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Crescimento será a marca registrada do setor de eventos nos próximos anos
16 de Junho de 2026

Crescimento será a marca registrada do setor de eventos nos próximos anos

Indústria de Entretenimento e Mídia prevê um faturamento de US$ 3,5 trilhões de até o ano de 2029 em nível mundial

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Por Alisson Barcelos 16 de Junho de 2026 | Atualizado 16 de Junho de 2026

 

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No último dia 8 de junho teve início a venda dos ingressos para a edição deste ano do Rock in Rio. O maior evento de rock da América Latina que, neste ano acontece entre os dias 04 e 13 de setembro, novamente reunirá ícones da música brasileira e mundial e um imenso público.

O que chama a atenção, entretanto, é a velocidade com que os ingressos estão se esgotando. Os espaços para a Comfort Zone, que contará com shows de nomes como Calvin Harris, Maroon 5 e Elton John, já estão esgotados. Vale lembrar que neste ano o evento ainda contará com bandas que representam o movimento K-Pop, contribuindo para a realização de uma edição histórica e, ao mesmo tempo, se conectando de forma ainda mais assertiva com o público.

O imenso sucesso nas vendas de ingresso do festival carioca reafirma uma importante previsão: o setor de eventos, no Brasil e no mundo, deve manter os excelentes resultados nos próximos anos.

Conforme dados divulgados pelo Panorama Global de Entretenimento e Mídia 2025-2029 da PwC “nos próximos cinco anos, a previsão é que a receita total do setor cresça a uma taxa média anual de 4,4% no Brasil, chegando a US$ 64 bilhões em 2029, e de 3,7% no mundo, alcançando US$ 3,5 trilhões”.

Ainda de acordo com as informações destacadas no documento, o “setor continuará a se expandir de forma constante em meio a mudanças tecnológicas profundas e ao engajamento mais intenso dos usuários. Com isso, o crescimento do setor deve superar o da economia como um todo, e US$ 12 bilhões em novas receitas serão adicionados até 2029 no mercado brasileiro (US$ 577 bilhões globalmente)”.

A vida ao vivo

A análise do momento atual do setor de eventos no Brasil indica que o país se consolidou como o segundo maior mercado de apresentações ao vivo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Essa grande conexão entre eventos, artistas e público movimenta anualmente um valor aproximado de R$ 300 bilhões, equivalente a 4,3% do PIB nacional conforme estudo da ABEOC – Associação Brasileira de Empresas de Eventos e o Sebrae.

E os grandes públicos não estão restritos apenas aos shows e apresentações musicais. Eventos corporativos, feiras, workshops, seminários, webinários e toda uma ampla diversidade de ações e ativações especiais têm encontrado respaldo cada vez maior entre os públicos e plateias. Motivos não faltam para isso, já que estudos apontam que a viver experiências de diversão e emoção coletiva podem aumentar a expectativa de vida em até nove anos.

É o que afirma uma pesquisa desenvolvida pela University of London, localizada no Reino Unido. Ao proporcionar benefícios como a redução do nível de estresse, o fortalecimento da saúde mental e uma melhora significativa do humor, os eventos contribuem para ampliar em até 75% a estimulação mental. O número expressivo é, inclusive, superior aos identificados em outras práticas como, por exemplo, o yoga.

Dos palcos passageiros aos ecossistemas

O excelente momento do setor de eventos e, principalmente, a expectativa da continuidade desta fase de bons resultados têm entre suas explicações mais evidenciadas a verdadeira mudança na gestão das ações que vem se notabilizando no mercado nos últimos anos.

A ideia do evento como um palco passageiro, ou seja, com uma concepção de “ilha isolada” sem conexões já se tornou coisa do passado. Atualmente, as empresas e profissionais do setor de eventos trabalham as ações como parte de um grande ecossistema, criando verdadeiras comunidades vivas em torno das realizações.

Um bom exemplo dessa nova realidade aconteceu no Brasil durante a COP 30. Considerado um dos principais fóruns de discussão mundial com foco no meio ambiente, o evento aconteceu no mês de novembro de 2025. Entretanto, para muito além dos dias de debates que aconteceram na cidade de Belém, capital paraense, o evento construiu um importante legado. Ou seja: sua permanência transcende em muito a data em que foi realizado e seu resultado se mantém ativo.

Um dos aspectos que fortalecem a concepção de um ecossistema de eventos está na quebra de paradigma na qual o foco deixa de ser a ação propriamente dita e passa a ser toda a infraestrutura social envolvida no desenvolvimento da iniciativa. Essa mudança eleva patrocinadores, público, investidores e todos os stakeholders envolvidos ao protagonismo, ampliando significativamente o sentimento de pertencimento dos públicos distintos.

A era das experiências

Imagine, por um momento, utilizar a tecnologia para viajar a um destino remoto como, por exemplo, o fundo do oceano ou o mundo pré-histórico. Através dos recursos tecnológicos de realidade virtual, e com o uso de óculos especiais, filtros interativos e projeções, é possível criar ambientes imersivos e interativos no qual a participação dos visitantes se potencializa e cria lembranças inesquecíveis.

Agora, imagine viver essa experiência dentro um evento. É exatamente essa a estratégias de algumas das principais marcas brasileiras e internacionais para ampliar sua conexão com o público. Ao fortalecer a relação entre clientes e empresa, as experiências contribuem para alavancar ações novas e diferenciadas.

É importante lembrar que as experiências podem se manifestar das mais diferentes formas e com as propostas mais diversas. Se, por exemplo, o organizador de um evento identificar que o uso da tecnologia avançada pode ser um custo acima do orçamento, investir em uma ação gastronômica, com a degustação de sabores diferenciados, ou uma experiência sensorial, com foco no relaxamento e no bem-estar, pode criar momentos únicos na jornada do participante e ampliar ainda mais a avaliação final do evento.

Como se beneficiar com o bom momento do setor

Não há dúvidas que os benefícios dos bons resultados registrados no setor de evento podem beneficiar empresas, produtores e profissionais das mais diversas áreas. Vale ressaltar que um estudo divulgado neste ano pela ABECO – Associação Brasileira das Empresas de Eventos projeta que o número total de empregos no segmento deve ultrapassar 15,5 milhões até 2035.

Por isso, a grande pergunta a ser feita por quem atua no setor é: como posso me beneficiar com este bom momento? A análise do panorama contemporâneo indica a importância de focar as ações e estratégias em quatro pilares distintos: a hiperpersonalização das ações, elevando o participante ao protagonismo dos eventos; a adoção de tecnologias imersivas, humanizando os recursos digitais; o desenvolvimento de práticas sustentáveis, ampliando as políticas ligadas à proteção do meio ambiente; e a gestão orientada por dados, em que evidências concretas assumem papel de relevância nos planejamentos.

Conquistar o sucesso no setor de eventos é um trabalho ostensivo de harmonizar razão e emoção e os bons resultados do setor podem servir como um impulsionador eficaz das ações. Ao unir marcas e público, o profissional de eventos permite o surgimento de conexões genuínas o que, de fato, é o que verdadeiramente importa na jornada humana.

 

Crédito da imagem: FreePik

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