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Coluna Ana Lavratti entra em espírito de férias: seja bem-vindo ao paraíso do Pacífico
01 de Julho de 2016

Coluna Ana Lavratti entra em espírito de férias: seja bem-vindo ao paraíso do Pacífico

Por Ana Lavratti 01 de Julho de 2016 | Atualizado 03 de Dezembro de 2021

** Enquanto desfruto as férias 2016, deixo aqui um pouquinho do que provei e aprovei do outro lado do mundo em 2000, 2014 e 2015. Aloha!!!

 

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     Imagine seis grandes ilhas isoladas por uma imensidão azul de fazer inveja ao próprio céu. Adicione a esta natureza exuberante o sol mais fiel, todo o perfume da cultura Polinésia e um festival de referências a destinos irresistíveis nos Estados Unidos: o conforto dos resorts das Bahamas, a organização e os serviços das grandes metrópoles, grifes de luxo geminadas à la Beverly Hills e atrações infantis para qualquer um virar criança, feito os parques de Orlando. Agora é só misturar e… aloha!! Bem-vindo ao Havaí.

     Encravadas em pleno Pacífico, a cinco horas de voo de Los Angeles e nove horas de Tóquio, as ilhas havaianas são um legítimo abraço entre as culturas do Ocidente e do Oriente. Com clima ameno durante o ano inteiro e uma diversidade no receptivo que vai do cheese ao sushi, o Havaí recebe em média 215 mil visitantes por dia, que respondem, diariamente, por um gasto superior a US$ 40 milhões.

     Quase sempre o destino é O’ahu, a ilha que abriga a Capital do estado, Honolulu, e praias que são a personificação do paraíso… com visões e versões para todos os gostos. A cosmopolita Waikiki oferece os maiores hotéis, um calçadão em ebulição permanente, grandes magazines como Macy’s e H&M (e também seletas como Chanel e Valentino), restaurantes giratórios, aquário, zoológico, tour de submarino pelo fundo do mar e uma infinidade de tributos ao nadador olímpico Duke, que fez do surfe a eterna onda do Pacífico.

     Preferindo fugir da crowd? Um programa exótico é desbravar, a pé, o Diamond Head. Se o fôlego suportar a bela hora de caminhada entre a base e o topo do vulcão, não se iluda. A panorâmica de Waikiki, descortinada ao final do passeio, é de tirar o fôlego… tirar a pressa e todas as câmeras da bolsa. Se esporte, aliás, for mesmo a sua praia, a ilha de O’ahu ainda reserva as ondas gigantes de NorthShore, escaladas, rapel, kart indoor, tirolesa, golfe, mergulho, parasail, surf lessons e, naturalmente, os melhores programas de canoagem havaiana.

     Para as famílias com crianças, tem parque aquático Wet’n’Wild e parque temático Sea Life Park, com coreografias de golfinhos que vão fazer os adultos voltar no tempo. As baías Turtle Bay (com o restaurante do Hilton Hotel aberto ao público) e a “blindada” Hanauma Bay (onde ninguém entra sem assistir ao vídeo sobre as regras de preservação ambiental) rendem um banho de alegria até mesmo para quem se limita a mergulhar com snorkel, tamanha a quantidade de peixes deslizando nas águas transparentes. Nas praias de Ko’olina, delimitadas artificialmente para banhar hotéis de luxo com mar cristalino, é possível alugar pranchas, caiaque e stand up paddle mesmo não sendo hóspede do Marriot ou do Aulani, o resort da Disney 100% ambientado na cultura polinésia.

     Experiências mais culturais incluem o Bishop Museu – que congrega as tradições polinésias, um centro de ciência e o hall da fama dos atletas havaianos – e o comovente complexo de Pearl Harbor. Além do USS Arizona Memorial, que preserva a memória do fatídico ataque do Japão aos Estados Unidos em 1941, quando mais de 2 mil pessoas morreram dentro ou nas proximidades do navio Arizona, Pearl Harbor exibe navios de guerra, mísseis, submarinos e o Pacific Aviation Museum, que não poupa homenagens à Rainha dos Ares Amelia Earhart, primeira piloto a efetuar um voo solo do Havaí à Califórnia, em 1935.

 

Tradição imune ao tempo

 

     O Reino do Havaí foi estabelecido em 1795 a partir da unificação de cinco ilhas: O’ahu, Hawaii (conhecida como Big Island), Maui, Molokai e Lanai. Disputada ao longo de um século por potências como a Inglaterra e a França, a monarquia acabou sendo anexada aos Estados Unidos em 1898. Sob a égide da bandeira americana, ganhou nova forma de Governo, adotou novo idioma e se rendeu a um novo ritmo, sem jamais deixar de reverenciar seus patrimônios, naturais e imateriais. A devoção às dinastias Kamehameha e Kalakaua é explícita nos palácios, na Catedral, em lindas estátuas e no batismo dos logradouros públicos.

     Outros legados do Reino do Havaí não apenas encantam como emocionam turistas de todo o mundo. A dança do hula, que saúda em gestos todo o esplendor da natureza, dita o ritmo em shoppings, cruzeiros e calçadões. Os colares de flores, conchas e sementes – cada qual com seu significado -, compõem um visual inconfundível com os onipresentes figurinos floridos dos visitantes. E o luau é o pano de fundo para dezenas de shows, como o Big Kahuna, o Paradise Cover e o interativo Centro de Cultura Polinésia.

     Com mais de 50 anos de tradição, o Centro de Cultura Polinésia oferece sequências de shows de hula, uma performance apoteótica com tochas flamejantes, generosos buffets típicos e artigos de artesanato. E apesar de toda a diversidade, não se resume a atração turística. Ali, estudantes das demais ilhas do Pacífico encontram a oportunidade de estudar e aprender, compartilhando toda a riqueza e o saber das ilhas de Samoa, Tahiti, Fiji, Marquesas, Tonga e Nova Zelândia.

     O próprio Havaí, mesmo tratando-se de um único estado, tem diferenças marcantes entre uma ilha e outra. O’ahu é a mais desenvolvida e povoada. Maui abriga uma constelação de resorts, lojas de luxo e restaurantes dignos das celebs que frequentam a ilha. A maior das ilhas, Hawaii, é um convite a sobrevoos ou estadas exploratórias, em especial às praias com areia preta e verde, tatuadas pela lava dos vulcões. As menores são Lanai e Molokai, dois paraísos praticamente virgens. E a mais exótica é Kauai, conhecida como Ilha Jardim por abrigar uma floresta e o Grand Canyon do Pacífico.

     O deslocamento entre uma e outra ilha é feito por via aérea ou marítima. E quem preferir não circular pelo arquipélago, pelas despesas que as viagens implicam, também pode se deliciar al mare com os cruzeiros de fim de tarde, com jantar, show e o mais arrebatador pôr-do-sol no cardápio. Com programas perfeitos para mochileiros, casais em lua-de-mel e famílias com crianças a bordo, no Havaí uma coisa é certa: na despedida todos vão dizer “mahalo”, tamanha a gratidão pelas férias fantásticas nesse éden universal.

 

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