A publicidade nem sempre está ligada à reprodução da verdade. Um exemplo disso é a campanha chamada “Somos Todos Paralímpicos”, que foi alvo de muita polêmica, pois trazia dois atores – Cléo Pires e Paulo Vilhena, no caso – representando atletas paralímpicos. Desenvolvida com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, a propaganda mostrou os atores como atletas amputados de braço e perna. A proposta era falar sobre representatividade mas, para grande parte dos internautas e para os atletas paralímpicos, a campanha não dizia a verdade e não fazia o menor sentido.
Para Myrtes Mattos, sócia-diretora da Satrápia, esse é um exemplo do caminho que a publicidade não pode seguir. Para ela, a inovação nesse segmento depende justamente da ligação com a verdade. Não por acaso, ela faz parte de uma empresa que nasceu justamente focada nessa ideia – ela define a Satrápia como uma “agência de publicidade do futuro”, que faz comunicação tendo como base contextos e realidades.
Motivação
A executiva, que fará parte do painel “O que a sua empresa precisa para criar uma cultura de inovação“, comenta que a atitude de inovar não é algo novo. “A inovação já existe desde as primeiras necessidades e demandas humanas”, explica. Contudo, ela destaca que as empresas estão criando causas às quais se adaptar, ao invés de entender o contexto em que estão inseridas. Embora acredite que não há uma receita para as empresas que querem ser inovadoras, ela destaca: “não adianta gastar dinheiro com histórias que não são reais, é preciso fazer algo em que haja verdade”, argumenta. E conclui: “não adianta mais vestir uma camisa, mas é necessário ser a camisa”.
