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7 Perguntas Para Rodrigo Lapolli, Sócio-Fundador da Neovox
14 de Novembro de 2012

7 Perguntas Para Rodrigo Lapolli, Sócio-Fundador da Neovox

AcontecendoAqui conversou com Rodrigo Lapolli, Sócio-Fundador da Neovox. Rodrigo é formado em Administração de Empresas, pós graduado em Marketing e há 22 atua no Mercado Publicitário.

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AcontecendoAqui – Hoje a Neovox é a maior agência de propaganda de Santa Catarina. Fale-nos um pouco sobre isso?

Rodrigo Lapolli – Nosso objetivo foi sempre ser a melhor, e este é um objetivo contínuo. Acho que essa conquista reflete o fato de fazermos um trabalho consistente para nossos clientes,  buscando obsessivamente resultados. Isso faz com que nossa agência consiga estar sempre em crescimento, com grandes clientes, conquistando novas contas e mantendo uma grande equipe. Importante salientar que não somos uma agência de altos e baixos, ao contrário, buscamos construir uma empresa sólida e perene.

 

AAqui – O ano de 2012 vai ficar marcado na história da Neovox. Um dos sócios da agência afastou-se e outro se dedicou exclusivamente a campanha eleitoral vitoriosa para prefeito de Florianópolis. … um rito de passagem?

R. L. – Bem, na verdade não houve um rito de passagem. Acabei acumulando o comando do atendimento, operação, planejamento e criação, além da gestão da própria Neovox. E aproveitando o momento de mudanças, me dei como missão: estreitar o relacionamento com todos os clientes, melhorar os processos e a operação, inclusive criando uma gerência de novos negócios, uma gerência de operações e um grupo de gestão estratégica, entre várias outras coisas. Conseguimos conquistar uma nova conta e estamos com várias prospecções em andamento. Agora, com a volta do Fábio, tudo ficará mais bem distribuído.

 

AAqui – A Neovox, há bastante tempo, tem uma boa imagem em Santa Catarina em função da operação compartilhada entre os sócios. O que muda com a saída de Juarez?

R. L. – Na verdade, tínhamos uma divisão interna de trabalho. O Juarez cuidava do atendimento, eu era o responsável pela gestão, operação e planejamento de todos os clientes, além da supervisão de criação para o cliente Comper, e o Fábio responsável pela direção de criação da agência, também se envolvendo na produção de nossos trabalhos. Como neste período acumulei todas as funções, estamos definindo agora o formato ideal. Mas com certeza será ainda mais eficiente.

 

AAqui – Há 3 anos, quando realizamos uma entrevista em vídeo com você, registramos a sua explanação de que a Neovox não era só criação. E que um de seus diferenciais estava também no planejamento. Comente sobre essa harmonia.

R. L. – Na verdade temos as duas culturas enraizadas na Neovox, um planejamento sólido e consistente e uma criação que pensa estrategicamente sem abrir mão de grandes ideias. Como tenho dito, os clientes querem inteligência estratégica, informação, conhecimento do consumidor. Exige muito estudo… a criação, não menos importante é a ponta do iceberg, é o que aparece, porém se ela não estiver permeável às questões mercadológicas, o resultado não vem. Por isso uma coisa depende da outra.

 

AAqui – Qual a politica de capacitação e remuneração adotada para manter uma equipe com grande longevidade?

R. L. – Temos realmente uma rotatividade muito baixa de colaboradores, tendo muitas pessoas com muitos anos de Neovox. Acho que o segredo para isso está em uma política de remuneração adequada aos talentos, em um ambiente em que todos possam verdadeiramente se desenvolver. O resultado final é que as pessoas gostam de trabalhar na Neovox e admiram o trabalho que desenvolvem aqui dentro. É um time que se admira e se respeita muito.

 

AAqui – Vocês seguem um estilo semelhante ao da Talent na quantidade de clientes. Poucos e duráveis. Qual a fórmula para essa linha de atuação.

R. L. – Achamos que devemos estar mergulhados no negócio de cada um de nossos clientes, ou seja, dedicação total a cada um deles. Não acreditamos que isso possa ser feito com uma carteira muito extensa. Na Neovox, o papel do sócio é fundamental, então por mais que tenhamos uma grande equipe, fazemos questão de ver pessoalmente tudo que for relevante. Aqui todos colocamos a mão na massa!

Acho que, no final das contas, estamos falando de gerir um negócio e essa é uma questão de convicção, de acreditar em um jeito certo de fazer as coisas.

 

AAqui – Como você acha que serão os negócios das agências de propaganda daqui pra frente? O que empresários e profissionais devem fazer para enfrentar os desafios constantes no setor?

R. L. – Imagino que a tendência é não existir mais a diferenciação entre agência tradicional e digital. As agências digitais terão que migrar também para a mídia tradicional, bem como as agências chamadas tradicionais terão que estar totalmente integradas ao mundo digital. Aliás, isso já está acontecendo nos grandes centros do país. Sou otimista, acredito que o mercado esta amadurecendo e que teremos um crescimento constante e duradouro.

Para mim o maior desafio é ser relevante, agregando inteligência ao negócio de cada cliente. Propaganda é um negócio muito sério e que deve ser levado a sério, começando por nós publicitários.

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