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Coluna Ana Lavratti | Souvenir de um sonho…
01 de Agosto de 2016

Coluna Ana Lavratti | Souvenir de um sonho…

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Por Ana Lavratti 01 de Agosto de 2016 | Atualizado 01 de Agosto de 2016

Cheguei!!

Retomo hoje a coluna no Acontecendo Aqui com a visão vertendo Verão; o olfato lotado de jardins, o tato transbordando lembranças tocantes, a audição aguçada em convívios cosmopolitas e o paladar tomado de Maple… o suave xarope extraído da planta símbolo do Canadá.

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Durante o mês de julho, eu, meu marido e nossa filhinha, de 10 anos, percorremos 4.500 quilômetros entre nove cidades. Foram dois países, dois idiomas e um infalível encantamento: pela forma fantástica com que as cidades do Canadá e dos Estados Unidos exploram seu potencial turístico. Dos lagos cristalinos à selva de vidros povoada por arranha-céus, cada quadra é valorizada, otimizada, catapultada a destino de multidões.

Jornalista, moradora convicta de uma ilha vocacionada para o turismo, e Diretora adjunta de comunicação da Associação FloripAmanhã – pela esperança de que Floripa avance de forma ousada e sustentável – eu não poderia deixar de anotar e compartilhar algumas experiências vivenciadas no exterior, tão propícias a serem adotadas por aqui.

Entre as cidades “show” que visitamos, Chicago e Detroit nos Estados Unidos, Toronto, Montreal, Quebec City, Ottawa, Sherbrook, Niagara Falls e Niagara on the Lake, no Canadá, todas ofereciam programações infantis fantásticas, orlas humanizadas – com lazer full time para todas as idades -, opções gastronômicas, culturais e esportivas de dar um nó na agenda e outro, bem apertado, no coração… pela incapacidade de se estar em muitos lugares ao mesmo tempo.

Nossos eleitos, naturalmente, foram em clima de Verão, como mostra a Galeria de Fotos desta segunda-feira. Em Chicago – além da corrida de rua que me rendeu o máximo de suor e sorrisos -, a pedida foi o Taste of Chicago, que atraiu quase 1 milhão e meio de visitantes durante cinco dias sob a eficiente guarda da SWAT. Realizado no Grant Park há 36 anos, o festival reúne versões “food truck” dos melhores restaurantes da região. Com vários shows simultâneos, o evento é um tumulto, mas com jardins suficientes pra gente desviar da muvuca e armar um piquenique. O nosso, fazendo jus ao sobrenome Doniak do meu marido e da minha filha, teve menu legitimamente ucraniano.

Outro programa 100% Verão foi assistir – no conforto de um camarote ao ar livre – a um Campeonato Internacional de Fogos de Artifício. Realizado em uma ilhota adjacente à grande ilha que abriga Montreal, o festival é realizado em etapas, com os shows iniciando pontualmente às 22h. Para facilitar o acesso, a polícia esvazia a ponte e às 9 em ponto, ainda com sol alto, libera a passagem dos pedestres, que na falta de ingresso fazem da ponte a mais propícia arquibancada. Nós compramos os tickets, ainda no Brasil, para a etapa Suíça com o tema Emoticons, sem jamais imaginar o tamanho da emoção que estava por vir.

Em Niagara Falls, fazendo jus à multidão multinacional que aporta por ali todos os dias, o show de fogos sobre as quedas d’água também começa pontualmente, às 22h, três vezes por semana. São menos de 10 minutos, mas a estratégia, inteligente, já é suficiente para que milhares de turistas desistam de retornar a Toronto (a cerca de uma hora e meia, de carro) para o pernoite. O resultado, claro, são restaurantes, hotéis, golfes indoor e museus inusitados – como o Ripley’s Believe it or not e o Louis Tussaud’s Waxworks – lotados na pequena e concorrida cidade que faz a ponte entre o Canadá e os Estados Unidos.

Capital do Canadá, Ottawa – sem qualquer demérito na comparação – está mais para maquete de Londres. Responsável pela gestão de um país que ainda se reporta à Coroa Britânica, o Parlamento é o Centro de todas as atenções, desde a vida real, dos nativos, à quase “surreal”, dos turistas, que têm em uma única colina o destino de seus melhores programas. Construído às margens do Canal Rideau (Patrimônio Mundial da Unesco que é fruto de uma barragem erguida com fins militares em 1832), o Parlamento proporciona três programas gratuitos: a Troca da Guarda com seus mil protocolos, às 10 da manhã, visitas guiadas pelo interior do palácio até as 16h, e um show em 3D, com a história do Canadá projetada na gigante fachada do prédio, diariamente, às 22h. Os jardins ainda são palco para aulas de ginástica, cerimônias militares e um batalhão de corredores de rua, e inevitavelmente viram QG oficial dos turistas, com providenciais escapadas para o Museu de Belas Artes e a Catedral de Notre Dame, logo cruzando o Canal.

Por fim, dos programas ao ar livre, não posso deixar de mencionar o privilégio de estar na Rogers Cup, o terceiro torneio de tênis mais antigo do mundo. A etapa feminina é realizada em Montreal e a masculina em Toronto, onde estivemos na semana passada. Surpreendente, confesso, é a quantidade de programas infantis oferecidos extra-quadras, pras crianças se divertirem muito enquanto os pais torcem até não poder mais. Performances do Cirque du Soleil, games altamente tecnológicos – com os ídolos dando autógrafos a distância – e as brincadeiras mais lúdicas, como a confecção de “carinhas” nas bolinhas de tênis, são apenas algumas das muitas atividades que fizeram minha filha se sentir num parque de diversões… Assim, com o espírito borbulhando inspiração, retomo meu métier por aqui, com a promessa de mais novidades, todos os dias, às 11 da manhã.

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