16/12/08
Crise deve afetar o comércio, acreditam os empresários
A crise financeira parece ter abalado o otimismo dos empresários do comércio da Grande Florianópolis. De acordo com o cenário projetado por 66% dos comerciários entrevistados pela Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio), a crise deverá influenciar negativamente o comércio. Segundo os entrevistados, a crise influenciará em virtude da redução nas compras (28,1%) e do impacto do dólar no aumento dos preços (14,7%). Para se precaver e não afetar o consumidor, 55,3% dos empresários preferem às promoções e 46,1% afirmam facilitar as formas de pagamento. O estudo foi realizado em 360 empresas nas cidades de Florianópolis (Centro, Trindade, Santa Mônica e Estreito) e São José (Kobrasol, Campinas e Barreiros), entre os dias 02 e 08 de dezembro.
Na pesquisa, 44% dos entrevistados acreditam que a temporada de verão não será boa e as vendas devem ser menores no período. No entanto, apesar do pessimismo para a temporada, 68% dos entrevistados acreditam que as vendas serão melhores no próximo ano. O presidente da Fecomércio, Antônio Edmundo Pacheco, acredita que apesar da gravidade da crise financeira mundial, a situação do varejo em 2008 não sofrerá impactos mais profundos até o Natal, porque a renda e o emprego ainda se mantêm em alta e devido a própria sazonalidade do período.
Perspectiva para 2009
Da mesma forma que os comerciários esperam com pessimismo a temporada de final de ano e prevêem a diminuição das vendas, os consumidores mostram-se precavidos e cautelosos, embora 50,7% dos consumidores ouvidos pela Fecomércio acreditam que o próximo ano será melhor financeiramente que 2008. A temporada de verão também esperada com queda no consumo por 67,3% dos entrevistados. Ainda de acordo com a pesquisa, 27,3% dos consumidores afirmam que irão guardar dinheiro na poupança em 2009. Outra medida preventiva é o dinheiro reservado para as compras de material escolar (21,9%) e o pagamento à vista das taxas de IPTU e IPVA (45%).
Para medir as perspectivas econômicas do consumidor para o próximo ano, a Fecomércio ouviu 800 pessoas no Centro (Praça XV e Felipe Schmidt), Kobrasol, Estreito e Trindade; locais de grande fluxo populacional e também de comércio intenso.
