O turismo espacial é uma atividade que desperta o interesse de um número cada vez maior de pessoas. Entretanto, conhecer os mistérios além da atmosfera terrestre ainda é um luxo de poucos privilegiados. A Virgin Galactic, uma das mais conhecidas empresas deste segmento, realiza viagens ao custo de 170 mil euros por passageiro.
Mas, aqueles que alimentam o luxuoso sonho de conferir pessoalmente se a Terra é azul, podem ficar um pouco mais otimistas, já que projeções da área indicam que em um prazo de 20 anos, esse valor pode reduzir para aproximadamente sete mil euros. Duas décadas podem parecer muito tempo, mas para a conquista do espaço, sem dúvidas, é um piscar de olhos.
O desenvolvimento do turismo espacial serve como uma excelente oportunidade para o debate sobre o futuro do luxo no mundo. Arriscar palpites em um tempo de profundas mudanças como o que vivemos na atualidade pode ser um exercício especulativo, mas, também, se faz importante para entender as tendências e os rumos pelos quais caminha a indústria de alto padrão.
E uma dessas tendências, sem dúvidas, é a sustentabilidade. Encontrar formas de tornar o luxo mais responsável social e ambientalmente é o desafio das grandes grifes no mundo inteiro. Os clientes se tornaram mais exigentes e informados e levam em consideração as ações das empresas e marcas em favor do bem comum no momento da compra.
Ao mesmo tempo, é impossível negar que o luxo enquanto mecanismo de diferenciação ainda tenha apelo. Podemos até considerar comum a circulação na imprensa de reportagens sobre a utilização ostentatória dos bens de alto padrão. De acordo com o filósofo Gilles Lipovetsky “exibir o seu nível de riqueza e gastar em vão” é um aspecto cultural amplamente presente na sociedade.
A democratização do luxo e a sua realização através das experiências são conceitos que vem se consolidando com o tempo. Definir como será o luxo do amanhã ainda não é possível, mas entender que ele está sendo concebido desde já é fundamental para o futuro do setor.
