O Brasil vive uma crise política e econômica cujas consequências são e serão devastadoras.
Quando vemos o marasmo tomar conta do governo, imobilizando-o, perguntamo-nos, cidadãos comuns que somos, para onde estamos caminhando? Sabemos que o planejamento nunca foi o forte de nenhum dos governos em quaisquer de suas instâncias, mas penso que chegamos a um tal ponto de criticidade que exige soluções.
Se perguntarmos a nossos gestores públicos qual o planejamento estratégico do governo para nos tirar da crise, veremos que não há resposta. Nem plano A nem plano B. O governo está imobilizado! E, com a oposição medíocre que temos não dá para esperar muita coisa.
Aguentar mais 3 anos de um governo acéfalo será condenar o país a um retrocesso, que hoje, já é enorme em termos da economia. PIB caindo vertiginosamente, desemprego em alta (quase 2 milhões de desempregados de 2014 para 2015), inflação, mesmo com baixa demanda, em alta, desinvestimento, fechamento de mais de 100 mil empreendimentos comerciais em 2015 mostram os reflexos da crise de governança.
No último domingo (13.03.2016) os “donos“ do país foram às ruas. O recado foi muito claro: não à imoralidade, não aos partidos políticos, não à corrupção, não ao clientelismo, não aos políticos, não a toda esta bandalheira que nos assola. Sim à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Judiciário na figura do Juiz Sérgio Fernando Moro. Será que o povo foi ouvido?
Qual o plano do governo para nos tirar da crise? O que farão os governos estaduais e municipais que veem suas receitas caírem, mês após mês, fruto da queda da atividade econômica?
Pior é que quando olhamos para o lado não conseguimos divisar, no universo político, quem, ou melhor, que projeto de governo teria condições de nos tirar da crise. A atual presidente é a maior responsável por tudo de ruim que foi feito e, está imobilizada; seu vice faz parte de toda a pantomima que aí está. Na cadeia sucessória os nomes postos são risíveis.
A única certeza é que o país não aguentará mais quase 3 anos do governo que aí está. O povo deu seu recado; aos políticos cabe urdir a solução. A situação exige grandeza dos homens públicos; não sei se conseguirão sobrepor os interesses do país acima de seus interesses particulares.
