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7 Perguntas Para Dani Martins, Redator do Ano no 6º Premio Catarinense de Propaganda
17 de Dezembro de 2012

7 Perguntas Para Dani Martins, Redator do Ano no 6º Premio Catarinense de Propaganda

dani_martinsEntrevistamos Dani Martins, redator da D/Araújo Comunicação, agência de propaganda com sede em Florianópolis. O profissional foi eleito pelo 6º Prêmio Catarinense de Propaganda, no último dia 7, como Redator Ano por sua participação nos 28 prêmios recebidos pela agência onde trabalha. Ele fala de sua trajetória profissional, da rotina no departamento de criação das agências e revela quem é o seu grande inspirador na profissão.

 

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AcontecendoAqui – Como começou sua história com a publicidade? Fale sobre sua trajetória acadêmica e as primeiras impressões do mercado de trabalho na época de recém-formado.

Dani Martins – Comecei em 1995 (sim, eu sou velho, [rsrsrs]) na MPM, em Porto Alegre. Eu gostava de ler e escrevia coisas que só eu entendia. Na verdade, na idade em que a gente escolhe uma profissão temos mais dúvidas do que certezas. Eu fiz vestibular para Jornalismo e Publicidade. Passei em Publicidade. Demorei um pouco até estagiar na área. Antes, trabalhei com turismo e fotografia, duas coisas que ainda gosto de fazer quando não estou dentro de uma agência. Na época em que comecei, tinha um cara que ainda usava uma máquina de escrever na criação.

 

AAqui – Consta em seu currículo que você foi estagiar em Londres, na Saatchi&Saatchi. Conte como foi essa experiência de sair do país para conhecer outro mercado e ainda ter a experiência de atuar em uma das agências mais renomadas do mundo.

D. M. – Isso foi em 1997. Eu já estava morando em Londres porque queria viajar um pouco, sair de Porto Alegre. Lá, consegui um estágio que valeu muito. Na minha opinião, os ingleses estão para propaganda assim como os brasileiros estão para o futebol.

 

AAqui – Sua vinda para Florianópolis aconteceu em 2007. Era um sonho antigo como boa parte dos gaúchos têm ou surgiu de alguma oportunidade?

D. M. – Eu vim por causa da cidade, sempre gostei muito daqui. Alguns amigos que já tinham tido experiência no mercado me ajudaram dando dicas e informações sobre as agências.

 

 

AAqui – E aqui na D/Araújo, quais foram seus maiores desafios e como vocês estão lidando com a comunicação digital?

D. M. – Acho que, hoje, em qualquer lugar o grande desafio é entender o que está acontecendo. Isso vale para a economia, para o comportamento humano e para a comunicação. Existe uma ansiedade vigente, em grande parte causada por essa nova relação das pessoas com a tecnologia e os meios de comunicação. Todos querem viralizar suas marcas, gerar “views” e “likes” para o seu negócio. Mas eu acredito que a matemática não seja tão simples. Views não necessariamente significam identificação com a marca. Acho que a tecnologia tem, sim, um papel importante na comunicação. Acho que o erro é esperar que os resultados aconteçam na mesma velocidade com que ela evolui. Construir uma marca é um processo, quase um trabalho de formiguinha.

 

AAqui – Para você, quais são os maiores desafios de um redator publicitário no processo criativo? Existem mesmo job mala e job bom de criar?

D. M. – Eu acho que, hoje em dia, o desafio não é exclusivamente do redator ou do departamento criativo. A revolução digital afetou não só o nosso trabalho, mas, principalmente, a maneira como os clientes enxergam uma agência. A principal característica que se observa em projetos de comunicação bem sucedidos é a capacidade de execução das ideias. Isso requer mais envolvimento e disposição para abrir novos caminhos. Esse é um trabalho que deve ser feito por profissionais de todos os setores. Sobre os jobs mala, existem sim. Acho que os jobs ruins de criar são aqueles que vêm pré-concebidos do cliente, tanto na forma quanto no conteúdo. Isso nos tira um pouco a liberdade e por vezes mata a chance de fazer uma peça legal e que dê resultado. Job bom é aquele em que tu olha para a tua dupla e diz: “Opa, acho que tem coisa boa aqui.”

 

AAqui – Você ganhou o título de ‘‘Redator do Ano’’, entregue no 6º Prêmio Catarinense de Propaganda. Você esperava ser premiado? Para você, o que um bom redator precisa ter?

D. M. – Primeiramente, e eu nem gostaria de precisar falar nisso, acho que é fundamental gostar de ler e escrever. Em algum ponto isso foi subestimado. Acho que quanto maior o nosso caldeirão cultural mais relevante será o nosso trabalho. Precisa gostar de outras coisas além de propaganda. Ela não pode ser o nosso único alimento. Foi um ano produtivo aqui na D/Araújo e isso acabou me dando a possibilidade de ganhar. Quem me conhece sabe minha opinião sobre prêmios. Acho que são importantes, mas não são tudo. A capacidade de enfrentar o dia-a-dia e se reinventar também contam muito.

 

AAqui – Conte pra gente uma pessoa que inspirou você.

D. M. – Meu pai é publicitário, minha mãe professora de português e eu sou péssimo com números. Acho que isso deve ter pesado na minha escolha profissional.

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