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Coluna Carreira | Conheça um pouco da trajetória de Marcelo Pirani, diretor da ABRH-Associação Brasileira de Recursos Humanos
10 de Outubro de 2022

Coluna Carreira | Conheça um pouco da trajetória de Marcelo Pirani, diretor da ABRH-Associação Brasileira de Recursos Humanos

Dar e receber feedback , para mim é uma das maiores competências a serem desenvolvidas pelos líderes.

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Por Prof Jonny 10 de Outubro de 2022 | Atualizado 11 de Outubro de 2022

Marcelo Pirani é Sócio-Diretor na Cenarium Training. Jornalista, especialista com ênfase em Liderança, Desenvolvimento de Equipes de Alta Performance, Gestão de Mudanças, Relacionamento Interpessoal, Coaching de times, Comunicação e Técnicas de Apresentação e Comunicação em Público. Já atuou nas maiores empresas do Brasil, tendo treinado mais de 25.000 líderes em todos os níveis. Tem MBA pela ESPM-Escola Superior de Propaganda e Marketing e especialização em Educação Corporativa pela Columbia Business School.

Desde nosso primeiro contato, Marcelo mostrou-se muito solícito em contribuir com a coluna, respondendo de forma bem aberta sobre diferentes assuntos, como decisões, relação entre tecnologia e humano, feedback, entre outros pontos. Espero que o leitor aprecie esta entrevista.

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Quais principais decisões foram tomadas, sobretudo no início de carreira, que definiram sua trajetória profissional?

Avalio que sempre pautei minha carreira por aquilo que me trazia paixão,que me entusiasmava e que eu entendia valer a pena investir meu tempo e dedicação. Creio que era – e é – isso que estimulava meus passos. Buscar caminhos mais adequados para a carreira naquele momento, mas sempre me esforçando para encontrar algo que tivesse ao meu alcance, não só de competências mas também do coração – não necessariamente nesta ordem. Sempre foi relacionado à vontade, atitude de fazer acontecer. Sou uma pessoa da área de humanas. Muito da minha carreira está focado nessa questão. Olhar para esse aspecto fundamental. Então, talvez muito antes de perceber que era propósito, já fazia intuitivamente. Depois, compreendi a definição e entendi que era- e é – propósito de vida.

 

Considerando a abordagem exposta em seu artigo sobre a parceria entre Tecnologia e Humano, como o profissional pode melhor se preparar para o futuro?

Creio que cada vez mais o profissional deva ter, ou desenvolver, o despertar da curiosidade. Buscar novos conhecimentos e aprendizados. Desenvolver novas habilidades, sejam elas no âmbito profissional dentro do seu próprio trabalho e necessidades profissionais e também fora delas. Porque, caso queiramos, estamos sempre aprendendo exercitando a cognitividade. Então, por exemplo, muita gente começou um hobby durante a pandemia. Percebeu que poderia evoluir como atividade – até principal inclusive. A partir do momento em que você decide fazer algo, perceber-se aprendendo , buscar aprimorar-se com adaptabilidade, flexibilidade e, reforçando, curiosidade.

 

Quais sugestões você daria para melhor preparar o profissional para dar e receber feedbacks?

Dar e receber feedback , para mim é uma das maiores competências a serem desenvolvidas pelos líderes. Acredito que adotar uma ferramenta e promover um ambiente adequado para dar e receber feedback é papel de todos. Cabe aos líderes entenderem qual é a ferramenta adequada para que este possa ser um exercício habitual, quase cotidiano, olhando muito para o comportamento. A técnica é mais fácil de medir – entendendo as dificuldades de implementá-la e operacionalizá-la. Quando falamos de comportamento, aprimoramos o alinhamento de compreensões – que podem ser bem distintas – e nos levam a uma crescente e importante clareza. A sugestão fundamental que menciono costumeiramente é que possamos criar ambientes amigáveis ao feedback. Que ele não seja compreendido como uma ferramenta de punição, mas sim de evolução positiva. Acredito que feedback é sempre um presente. Ao final, caso eu esteja corrigindo alguém sobre um equívoco cometido, e a intenção é contribuir para melhorar, então eu estou auxiliando-a na evolução. E caso eu queira reforçar algo que a pessoa fez adequadamente, também há a essa contribuição. Portanto, o olhar é sempre para que as pessoas tenham clareza de que feedback tem como resultado a positividade.

 

Que recomendações daria ao profissional que deseja melhor se preparar?

