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Série Entrevistas com Fotógrafos de Publicidade – Jeferson Caldart
07 de Março de 2014

Série Entrevistas com Fotógrafos de Publicidade – Jeferson Caldart

imageJeferson Caldart, que trabalha com fotografia  desde 1989, atua nos segmentos de moda e publicidade. Trabalhou nos mercados de São Paulo, Londres, Milão e Paris. Esta radicado em Florianópolis desde 2006, fotografando para clientes como Jorge Bischoff, Skyler, C&A, RBS, Shoppings AJ e outros.

Para mais informações sobre seu trabalho: www.jefcaldart.com.br

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AcontecendoAqui: Como você se tornou fotógrafo e o que te motivou a optar pela profissão?

Jeferson Caldart: Estudava para o curso de Publicidade, entre um curso e outro acabei me especializando em fotografia. Ainda muito novo, logo se tornou um meio de vida.

 

AAqui: O que a fotografia significa além do cenário e do clic?

JC: É uma forma de contar histórias, de se expressar, de retratar comportamentos, ideias e pessoas. Em alguns momentos na nossa área, não existe apenas a oportunidade de retratar momentos, mas também de criá-los, cenas que apenas existem dentro das nossas cabeças e que podemos transforma-las em imagens.

 

AAqui: Que tipo de fotografia desafia mais um profissional como você a buscar o novo?

JC: Não sei se a palavra é desafio, mas o que me motiva é uma boa ideia, um bom layout, um bom tema, a chance de fazer a melhor foto da minha vida, é isso que me impulsiona.

 

AAqui:  Você tem uma expertise ou um segmento de mercado onde atue mais?

JC: Sim, publicidade e moda.

 

AAqui: Qual segmento é o mais complexo na hora de produzir uma fotografia?

JC: As  duas áreas são bastante complexas para produzir, exigem muita pré-produção e boas equipes, profissionais com talentos específicos. Saber montar várias equipes e gerenciá-las são diferenciais importantes para um profissional na nossa área.

Campanhas de moda por exemplo, exigem atualização, direção e gosto para moda. Fotografia publicitária se faz através de uma ideia bastante discutida, compromissada com o resultado e o momento desse ou daquele cliente, onde a técnica é fundamental.

 

AAqui: Qual seu principal concorrente? O outro fotógrafo do seu nível ou os bancos de imagens?

JC: Lógico que muitos de nós perdemos espaço para os bancos de imagens, porém nos abriram outros espaços que são os próprios bancos, gerar imagens para os bancos. Também acho que a fatia do mercado que cabe aos bancos e as produções esta cada vez mais clara para os clientes, suas vantagens e possibilidades. Ainda existe uma grande fatia para as produções que não podem ou não precisam recorrer aos bancos. Quanto a concorrência entre os fotógrafos, a diferença é que hoje as produções não são mais apenas locais, grande parte delas são para outros mercados e concorremos com outros profissionais, não mais apenas com o nosso vizinho, isso muda as exigências e a forma de atuação.

 

AAqui: Considera importante estudar fotografia ou o dia a dia resolve?

 JC: Fui assistente durante 6 anos, e durante minha carreira vi nos meus estúdios vários assistentes se formarem fotógrafos, acho esse o melhor caminho. Na minha opinião é muito importante ter o contato com profissionais da área. Hoje o mercado é muito competitivo e não oferece muitas oportunidades para quem inicia, aprender fazendo o trabalho é um risco muito grande. Ter o contato com profissionais que já atuam e entender o que o mercado espera, não apenas técnica e criatividade, mas também uma forma de conduta, até aonde vai o papel do fotógrafo, isso acho muito importante.

 

AAqui: Qual a sua opinião sobre a lei brasileira que garante os direitos autorais dos fotógrafos?

JC: Como em quase tudo no Brasil a lei e ótima, a aplicação da lei e que não.

 

AAqui: Lugar ou pessoa que fez a diferença na hora da foto?

JC: Vivo nesse mundo de produções há mais de 25 anos, lógico já tive situações em que o modelo ou uma celebridade de qualquer área, com o seu talento, seu encantamento fizeram a foto. Também passei por lugares paradisíacos, praias, montanhas que inspiraram até o mais amador dos fotógrafos. Mas para mim, pela minha essência bastante urbana, ainda tenho uma grande atração por esse tipo de cidade, principalmente as que trazem muitas histórias, como Roma, por exemplo, gosto de cenários assim.

 

AAqui: As agências de propaganda de Santa Catarina valorizam a boa fotografia nas suas campanhas?

JC: As agências para quem trabalho sim, vejo um grande esforço por parte dos produtores, criativos em viabilizar e realizar boas imagens para suas campanhas. As demais, não tenho base para falar, mas vejo um volume muito pequeno de produções para o tamanho que o mercado publicitário de Santa Catarina tem ou pode ter.

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