No início da década de 1990, especialmente nas principais metrópoles brasileiras, começava a se tornar comum ver pessoas utilizando um aparelho de telefone móvel. Na época, o equipamento era uma espécie de luxo exclusivo para poucos e, de forma geral, tinha o objetivo de atender exclusivamente as demandas profissionais.
Com o avançar dos anos, o equipamento tornou-se um verdadeiro desejo de consumo de grande parte da população. Independente da classe social, possuir um celular era o sonho de muita gente.
Nos últimos anos, os smartphones se consolidaram como uma necessidade do mundo moderno fazendo com que o lançamento dos modelos das marcas mais conceituadas provoquegrande comoção no mercado, com pessoas fazendo fila nas portas das lojas com dias de antecedência à chegada dos produtos.
A breve história dos telefones celulares no Brasil sintetiza o caminho comum de alguns produtos e bens de luxo. Vale ressaltar que o conceito de luxo é, essencialmente, histórico, ou seja, está diretamente relacionado com o momento vivido. Se regredirmos alguns séculos, percebemos que mesmo o prosaico sal já foi considerado um item de consumo restrito a poucos.
A ideia de que o luxo atual se tornará um item indispensável para a vida no futuro é uma das motivações mais contundentes da indústria do alto padrão, que se especializa cada vez mais na produção de bens que, ao transcenderam sua simples utilidade, tornam-se objetos de desejo e passam a ser parte inerente da vida cotidiana.
É evidente que esse pensamento não se aplica a todos os casos, ou seja, um bem de luxo como, por exemplo, um iate, continuará sendo uma exclusividade de poucos por motivos óbvios. Entretanto, a democratização do luxo é uma tendência atual e, aliada ao crescimento do interesse pela sustentabilidade, deve indicar o caminho que o setor deverá seguir nos próximos anos.
