Não é de hoje que o nome das ruas no Brasil homenageiam muitas pessoas que tiveram papeis não muito “agradáveis” na sociedade. No dia em que o golpe militar de 1964 completou 53 anos, 31 de março, as ruas que homenageavam militares que infringiram direitos humanos tiveram seus nomes trocados por ditadores mais conhecidos.
A iniciativa faz parte da campanha “Ruas da Vergonha” que traz à tona o fato de que assassinos e torturadores não podem ganhar homenagens oficiais, não importando se mataram dez ou 10.000 pessoas.
A ação é uma parceira da Cheil Brasil, agência pertencente à Cheil Worldwide, com o Núcleo Memória, que atua nas questões referentes à memória política e à defesa dos direitos humanos.
As ruas escolhidas para receber a ação prestam homenagens a Alcides Cintra Bueno Filho, Filinto Müller, Henning Albert Boilesen, Milton Tavares de Souza, Octávio Gonçalves Moreira Junior e Sérgio Fernando Paranhos Fleury.
A ação é uma continuação do projeto “Ruas da Memória”, lançado em 2015 pela Prefeitura de São Paulo (que alterava o nome de locais que homenageavam repressores, renomeando as ruas com figuras da luta contra a ditadura militar no Brasil).