Cada vez mais estudar. Continuar evoluindo. aprendendo dentro das suas perspectivas, metas e objetivos, entendendo qual deve ser o olhar mais apropriado para esse desenvolvimento. Se conhecer, trabalhar bastante as habilidades de inteligência emocional e, consequentemente, maturidade emocional. Perguntar-se : Por quais caminhos escolho aprender e desenvolver? Onde vou utilizar esse aprendizado? E de que forma vou utilizá-lo ? Uma dica seria que o profissional registre sempre quando ele aprende algo novo, entender como foi o processo de aprendizagem. De que forma aprende. Costumo dizer que, por vezes, ao analisar uma competência, somos perguntados: de 0 a 10 quanto você se avalia nessa competência? Daí, respondemos, por exemplo, 8. A sequencia natural é que foquemos no que falta para chegar a 10 e acabamos por esquecer que de zero a 8 houve um grande aprendizado que deve ser utilizado e que pode facilitar o caminho do aprimoramento. Entender o que impulsionou, lições aprendidas, boas práticas, pode facilitar muito para atingir novos níveis de excelência e melhoria contínua. Estar muito atento a esse aspecto pode impulsionar muitas carreiras e times.

 

Um dos elementos marcantes de seu perfil é o fato de ser diretor de Relações Educacionais da ABRH. Você poderia compartilhar quando e como ocorreu sua aproximação com esta associação?

Eu acredito verdadeiramente que o profissional só se completa quando consegue dedicar uma parte de seu tempo a um – ou mais – trabalho(s) voluntário(s). Isso sempre foi muito presente em minha vida, desde menino. Em 2013, eu palestrei no CONARH – Congresso Nacional de Gestão de Pessoas – e após isso sempre procurei me manter próximo à ABRH. Atuei como responsável pelas palestras magnas do evento e integro o comitê desde 2016. Em 2020, assumi a diretoria do CONARH. A minha vertente para a educação é muito proeminente. Me dedico exclusivamente a ela há cerca de 20 anos. Entendo que ao me aproximar da ABRH, e sempre me dedicar bastante, houve o entendimento que seria adequado eu estar à frente desta iniciativa. Acredito que como o atual presidente, Paulo Sardinha, é muito sensível a esta questão, acabou por entender que a mais adequada posição para que efetivamente contribuísse seria realizando essa aproximação educacional. Já atuei também na Seccional São Paulo, da ABRH como Diretor de Relações Institucionais, na gestão do presidente Guilherme Cavalieri, o que me deu oportunidades, também de ampliar a atuação para outros campos.

 

Quais seriam as principais linhas de ação da Diretoria de Relações Educacionais da ABRH, sob sua responsabilidade?

Cada vez mais estar próximo a instituições que possam contribuir com as pessoas em todos esses aspectos que eu trouxe,. Auxiliar aos profissionais a compartilhar, evoluir, ir adiante. Estar perto de pessoas que queiram também contribuir com esses aspectos . Todos são muito importantes. Então, é buscar e primar pela educação. Acredito que transformamos vidas quando falamos de educação e quando começamos por ela. Entendo que podemos transformar povos e instituições. A educação é essa vertente de construção coletiva, colaboração, evolução constante. Por isso para nós na ABRH queremos sempre estar ao lado de instituições e pessoas que efetivamente queiram fazer a diferença.

 

Você gostaria de citar aqui duas ou três recentes ações da ABRH em geral, ou de sua diretoria, que considera que sejam mais relevantes ou estratégias para conhecimento do público em geral?

A ABRH Brasil vem promovendo diversas ações sempre buscando permitir aos profissionais da área de RH – e consequentemente outras também – a evoluirem constantemente. Muitos eventos : Cito aqui o CONARH – O maior evento e RH da América Latina e um dos maiores do mundo, com mais de 20.000 participantes, O ConarhSaúde que traz a visão desta importante área e que promove o selo Empresa Saudável, iniciativa que conta com o apoio de diversos parceiros importantes. Os Fóruns de Diversidade, Tecnologia, ESG e o de Gestão de Pessoas Pelo Mundo. A Academia de Liderança tem muitos webinares com os mais diversos assuntos, além de diversas parcerias internacionais. Vale aqui lembrar também o trabalho dedicado e voluntário das seccionais espalhadas pelo país e que estão sempre atentas às importantes questões ligadas ao RH.

 

Lições de carreira

Além da referência ao artigo, mencionado numa das primeiras perguntas, deixo ao leitor este link para o podcast sobre o poder do feedback. As mudanças que vêm ocorrendo no mundo do trabalho nos últimos anos, aceleradas com a pandemia, demandam cada vez mais um profissional diferencial, conforme expressa Marcelo num de seus artigos: “O profissional terá que olhar para si mesmo, analisar suas reações diante das situações e tomar decisões, com mais autonomia, responsabilidade e, sobretudo, rapidamente. Tudo isso, considerando que o trabalho será cada vez mais em equipe, o que demanda entender a empresa como um todo e analisar o cenário constantemente”. Neste contexto, profissionais como Marcelo Pirani e instituições como a ABRH desempenham um papel essencial para todos que estão repensando suas carreiras.

Pense sobre isto!
Grato pela leitura. Nos encontramos no próximo artigo!

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