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Cinco lições de Neil Patel sobre marketing e inteligência artificial
19 de Maio de 2024

Cinco lições de Neil Patel sobre marketing e inteligência artificial

Aplicações da IA nas atividades do dia-a-dia das organizações - do compliance ao recrutamento e retenção de talentos. 

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Por Cristiane Soethe 19 de Maio de 2024 | Atualizado 26 de Maio de 2024

Em passagem pelo Brasil, Neil Patel – considerado um dos principais influenciadores da web pelo The Wall Street Journal e integrante da lista dos 100 melhores empreendedores do ex-presidente Barack Obama antes de completar 30 anos – falou sobre o assunto do momento: inteligência artificial. Segundo ele, a IA é para todos, não apenas para grandes empresas. E seguindo essa linha de raciocínio, o especialista mencionou as diversas aplicações da IA nas atividades do dia-a-dia das organizações – do compliance ao recrutamento e retenção de talentos.

Na coluna de hoje destaco cinco aplicações da IA apresentadas por Neil Patel como forma de impulsionar o crescimento da receita pelo digital:

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  • Um dos pontos mais interessantes, ao meu ver, é o uso da IA como ferramenta de previsão do comportamento do consumidor. Patel destaca que as IAs processam e analisam grandes conjuntos de dados, usando algoritmos de aprendizado de máquina para identificar padrões complexos que seriam impossíveis de detectar por olhos humanos ou análise tradicional. Assim, podem lidar com grandes volumes de dados de forma rápida e eficiente, permitindo que as empresas tomem decisões baseadas em dados em tempo real. Com o uso da IA é possível analisar o comportamento e as preferências do consumidor para criar ofertas e campanhas de marketing personalizadas, aumentando o envolvimento e as taxas de conversão. A tecnologia ainda pode identificar possíveis riscos e anomalias nos dados, permitindo que as empresas atenuem proativamente os riscos e evitem possíveis armadilhas.

 

  • A IA pode realmente ser o gênio criativo por trás da próxima grande campanha de uma marca? Para Neil Patel, a resposta é sim. Ele citou como exemplo a campanha dos 70 anos da Volkswagen no Brasil, que recriou a imagem de Elis Regina com o uso de inteligência artificial. Para que esse tipo de campanha tenha bons resultados,  sugere começar com experiências com ferramentas de IA em campanhas menores, acompanhar os resultados, comparar as métricas de engajamento das campanhas orientadas por IA com as tradicionais, obter feedback e refinar os resultados criativos da IA. Só depois disso, então ampliar o uso da inteligência artificial em grandes campanhas.

 

  •  Influenciadores virtuais e seu impacto na percepção da marca.  Eles podem realmente se conectar com públicos humanos e gerar fidelidade à marca? Segundo uma pesquisa da Influencity,  os influenciadores virtuais têm quase três vezes mais engajamento do que os influenciadores reais, com uma taxa média de 8,7% em comparação com 2,9%. Tomemos como exemplo a Lu, da Magalu, que mostrou potencial para gerar US$ 16,4 milhões (2022).

 

  • Outro ponto que me chama à atenção é como os assistentes de IA estão moldando o futuro da tomada de decisões nas empresas. O relatório da UKG  “AI at Work Report” mostra que 78% dos executivos C-level afirmam que suas organizações usam IA atualmente, sobretudo para obter insights orientados por dados e recomendações estratégicas em tempo real. Os assistentes de IA são programas de software que usam tecnologias como o processamento de linguagem natural (NLP) para implementar comandos de voz e texto, ajudando os CMOs em tarefas como ler textos ou fazer chamadas telefônicas.

 

  • Recrutamento e retenção de talentos. Até 2025, a automação eliminará 16% dos empregos em marketing nos EUA, mas também criará novas funções, levando a um aumento líquido de 14% nos empregos. Diante deste cenário, Patel destaca a importância de oferecer programas de treinamento e educação sobre inteligência artificial para os funcionários, mostrando como usar as ferramentas e os recursos disponíveis para otimizar tarefas e processos. Além disso, integrar a inteligência artificial às ferramentas de trabalho diárias, como e-mails, calendários e software de gerenciamento de projetos. Outro ponto importante é fornecer as ferramentas necessárias e incentivar os funcionários a experimentar diferentes ferramentas e técnicas de IA em suas rotinas de trabalho, reconhecendo aqueles que  buscam soluções inovadoras.

 

A conclusão é de que a inteligência artificial é uma ferramenta poderosa que pode ser usada para melhorar a receita, a experiência do cliente e o desempenho geral dos negócios em diversas áreas. É, de fato, um caminho sem volta e precisamos continuar aprendendo e desenvolvendo cada vez mais a compreensão de uso da IA nas organizações.

Para mais conteúdo sobre marketing e consumo, acesse meu Linkedin.

*A palestra de Neil Patel em Blumenau foi uma promoção da Venture Hero

 

Imagens: arquivo pessoal.

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