercado expressivo, principalmente nos canais a cabo, que precisam atender à lei de cotas estabelecida pelo Governo Federal em 2011. No período em que está em atividade, já foi possível verificar um crescimento de 425% no volume de produções brasileiras nas grades da TV. Notamos aqui um bom negócio já que os canais estão satisfeitos e suas produções estão com ótima audiência.

Além disso, estão surgindo novos empreendimentos na área como a Box Cinematográfica uma iniciativa da Rosebud (clube de assinatura para amantes da sétima arte e empresa germinada do Instituto Gênesis da PUC-Rio).  Cada mês a Box traz um tema com filmes selecionados pelos seus curadores, conteúdos informativos, posters, mimos cinéfilos e seu objetivo é fazer com que os membros tenham acesso a cinematografias diferentes e a novos olhares sobre a sétima arte.

Você tinha ideia do tamanho dessa indústria? Que tal curtir mais o cinema pra aumentarmos esses números? Envie suas sugestões para o e-mail cinema@acontecendoaqui.com.br

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    COLUNA CINEMA é produzida por duas mulheres apaixonadas por cinema e publicada semanalmente. Jessie Lodi, Publicitária e Especialista em assessoria de marketing e comunicação e gestão de negócios, e Valdirene Teixeira, Economista e atuante no marketing e comunicação há dezoito anos, com atividades de docência, coordenação e direção.